TUDO COMO DANTES...
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Foram sete dias de parada. Como informei em post anterior, parada obrigatória por questão técnica. E neste curtíssimo espaço de tempo, a gente olha para o Brasil e tudo continua a mesma zorra política de sempre, os mesmos personagens repetindo velhas velhas mentiras e contando novas, num descaramento sem igual. É impressionante como os políticos do Brasil agem cada vez mais sem escrúpulos sem vergonha na cara e sem um pingo de decência. Um total desrespeito à opinião pública brasileira, que, como se sabe, compõem-se de uma pequena parcela de 15% (se tanto !) de bem informados e informados medianos, e uma imensa maioria de sem jornal, sem informação, baseadas apenas na informação boca-a-boca. Nada mais.
E segue o baile. De um lado, não tendo mais como defender o indefensável, um senador, Roriz, renunciar para preservar-se, mas o crime continua em aberto, e o bom seria que fosse punido exemplarmente. Mas a renúncia, às vezes, tem o dom de inflar a impunidade já tão inflacionada por todos os poros. De outro, agarrado à cadeira, mas esquecendo-se do mandato, ou da responsabilidade que o mesmo lhe impõem, outro senador, Renam, abraçado ao rebanho miragem, tenta culpar a imprensa por seus próprios erros. Esquece o senador de que não a imprensa que usou lobista de empreiteira para pagar pensão a uma ex-jornalista com quem tivera um caso e uma filha. Esquece o senador de que não foi a imprensa que ele contratou para fazer uma defesa surrealista. Esquece que não foi a imprensa que arrumou seus documentos e os esfregou na cara do país com o intuito de esquivar-se do primeiro erro, mas que teve o dom de escavar um imenso poço de falcatruas que foram cometidas pelo senador. E contra si mesmo.
Se na terra a coisa continua tosca e aleijada, no ar parece que tudo se consome na mesma inépcia e incompetência de sempre. Um presidente que não consegue admitir seus próprios erros, que joga a culpa nos outros, outros que ele próprio escolheu, e que não tem a necessária coragem de um estadista (que ele quer ser e imagina já ser mas que falta a necessária grandeza para consegui-lo!), para demitir os incompetentes de que se cercou. Vemos no episódio do apagão aéreo repetirem-se momentos de José Dirceu, Roberto Jefferson e Antonio Palocci – o fura-fila, para só citar alguns.
Ou seja, enquanto as pesquisas pontificarem o reinado Lula de aprovações maciças, o país continuará desgovernado e desmantelado. Uma máquina estatal devidamente aparelhada, mas que não anda, que não serve, que se serve, e que não presta a responsabilidade para a qual foi designada. Portanto, máquina gigantesca, cara, permissiva, promíscua, ineficaz, e totalmente inútil para o povo para quem deveria trabalhar e servir. Enquanto isto, o personagem patético de um presidente inútil, navega mansamente numa popularidade que faz um mal danado para o país, porque assentado num programa assistencialista que pode até mitigar a fome do coitado, mas não lhe dá oportunidades de ser cidadão.
Assim, de mazelas em mazelas, vamos desconstruindo um país do futuro para subjugá-lo num canto medíocre e selvagem, sem lei e sem ordem, alienado por completo do que seja civilização, enterrando sonhos e ilusões, país que mata seus velhos sem o serviço decente de um estado canalha, e que vê, dia a dia, centenas, milhares de jovens arrumando passaportes para fugirem do inferno de uma pátria que lhes nega um presente e um futuro mais humano e mais decente. E quando não conseguem passaportes, vai no berro e na clandestinidade mesmo. O que querem é fugir para o mais longe que puderem deste país cada dia mais sem alma, comandado por um personagem e uma tropa cada dia mais imorais e inconseqüentes.
Pode até não parecer, mas as notícias de hoje são praticamente iguais no conteúdo com as de ontem. Ás vezes, sequer mudam as moscas quanto mais o cheiro do que as atrai. Isto é, continua tudo como dantes...
