Adelson Elias Vasconcellos
Em visita à base brasileira na Antártida, o presidente que nos desgoverna declarou que não teme a CPI dos Cartões, e que ela talvez até ajude a melhorar o controle dos gastos.
Primeiro, que Lula não é doido de dizer que sente algum temor em relação à CPI, assim tão publicamente. O mesmo ele fez em todas as demais CPI’s, e o que se viu foi a base governista no congresso fazendo um enorme esforço para que se não se investigasse nada “comprometedor”, e que não se chegasse a nenhum resultado ao final dos trabalhos. Foi assim no Mensalão, foi assim na dos Correios, foi assim em todas as demais CPI’s que este desgoverno conseguiu abortar, foi assim também na da Crise Aérea, e vai ser assim na das ONG’s e na dos Cartões. Petista de carteirinha só aceita investigar o governo dos outros, nunca o seu próprio.
E, por mais razões políticas que as oposições levantem para justificar a instalação das CPI’s, a realidade é que estamos diante de fatos concretos que justifiquem investigações, se apontem responsabilidades e se recomende ao Ministério Público a instalação de inquéritos que possam levar os responsáveis pela prática de crimes contra o Erário a responder na Justiça, não pelos “erros” como os petistas insistem e teimam em se qualificar, mas pelos crimes de assalto aos cofres do Tesouro.
Inadmissível é as oposições aceitarem a armação do circo mistificador da “investigação parcial”, aceitando que as CPI’s não “prejudiquem” ao presidente Lula. Ora, e no caso específico das ONG’s e dos cartões, tem-se fortes indícios de que, seja o presidente ou mesmo seus familiares, cometeram qualquer deslize legal, por que não investigar ? Imaginem se o PT fosse oposição diante do quadro atual, eles iriam “poupar” alguém de ser investigado ? Nunca ! Exemplo disto encontramos em Sarney, Collor e no próprio governo de FHC. O PT jamais aceitou “negociar” investigação sobre os governos alheios. Até pelo contrário. Sempre fez questão de se negar a votar, sempre praticou o jogo imundo e cretino da “obstrução”, sempre colocou sua “tchiurma” nas ruas para fazer arruaças, e atropelar o estado de direito democrático. Prova evidente é o MST e seus congêneres.
Seja em relação aos cartões corporativos, seja em relação às ONG’s, sempre dissemos que era urgente a instalação não apenas de CPI’s, mas da intervenção dos Tribunais de Contas em conjunto com o Ministério Público, porque o que se encontra nesse submundo é suficiente para, em qualquer país democrático e sério, onde o regime da lei se impõem aos interesses corporativos de alguns, já se teria ido a fundo nos dois assuntos. E, acreditem, especificamente em relação aos cartões, há sólidas razões para a instalação de queixa crime contra Lula.
Mais: as CPI’ se justificam a partir de dados concretos de fraudes. O fato que temos é que o abuso no uso dos cartões, inclusive no repasse e descontrole das verbas públicas doadas para as ONG’s, são ações cometidas sob a égide do governo Lula, não no de FHC, que inclusive resumiu bem ao declarar que sequer CPI precisariam ser instaladas, uma vez que seus números estão em poder do governo atual. E foi bem explícito ao afirmar que os vestidos de sua esposa eram pagos com o dinheiro de seu próprio bolso...
Assim, é um absurdo as atuais oposições aceitarem o jogo sujo do PT de “acomodarem” as investigações à perfumaria, fugindo daquilo que é essencial que são os abusivos e desmedidos gastos da Presidência da República. É lá que está o principal foco do abuso, do descritério e na prática criminosa de tornar privado gastos pessoais. Aliás, ministros do Supremo já declararam não haver na Constituição nenhuma vírgula a referendar que gastos públicos sejam acobertados em nome da “segurança nacional”.
Portanto, o circo armado pelas lideranças políticas da oposição no Congresso é um duplo erro que pode custar caro às próprias oposições no futuro: de um lado, qualquer acordo com os governistas é furtar da sociedade a prestação de contas obrigatória que os entes públicos devem prestar sobre o modo como usam e abusam do dinheiro que arrecadam desta própria sociedade. De outro lado, ao aceitar “investigações parciais”, é admitir que ambos os lados têm crimes para esconder. O absurdo é que o período de FHC nada tem ou teve a esconder, e o fato concreto que justifica a instalação da CPI existe apenas sobre o governo atual. Não ir a fundo é tornar-se tão criminoso quanto os larápios governistas, pela conivência que se embute no “acordo” investigativo.
Em visita à base brasileira na Antártida, o presidente que nos desgoverna declarou que não teme a CPI dos Cartões, e que ela talvez até ajude a melhorar o controle dos gastos.
Primeiro, que Lula não é doido de dizer que sente algum temor em relação à CPI, assim tão publicamente. O mesmo ele fez em todas as demais CPI’s, e o que se viu foi a base governista no congresso fazendo um enorme esforço para que se não se investigasse nada “comprometedor”, e que não se chegasse a nenhum resultado ao final dos trabalhos. Foi assim no Mensalão, foi assim na dos Correios, foi assim em todas as demais CPI’s que este desgoverno conseguiu abortar, foi assim também na da Crise Aérea, e vai ser assim na das ONG’s e na dos Cartões. Petista de carteirinha só aceita investigar o governo dos outros, nunca o seu próprio.
