Adelson Elias Vasconcellos
Em momentos de crise o que aparece de “especialista” com fórmulas mágicas, ou defendendo idéias paranóicas, ou tentando inverter a história contando-a de modo totalmente irreal, é uma fábula. Agora surge a advogada especializada em direito sócio-ambiental Ana Valéria Araújo, do Fundo Brasil de Direitos Humanos, dizendo que Roraima é do Brasil graças aos índios. Duas coisas: eles não falam, na sua maioria o idioma pátrio e nem se consideram brasileiros.
Não conheço quem seja a dona Ana Valéria Araújo, credito-lhe que esteja imbuída das melhores intenções na defesa dos direitos dos indígenas. Porém esta defesa, quase intransigente, não pode se sobrepor ao interesse em primeiro do Brasil, como também não pode criar cenários em favor dos índios que não condizem com a verdade.
Assisti sua entrevista que concedeu a TV Estadão e, apesar da argumentação fácil, ela se choca na tentativa de se criar “clima” desfavorável” a população não indígena e que vive na região da Reserva Raposa do Sol.
Vamos por partes. Inicialmente, não existe a figura do “invasor” como acusa a advogada. Os não índios ali estavam há muito tempo quando a reserva foi homologada pelo governo Lula.
Segundo, havia um acordo entre as forças políticas do estado de Roraima e o governo federal, de que a demarcação não se faria em áreas contínuas a outras reservas, porque isto implicaria em desalojar populações que ali estavam há muito tempo. Contudo, o governo desconheceu o acordo e fez a demarcação em áreas contínuas.
Terceiro, é estratégico, para qualquer nação, que demarcação de reservas indígenas ou de preservação, não sigam as linhas de fronteira, justamente para preservar a integridade do território. Não foi desta forma que o governo procedeu.
Quarto, um sertanista escreveu um artigo dizendo que, quando da demarcação da aérea dos ianomâmis também se usou os mesmos argumentos contrários a demarcação, de que eles se separariam do país, reclamariam independência, e que, quinze anos depois, eles continuam tão brasileiros quanto antes. Falácia: eles só não cumpriram o que se previa na época porque a lei não lhes dava guarida. Diferente da atual situação, quando o Tratado de Autodeterminação, assinado na Onu em 2005, por Lula, está apenas na dependência de ser homologado pelo Senado Federal para se tornar lei. Portanto, eles não se separaram do Brasil e declararam sua independência por absoluta falta de condição legal e para isto ser possível, falta vencer um último passo. Desconhecer isto, é tentar vender como fresco um peixe podre.
Quinto, dizer que os “invasores” são apenas seis plantadores de arroz é desconhecer maldosamente de que como se compõem a região. Jornalistas do próprio Estadão foram à região onde se localiza a Reserva Raposa e encontraram em seu interior várias cidades. Não são seis, são centenas de famílias que para lá foram há muitas décadas, colonizaram uma região esquecida feito terra de ninguém, desenvolveram uma atividade econômica rentável que não havia, geraram emprego e renda, criaram suas famílias sem depender das papinhas federais. Querer joga-los no olho da rua é punir quem é honesto e trabalha. A tanto, que a produção local de arroz é maciçamente absorvida pelo estado do Amazonas, que precisará pagar mais caro para trazer o produto do sul do país. Ao se referir a atividades econômicas na região, a advogada Ana Valéria Araújo diz que o Estado de Roraima vive maciçamente de verbas federais, como se a atividade econômica não tivesse importância alguma. Talvez para ela que vive de outras papinhas talvez, mas para quem trabalha e sustenta honestamente sua família, trata-se de um legítimo ato de traição.
Sexto, a advogada contesta, de forma que diria irresponsável, a declaração do governador do Estado de Roraima de que as terras indígenas do estado serão maiores do que o próprio Estado ou o que sobrou dele. Ela admite que 40% é reserva indígena e diz que sobram 60% para o restante da população de pouco mais de 1,0 milhão de pessoas. Claro que se trata de uma mentira das grossas. Mas vamos lá, tentemos a lógica da dona Ana Valéria. Ela considera que 18.000 mil índios, ocuparam 40% de terras de um estado é razoável, porém destinar mais de 1,0 milhão pessoas aos 60% é mais do suficiente. Vou levar a conta de desinformação, mas na verdade se trata de má fé. Por quê?