Aqui, perdido no tempo, o futuro está no presente... Isto é, o futuro que nos sorri está com um atraso de 50 anos, ao menos, em relação à civilização.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Foram sete dias de parada. Como informei em post anterior, parada obrigatória por questão técnica. E neste curtíssimo espaço de tempo, a gente olha para o Brasil e tudo continua a mesma zorra política de sempre, os mesmos personagens repetindo velhas velhas mentiras e contando novas, num descaramento sem igual. É impressionante como os políticos do Brasil agem cada vez mais sem escrúpulos sem vergonha na cara e sem um pingo de decência. Um total desrespeito à opinião pública brasileira, que, como se sabe, compõem-se de uma pequena parcela de 15% (se tanto !) de bem informados e informados medianos, e uma imensa maioria de sem jornal, sem informação, baseadas apenas na informação boca-a-boca. Nada mais.
E segue o baile. De um lado, não tendo mais como defender o indefensável, um senador, Roriz, renunciar para preservar-se, mas o crime continua em aberto, e o bom seria que fosse punido exemplarmente. Mas a renúncia, às vezes, tem o dom de inflar a impunidade já tão inflacionada por todos os poros. De outro, agarrado à cadeira, mas esquecendo-se do mandato, ou da responsabilidade que o mesmo lhe impõem, outro senador, Renam, abraçado ao rebanho miragem, tenta culpar a imprensa por seus próprios erros. Esquece o senador de que não a imprensa que usou lobista de empreiteira para pagar pensão a uma ex-jornalista com quem tivera um caso e uma filha. Esquece o senador de que não foi a imprensa que ele contratou para fazer uma defesa surrealista. Esquece que não foi a imprensa que arrumou seus documentos e os esfregou na cara do país com o intuito de esquivar-se do primeiro erro, mas que teve o dom de escavar um imenso poço de falcatruas que foram cometidas pelo senador. E contra si mesmo.
Se na terra a coisa continua tosca e aleijada, no ar parece que tudo se consome na mesma inépcia e incompetência de sempre. Um presidente que não consegue admitir seus próprios erros, que joga a culpa nos outros, outros que ele próprio escolheu, e que não tem a necessária coragem de um estadista (que ele quer ser e imagina já ser mas que falta a necessária grandeza para consegui-lo!), para demitir os incompetentes de que se cercou. Vemos no episódio do apagão aéreo repetirem-se momentos de José Dirceu, Roberto Jefferson e Antonio Palocci – o fura-fila, para só citar alguns.
Ou seja, enquanto as pesquisas pontificarem o reinado Lula de aprovações maciças, o país continuará desgovernado e desmantelado. Uma máquina estatal devidamente aparelhada, mas que não anda, que não serve, que se serve, e que não presta a responsabilidade para a qual foi designada. Portanto, máquina gigantesca, cara, permissiva, promíscua, ineficaz, e totalmente inútil para o povo para quem deveria trabalhar e servir. Enquanto isto, o personagem patético de um presidente inútil, navega mansamente numa popularidade que faz um mal danado para o país, porque assentado num programa assistencialista que pode até mitigar a fome do coitado, mas não lhe dá oportunidades de ser cidadão.
Assim, de mazelas em mazelas, vamos desconstruindo um país do futuro para subjugá-lo num canto medíocre e selvagem, sem lei e sem ordem, alienado por completo do que seja civilização, enterrando sonhos e ilusões, país que mata seus velhos sem o serviço decente de um estado canalha, e que vê, dia a dia, centenas, milhares de jovens arrumando passaportes para fugirem do inferno de uma pátria que lhes nega um presente e um futuro mais humano e mais decente. E quando não conseguem passaportes, vai no berro e na clandestinidade mesmo. O que querem é fugir para o mais longe que puderem deste país cada dia mais sem alma, comandado por um personagem e uma tropa cada dia mais imorais e inconseqüentes.
Pode até não parecer, mas as notícias de hoje são praticamente iguais no conteúdo com as de ontem. Ás vezes, sequer mudam as moscas quanto mais o cheiro do que as atrai. Isto é, continua tudo como dantes...
Aqui, perdido no tempo, o futuro está no presente... Isto é, o futuro que nos sorri está com um atraso de 50 anos, ao menos, em relação à civilização.