E, por mais razões políticas que as oposições levantem para justificar a instalação das CPI’s, a realidade é que estamos diante de fatos concretos que justifiquem investigações, se apontem responsabilidades e se recomende ao Ministério Público a instalação de inquéritos que possam levar os responsáveis pela prática de crimes contra o Erário a responder na Justiça, não pelos “erros” como os petistas insistem e teimam em se qualificar, mas pelos crimes de assalto aos cofres do Tesouro.
Inadmissível é as oposições aceitarem a armação do circo mistificador da “investigação parcial”, aceitando que as CPI’s não “prejudiquem” ao presidente Lula. Ora, e no caso específico das ONG’s e dos cartões, tem-se fortes indícios de que, seja o presidente ou mesmo seus familiares, cometeram qualquer deslize legal, por que não investigar ? Imaginem se o PT fosse oposição diante do quadro atual, eles iriam “poupar” alguém de ser investigado ? Nunca ! Exemplo disto encontramos em Sarney, Collor e no próprio governo de FHC. O PT jamais aceitou “negociar” investigação sobre os governos alheios. Até pelo contrário. Sempre fez questão de se negar a votar, sempre praticou o jogo imundo e cretino da “obstrução”, sempre colocou sua “tchiurma” nas ruas para fazer arruaças, e atropelar o estado de direito democrático. Prova evidente é o MST e seus congêneres.
Seja em relação aos cartões corporativos, seja em relação às ONG’s, sempre dissemos que era urgente a instalação não apenas de CPI’s, mas da intervenção dos Tribunais de Contas em conjunto com o Ministério Público, porque o que se encontra nesse submundo é suficiente para, em qualquer país democrático e sério, onde o regime da lei se impõem aos interesses corporativos de alguns, já se teria ido a fundo nos dois assuntos. E, acreditem, especificamente em relação aos cartões, há sólidas razões para a instalação de queixa crime contra Lula.
Mais: as CPI’ se justificam a partir de dados concretos de fraudes. O fato que temos é que o abuso no uso dos cartões, inclusive no repasse e descontrole das verbas públicas doadas para as ONG’s, são ações cometidas sob a égide do governo Lula, não no de FHC, que inclusive resumiu bem ao declarar que sequer CPI precisariam ser instaladas, uma vez que seus números estão em poder do governo atual. E foi bem explícito ao afirmar que os vestidos de sua esposa eram pagos com o dinheiro de seu próprio bolso...
Assim, é um absurdo as atuais oposições aceitarem o jogo sujo do PT de “acomodarem” as investigações à perfumaria, fugindo daquilo que é essencial que são os abusivos e desmedidos gastos da Presidência da República. É lá que está o principal foco do abuso, do descritério e na prática criminosa de tornar privado gastos pessoais. Aliás, ministros do Supremo já declararam não haver na Constituição nenhuma vírgula a referendar que gastos públicos sejam acobertados em nome da “segurança nacional”.
Portanto, o circo armado pelas lideranças políticas da oposição no Congresso é um duplo erro que pode custar caro às próprias oposições no futuro: de um lado, qualquer acordo com os governistas é furtar da sociedade a prestação de contas obrigatória que os entes públicos devem prestar sobre o modo como usam e abusam do dinheiro que arrecadam desta própria sociedade. De outro lado, ao aceitar “investigações parciais”, é admitir que ambos os lados têm crimes para esconder. O absurdo é que o período de FHC nada tem ou teve a esconder, e o fato concreto que justifica a instalação da CPI existe apenas sobre o governo atual. Não ir a fundo é tornar-se tão criminoso quanto os larápios governistas, pela conivência que se embute no “acordo” investigativo.
Nosso arquivo ai está para demonstrar o quanto alertávamos para a urgente e indispensável instalação de CPI’s sobre os temas ONG’s e cartões. Os números são incontestáveis e indicam claramente que, sob o manto aparente da transparência, se escondiam falcatruas capazes de enxovalhar qualquer governo. Assim, os circos que o Congresso está armando devem ser condenados à veemência. A sociedade brasileira não pode aceitar que nossos governantes continuem delinqüindo de forma impune ad eternum.
As duas principais revistas semanais, Veja e Isto É, abordam bem a que ponto de degradação é capaz de descer nossa classe política, aí incluindo o governo de plantão. Nos posts seguintes vamos reproduzir as duas matérias. Na Veja, a matéria aborda bem as trapaças montadas para que se acabe não investigando coisa alguma, pelo menos que possam apontar os verdadeiros embusteiros e delinqüentes instalados no poder. Na Isto É, um pouco mais daquilo que Lula não deseja que seja mostrado ao público, ou seja, o uso indevido de verbas públicas para gozo privado e ilegal. Apesar da revista Isto É ainda confundir-se com os cartões usados pelo governo de São Paulo e os que usa o Governo Federal, a matéria vale para demonstrar de que forma o governo Lula trata os assuntos que lhe diz respeito no campo das investigações. E pouco importa que Lula não seja mais candidato em 2010. Se desde que assumiu em 2003 acobertou trapaças e delas inclusive teve relação direta e pessoal, tal deve ser mostrado ao povo brasileiro, independentemente dos erros e acertos de sua gestão. Precisamos parar com esta palhaçada à brasileira de “se poupar fulano ou beltrano” de seus crimes quando investidos de cargos públicos. Somente assim estaremos construindo uma sociedade justa de fato e de direito. Ninguém, nem sequer Lula, acha-se acima da lei.