Chega a 30 mil evasão de estudantes do ProUni
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BRASÍLIA - O Ministério da Educação descobriu que 30 mil estudantes que receberam bolsas do programa Universidade para Todos (ProUni) nos últimos dois anos deixaram a universidade. A evasão no programa, calculada pela primeira vez este ano, alcança 15% e é praticamente igual à das universidades públicas, que alcança 30% em quatro anos.
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A partir deste ano, as instituições que participam do programa passaram a ser obrigadas a informar o que acontece com cada um dos seus alunos, inclusive quem deixou o curso e porquê. As razões ainda estão sendo compiladas pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas em Educação (Inep) e o ministério pretende analisá-las para saber o que pesa mais nessa evasão.
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Uma das hipóteses levantadas pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, é que a evasão seja maior em cursos de ensino a distância, justamente por conta do tipo de estrutura do curso. "É uma das causas a serem investigadas. Talvez o ProUni não seja adequado para ensino a distância por conta da necessidade de um computador conectado a internet", explicou. "Como ele é um aluno de renda mais baixa, talvez ele tenha dificuldade em ter esse tipo de acesso".
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Se a hipótese se confirmar, o ministério poderá excluir esse tipo de ensino do ProUni. Apesar de ser uma parte minoritária das vagas oferecidas pelo programa, o ensino a distância permite o acesso de estudantes que moram no interior do País. "Mas por enquanto ainda é uma suposição", disse o ministro.
Haddad explica que, como o percentual de evasão do ProUni é muito semelhante ao das Federais, é provável que algumas das razões sejam as mesmas: abandono por conta de dificuldades para trocar de curso ou de turno, dificuldades com estruturas dos departamentos, decepção com o curso. "Se fosse o dobro, seria mais preocupante. Aí teríamos que, talvez, pensar em algum tipo de auxílio", afirmou.
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BRASÍLIA - O Ministério da Educação descobriu que 30 mil estudantes que receberam bolsas do programa Universidade para Todos (ProUni) nos últimos dois anos deixaram a universidade. A evasão no programa, calculada pela primeira vez este ano, alcança 15% e é praticamente igual à das universidades públicas, que alcança 30% em quatro anos.
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A partir deste ano, as instituições que participam do programa passaram a ser obrigadas a informar o que acontece com cada um dos seus alunos, inclusive quem deixou o curso e porquê. As razões ainda estão sendo compiladas pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas em Educação (Inep) e o ministério pretende analisá-las para saber o que pesa mais nessa evasão.
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Uma das hipóteses levantadas pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, é que a evasão seja maior em cursos de ensino a distância, justamente por conta do tipo de estrutura do curso. "É uma das causas a serem investigadas. Talvez o ProUni não seja adequado para ensino a distância por conta da necessidade de um computador conectado a internet", explicou. "Como ele é um aluno de renda mais baixa, talvez ele tenha dificuldade em ter esse tipo de acesso".
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Se a hipótese se confirmar, o ministério poderá excluir esse tipo de ensino do ProUni. Apesar de ser uma parte minoritária das vagas oferecidas pelo programa, o ensino a distância permite o acesso de estudantes que moram no interior do País. "Mas por enquanto ainda é uma suposição", disse o ministro.
Haddad explica que, como o percentual de evasão do ProUni é muito semelhante ao das Federais, é provável que algumas das razões sejam as mesmas: abandono por conta de dificuldades para trocar de curso ou de turno, dificuldades com estruturas dos departamentos, decepção com o curso. "Se fosse o dobro, seria mais preocupante. Aí teríamos que, talvez, pensar em algum tipo de auxílio", afirmou.