quinta-feira, abril 10, 2008

Em pleno ano eleitoral, vem aí a Bolsa do Pingüim

Interessante o senhor Luiz Inácio: com todos os anos que tem à sua disposição para governar, seus principais programas “do bem” são lançados apenas em anos eleitorais.

Agora, em pleno ano eleitoral, que para seu partido é vital com vistas a sua força política para 2010, Lula lançará a Bolsa do Pingüim, destinados a famílias de baixa renda e que promete trocar uma geladeira velha por uma novinha. Nem faz um mês,e ele já lançara a Bolsa do Primeiro Voto, destinados a jovens de 15 a 17 anos, com um incentivo a que se mantenham na escola.

O programa Bolsa do Pingüim deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, a cargo do Ministério das Minas e Energia. E sem que ninguém lhe perguntasse, o ministro ao anunciar o programa já se antecipou:

-Imagino que até setembro estará pronto. O programa ainda não tem nome. Não queremos fazer nenhuma ligação com as eleições. Se fizerem alguma ligação, adiaremos por um ou dois meses. Este é um programa social', disse Lobão, ao ser questionado se o projeto possuía caráter eleitoreiro.

Se diz que este é um programa social. Será? Desculpem até as boas intenções do governo federal (se é que elas existem), mas acredito que já esteja havendo um excesso neste campo de “programas sociais” . Já demonstramos aqui que, uma família de casal mais três filhos, média padrão de famílias pobres e baixa renda, mais vale a pena o sub-emprego do que aquele com carteira assinada. Alguém empregado, com salário de um salário mínimo, com tudo em cima, acaba ganhando menos.

E, quanto mais o governo vai dando, menos motivos terá alguém para tentar se melhoar, ou ter atividade devidamente formalizadas. È mais compensador ficar em baixo do que tentar subir na vida. Ao subir um pouquinho, as pessoas acabam deixando de ganhar todos os benefícios oficiais, e com um preço piorado: precisará trabalhar.

Esta é a razão pela qual se diz que o conjunto dos programas patrocinados pelo governo Lula, claro que à custas do restante da sociedade, acaba criando um vínculo quase eterno entre os pobres e o estado, além de servir de um incentivo negativo, porque não há incentivo para as pessoas melhorarem, e sim estamos diante de incentivo negativo para as pessoas se manterem às custas do Estado paternalista, que nada lhes cobra, a não ser, o respectivo voto nas próximas eleições.

E reparem: o governo não está minimamente preocupado com o que ou no que as pessoas aplicam os recursos que recebem, sequer recebem alguma forma de orientação. No resumo final deste enredo a verdade é que, no conjunto da obra, faz muito tempo que este governo deixou de trabalhar pelo social. Isto tem um nome, e não é nenhum pouco nobre...

A reportagem é da Agência Reuters.

Programa do governo vai trocar geladeira velha por nova

RIO DE JANEIRO - O governo federal pretende estimular a troca de 10 milhões de geladeiras antigas em todo o país por meio de um programa que será lançado ainda esse ano voltado para a população de baixa renda, afirmou nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Segundo o ministro, a idéia é que o governo reduza ou elimine os impostos federais que incidem na produção do eletrodoméstico para facilitar a troca por equipamentos mais novos:

-Essa é uma idéia do presidente Lula, ele insiste que se avance neste programa ... Esse é um programa com objetivo social, mas atende também à racionalização de energia', disse Lobão, ao lembrar que o consumo de uma geladeira antiga nas famílias de baixa renda representa cerca de 27 por cento do gasto total de eletricidade.

Segundo Lobão, o consumidor poderia dar a geladeira velha como entrada e o restante do valor seria financiado pela Caixa Econômica Federal:

-Vamos fazer um programa centralizado no governo. Grandes redes de supermercados e revendedores recebem a geladeira antiga, vendem a nova e fazem prestações módicas para o consumidor, com financiamento da Caixa.

Os detalhes do programa serão apresentados nos próximos dois meses e o lançamento deve ocorrer no segundo semestre:

-Imagino que até setembro estará pronto. O programa ainda não tem nome. Não queremos fazer nenhuma ligação com as eleições. Se fizerem alguma ligação, adiaremos por um ou dois meses. Este é um programa social', disse Lobão, ao ser questionado se o projeto possuía caráter eleitoreiro.