quarta-feira, janeiro 31, 2007

O perigo sobre a Amazônia

Por Jorge Serrão, Alerta Total
Perdas internacionais da “Colônia Brazilis”: País não vê um centavo dos US$ 100 milhões biopirateados na Amazônia

As chamadas “perdas internacionais”, tão denunciadas pelo falecido caudilho Leonel Brizola, ganham contornos reais e objetivos. A biopirataria na Amazônia movimenta US$ 100 milhões por ano nas indústrias química, farmacêutica e cosmética. E o Brasil não vê um único centavo proveniente desses recursos. Como se não bastasse, a exploração econômica da colônia Brasil também é legitimada pela bandeira do ambientalismo. ONGs internacionais estão servindo de instrumento político de governos e empresas estrangeiras interessados na desnacionalização da Amazônia.
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Além de agir livremente na região, sem qualquer controle do governo, ONGs como a Greenpeace, WWF, Amigos da Terra e Survival Internacional movem campanhas contra a soberania do Brasil sobre a Amazônia no exterior. Os instrumentos para frear o Brasil, atrasando nosso desenvolvimento, fazem parte de uma estrutura hierárquica de interesses econômicos no eixo Estados Unidos-Europa. Quem denuncia é o jornalista Lorenzo Carrasco, autor de A máfia verde: o ambientalismo a serviço do governo mundial. Na verdade, tal “eixo” é liderado pela nobreza econômica européia, cujos controladores operam a partir da City de Londres e seus banqueiros amestrados.
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Segundo o livro, a intervenção estrangeira não se dá por meio de tropas militares convencionais. Nesta guerra assimétrica, onde pesam a informação, a desinformação e a contra-informação, as armas são “campanhas ambientalistas” como a do boicote à soja brasileira ou a chantagem por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. A propaganda contra a soja brasileira ecoada por ONGs como o Greenpeace propaga que o grão é a semente do desmatamento da Amazônia. Movida por interesses externos ou não, a organização afeta a exportação do grão pelo Brasil, onde a produção rende R$ 9 bilhões anuais.
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No reportagem do Jornal do Brasil destaca que as organizações não-governamentais são alvo de denúncias constantes de irregularidades, como roubo de material genético e aquisição ilegal de terras públicas para grilagem. Mas, até hoje, poucas investigações resultaram em condenação. A Fundação Amazonas Forever Green foi citada na CPI da Grilagem e teve 172 mil hectares de terras no Sul do Estado de Roraima desapropriados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2001.
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O professor Argemiro Procópio Filho, do departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, que estuda a presença estrangeira na região há 20 anos, denuncia que os garimpos ilegais estão "efervescendo". Segundo o pesquisador, o diamante e o ouro são exportados para os países desenvolvidos, via África, por organizações criminosas internacionais. O professor também acusa empresas e ONGs estrangeiras de se aproximarem de índios para fazer biopirataria. Argemiro Procópio Filho ressalta que a corrupção é desenfreada. E põe o dedo na ferida:
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“Molham-se as mãos das autoridades, e assim as irregularidades continuam”.
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Amazônia onde brasileiro não entra
“Existem espaços na Amazônia em que brasileiro não entra, tem o acesso impedido”.Quem reclama é o secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério, Rogério Magalhães.
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Magalhães cita como exemplo o Instituto Norte-Americano Smithsonian, conveniado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa): em 2001, o Smithsonian fechou um espaço no terreno do Inpa, impedindo a entrada de qualquer brasileiro.
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“Ninguém sabia o que era pesquisado lá. Era como se fosse um território norte-americano fincado em plena Amazônia. Em um espaço desses, qualquer espécie pode ser analisada sem autorização do governo”.
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Resumo da ópera
A reportagem do JB aponta alguns fatores para o descontrole e o entreguismo na Amazônia:
  • Absoluto descontrole oficial sobre a atuação das ONGs.
  • Ausência do governo nas comunidades mais carentes da Região Norte.
  • Legislação pouco adequada para conter abusos.
  • Conivência do governo e da comunidade acadêmica brasileira com interesses externos.Tudo isso tem feito da Amazônia o celeiro de uma riqueza monumental, que beneficia uma massa de estrangeiros que circula com desenvoltura na floresta.