Reparem na verdadeira divisão territorial do estado de Roraima. Em 14 de setembro de 2006, num boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos e comentamos sob o título “O enigma de Roraima”, que agora é oportuníssimo republicar:
O Enigma De Roraima
Veja o tamanho do estado depois da criação da Reserva Raposa do Sol:
* Áreas de Preservação 18.879,99 km² ou 8,42%;
* Área da União 76.242,18 km² ou 33,99%;
* Área do Exército 2.747,00 km² ou 1,22%;
* Áreas Indígenas 104.018,00km² ou 46,37%;
*Total 201.887,17km² ou 90,01%
* Área total de Roraima 224.298,98km²;
*Área que sobra para Roraima 22.411,81km² ou 9,99%
Não é a toa que o Governador Ottomar de Souza Pinto decretou luto oficial por sete dias quando Lula homologou a reserva. Observação: a reserva é em área contínua, deixando a fronteira brasileira descoberta.
Ou seja, quando a advogada Ana Valéria vem com seu papo furado de que sobram 60% para mais de 1,0 milhão de não índios viver, esqueceu de se informar melhor. Observe nos números acima: é MENOS DE DEZ POR CENTO. Mais: esta senhora sequer sabe a população do estado que diz conhecer “muito bem”. A população daquele é menos de 500,0 mil habitantes.
Com a Reserva Raposa do Sol, totalizam em reservas indígenas 104.018 km², para abrigar menos de 20,0 mil índios, ou seja, teremos 0,17 índio por quilometro quadrado. Enquanto isto, teremos aproximadamente 500,0 mil pessoas para ocuparem 22.411,82 km², ou seja, uma densidade superior a 22,3 habitante/km². Assim, pergunto: onde está a injustiça para com os índios, já que lhe está reservada a melhor e maior parte do território?
Vamos olhar sob o prisma da etnia. Segundo censo de 2000, do IBGE, com dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração, a etnia do estado de Roraima está assim distribuída:
Cor/Raça Porcentagem
* Brancos - 24,8%
* Negros - 4,2%
* Pardos - 61,5%
* Indígenas - 8,7%
Ou seja, para menos de dez por cento da população se quer destinar 46% da área total do Estado, enquanto os demais 91,3% ficarão confinados em menos de 10% do território. Quem está sendo injustiçado neste caso, os índios ou os não índios?
Outro argumento equivocado da senhora Ana Valéria é de dizer que o estado vive maciçamente de recursos federais. Tudo bem, e aí, a única atividade econômica legítima da região, se quer acabar a foice e a martelo?
Diga-se que a região sempre foi uma terra de ninguém. A verdadeira ocupação começou no final do século XIX e se intensificou na década de 70, com incentivo do governo militar no programa de “integrar para não entregar”. Além da grande produção de arroz, sabem em que o estado é rico? Em madeira, ouro, diamantes, cassiterita. A cassiterita é a principal fonte para a obtenção de estanho, que É usado para produzir diversas ligas metálicas utilizados para recobrir outros metais para protegê-los da corrosão. Quando encontrados em concentrações de veios quartzíticos de alta temperatura, estes veios geralmente contêm turmalina, topázio, volframite, molibdenite e arsenopirita. Fica fácil perceber o que se esconde por detrás deste interesse em “garantir os direitos dos povos indígenas”. Frase bonita para representar a má intenção que acoberta.
Mais estranho que as argumentações fajutas da senhora Ana Valéria é sua afirmação de descaso quanto a presença das ONGs estrangeiras. Santos Deus, inúmeros jornalistas em visita recente à região, constataram isto de forma visível. Assim, o testemunho da advogada é no mínimo de interesse suspeito. Negar a presença das ONGs e do interesse e cobiça de estrangeiros, isto sim é crime.
