Tribuna da Imprensa
A cana-de-açúcar ocupou espaço de outros produtos agrícolas nos últimos anos, sobretudo nas regiões onde estão concentradas grandes usinas de açúcar e álcool, segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No País, de 2004 a 2006, houve queda de 1,35 milhão de hectares na área plantada com 62 culturas exceto cana-de-açúcar, enquanto a área plantada de cana aumentou 545,6 mil hectares no período.
Em São Paulo, Estado que responde por 58,8% da produção brasileira de cana-de-açúcar, a área plantada das demais culturas, exceto de cana, foi reduzida em 174 mil hectares de 2004 a 2006, enquanto a área de plantio de cana aumentou em 332,8 mil hectares no período. "Nem toda a redução de área no País foi para a cana-de-açúcar, mas em São Paulo, possivelmente, a área reduzida de outras culturas foi para esse produto, que avançou também, provavelmente, por pastagens", disse o técnico da coordenação de agropecuária do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.
Conforme avalia, a demanda aquecida por açúcar e etanol tem sido um estímulo para os produtores. O que ocorreu em São Paulo também pode ser verificado, em menor intensidade, em Minas Gerais e Goiás. Em Minas houve recuo de 175,9 mil hectares de plantio das "outras culturas" de 2004 a 2006, enquanto a área plantada de cana aumentou em 96,7 mil hectares. Em Goiás, no mesmo período, o recuo foi de 292,9 mil hectares das demais culturas e o aumento na cana, de 61,2 mil hectares.
A cana-de-açúcar ocupou espaço de outros produtos agrícolas nos últimos anos, sobretudo nas regiões onde estão concentradas grandes usinas de açúcar e álcool, segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No País, de 2004 a 2006, houve queda de 1,35 milhão de hectares na área plantada com 62 culturas exceto cana-de-açúcar, enquanto a área plantada de cana aumentou 545,6 mil hectares no período.
Em São Paulo, Estado que responde por 58,8% da produção brasileira de cana-de-açúcar, a área plantada das demais culturas, exceto de cana, foi reduzida em 174 mil hectares de 2004 a 2006, enquanto a área de plantio de cana aumentou em 332,8 mil hectares no período. "Nem toda a redução de área no País foi para a cana-de-açúcar, mas em São Paulo, possivelmente, a área reduzida de outras culturas foi para esse produto, que avançou também, provavelmente, por pastagens", disse o técnico da coordenação de agropecuária do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.
Conforme avalia, a demanda aquecida por açúcar e etanol tem sido um estímulo para os produtores. O que ocorreu em São Paulo também pode ser verificado, em menor intensidade, em Minas Gerais e Goiás. Em Minas houve recuo de 175,9 mil hectares de plantio das "outras culturas" de 2004 a 2006, enquanto a área plantada de cana aumentou em 96,7 mil hectares. Em Goiás, no mesmo período, o recuo foi de 292,9 mil hectares das demais culturas e o aumento na cana, de 61,2 mil hectares.
O chefe da coordenação de agropecuária do IBGE, Flávio Bolliger, disse que a área de cana vem crescendo em regiões já propícias para o cultivo dessa cultura por questões climáticas. Ele ressaltou que a área plantada das 62 culturas pesquisadas "flutua ao longo do tempo, independente da cana", ou seja, esse produto não foi responsável pela redução de 1,35 milhão na área plantada dessas culturas no ano passado.
Segundo ele, a flutuação, ainda que tenha relação com a cana em algumas regiões, como São Paulo, não foi provocada pela cana, e sim por "condições de mercado", como baixos preços dos produtos agrícolas e descapitalização dos produtores no ano passado. De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2006, divulgada ontem pelo IBGE, a cana-de-açúcar foi destaque na produção brasileira no ano passado, com aumento de 8,1% na safra e de 29,1% no total colhido, na comparação com o ano anterior.
Na avaliação de Guedes, o bom desempenho refletiu o aumento da demanda, especialmente por causa do etanol, que levou à valorização do produto. O técnico explica que, segundo os levantamentos preliminares relativos a 2007, os resultados obtidos para a cana continuarão bastante positivos para este ano. No entanto, ele sublinhou que industriais e produtores têm reclamado da cotação atual do álcool e do açúcar e "pode ser que isso venha a arrefecer um pouco o crescimento em 2008 e 2009".