Desafio a senhora Ana Valéria a me dizer qual a atividade econômica de sustentação dos índios naquela região? Contrabando de quê?
Portanto, é leviana e cretina a afirmação de que os arrozeiros são apenas meia dúzia e de que eles são invasores. Trata-se de centenas de famílias que moram e formam cidades no interior da reserva há décadas. Na verdade invasores são os índios que, por conta de um governo que não a tem a menor idéia do que significou de prejuízo o ato de homologação daquela reserva e nos termos em que foi feito, lhes deu salvo conduto para tomarem aquilo que nunca cuidaram e da qual jamais tiraram seu sustento, porque contrabando de madeira, metais preciosos e arrendamento para garimpo ilegal, são formas mais lucrativas de ganharem dinheiro.
Fica claro que a advogada Ana Valéria Araújo é mais uma ongueira tentando vender com saudável um peixe podre. Fez bem o STF não apenas em suspender a retirada de não índios, mas também de chamar para si a tarefa de determinar quanto de área de fato deva ficar em poder dos indígenas. Como vimos acima, é um absurdo a cessão de tanto para tão poucos. O governo Lula na oposição sempre combateu duramente os latifundiários, fossem produtivos ou não. Agora, no poder, criou a classe de latifundiários mais poderosa do mundo: os índios, que apenas aguardam o Senado homologar o Tratado assinado por Lula para se apartarem do Brasil.
Fica mais do que comprovado, que a verdade que cantam em verso e prosa os especialistas em “povos indígenas” se esquecem que eles vivem sob solo brasileiro e, por ser assim, se sujeitam sim as mesmas leis. Ninguém lhes quer mudar a cultura e os costumes, mas se está fazendo uma festa enorme para pessoas que escolheram viver na selvageria, apesar de não abrirem mão de serem sustentados pelo Estado. Os povos indígenas não compõem nenhuma falange angelical, tampouco são tão “inocentes” quanto aparentam ou querer nos fazer crer. Todos este “amor” que ongueiros que se sustentam de verbas do Estado nada tem de romântico. Tem é outro tipo de interesse , e tal interesse nunca foi o interesse público.
A entrevista da advogada Ana Valéria Araújo pode ser assistida clicando-se aqui.
Em momentos de crise o que aparece de “especialista” com fórmulas mágicas, ou defendendo idéias paranóicas, ou tentando inverter a história contando-a de modo totalmente irreal, é uma fábula. Agora surge a advogada especializada em direito sócio-ambiental Ana Valéria Araújo, do Fundo Brasil de Direitos Humanos, dizendo que Roraima é do Brasil graças aos índios. Duas coisas: eles não falam, na sua maioria o idioma pátrio e nem se consideram brasileiros.
Não conheço quem seja a dona Ana Valéria Araújo, credito-lhe que esteja imbuída das melhores intenções na defesa dos direitos dos indígenas. Porém esta defesa, quase intransigente, não pode se sobrepor ao interesse em primeiro do Brasil, como também não pode criar cenários em favor dos índios que não condizem com a verdade.
Assisti sua entrevista que concedeu a TV Estadão e, apesar da argumentação fácil, ela se choca na tentativa de se criar “clima” desfavorável” a população não indígena e que vive na região da Reserva Raposa do Sol.
Vamos por partes. Inicialmente, não existe a figura do “invasor” como acusa a advogada. Os não índios ali estavam há muito tempo quando a reserva foi homologada pelo governo Lula.
Segundo, havia um acordo entre as forças políticas do estado de Roraima e o governo federal, de que a demarcação não se faria em áreas contínuas a outras reservas, porque isto implicaria em desalojar populações que ali estavam há muito tempo. Contudo, o governo desconheceu o acordo e fez a demarcação em áreas contínuas.Terceiro, é estratégico, para qualquer nação, que demarcação de reservas indígenas ou de preservação, não sigam as linhas de fronteira, justamente para preservar a integridade do território. Não foi desta forma que o governo procedeu.
Quarto, um sertanista escreveu um artigo dizendo que, quando da demarcação da aérea dos ianomâmis também se usou os mesmos argumentos contrários a demarcação, de que eles se separariam do país, reclamariam independência, e que, quinze anos depois, eles continuam tão brasileiros quanto antes. Falácia: eles só não cumpriram o que se previa na época porque a lei não lhes dava guarida. Diferente da atual situação, quando o Tratado de Autodeterminação, assinado na Onu em 2005, por Lula, está apenas na dependência de ser homologado pelo Senado Federal para se tornar lei. Portanto, eles não se separaram do Brasil e declararam sua independência por absoluta falta de condição legal e para isto ser possível, falta vencer um último passo. Desconhecer isto, é tentar vender como fresco um peixe podre.
Quinto, dizer que os “invasores” são apenas seis plantadores de arroz é desconhecer maldosamente de que como se compõem a região. Jornalistas do próprio Estadão foram à região onde se localiza a Reserva Raposa e encontraram em seu interior várias cidades. Não são seis, são centenas de famílias que para lá foram há muitas décadas, colonizaram uma região esquecida feito terra de ninguém, desenvolveram uma atividade econômica rentável que não havia, geraram emprego e renda, criaram suas famílias sem depender das papinhas federais. Querer joga-los no olho da rua é punir quem é honesto e trabalha. A tanto, que a produção local de arroz é maciçamente absorvida pelo estado do Amazonas, que precisará pagar mais caro para trazer o produto do sul do país. Ao se referir a atividades econômicas na região, a advogada Ana Valéria Araújo diz que o Estado de Roraima vive maciçamente de verbas federais, como se a atividade econômica não tivesse importância alguma. Talvez para ela que vive de outras papinhas talvez, mas para quem trabalha e sustenta honestamente sua família, trata-se de um legítimo ato de traição.
Sexto, a advogada contesta, de forma que diria irresponsável, a declaração do governador do Estado de Roraima de que as terras indígenas do estado serão maiores do que o próprio Estado ou o que sobrou dele. Ela admite que 40% é reserva indígena e diz que sobram 60% para o restante da população de pouco mais de 1,0 milhão de pessoas. Claro que se trata de uma mentira das grossas. Mas vamos lá, tentemos a lógica da dona Ana Valéria. Ela considera que 18.000 mil índios, ocuparam 40% de terras de um estado é razoável, porém destinar mais de 1,0 milhão pessoas aos 60% é mais do suficiente. Vou levar a conta de desinformação, mas na verdade se trata de má fé. Por quê?
Reparem na verdadeira divisão territorial do estado de Roraima. Em 14 de setembro de 2006, num boletim do TOQUEDEPRIMA, publicamos e comentamos sob o título “O enigma de Roraima”, que agora é oportuníssimo republicar:
O Enigma De Roraima
Veja o tamanho do estado depois da criação da Reserva Raposa do Sol:
* Áreas de Preservação 18.879,99 km² ou 8,42%;
* Área da União 76.242,18 km² ou 33,99%;
* Área do Exército 2.747,00 km² ou 1,22%;
* Áreas Indígenas 104.018,00km² ou 46,37%;
*Total 201.887,17km² ou 90,01%
* Área total de Roraima 224.298,98km²;
*Área que sobra para Roraima 22.411,81km² ou 9,99%
Não é a toa que o Governador Ottomar de Souza Pinto decretou luto oficial por sete dias quando Lula homologou a reserva. Observação: a reserva é em área contínua, deixando a fronteira brasileira descoberta.
Ou seja, quando a advogada Ana Valéria vem com seu papo furado de que sobram 60% para mais de 1,0 milhão de não índios viver, esqueceu de se informar melhor. Observe nos números acima: é MENOS DE DEZ POR CENTO. Mais: esta senhora sequer sabe a população do estado que diz conhecer “muito bem”. A população daquele é menos de 500,0 mil habitantes.
Com a Reserva Raposa do Sol, totalizam em reservas indígenas 104.018 km², para abrigar menos de 20,0 mil índios, ou seja, teremos 0,17 índio por quilometro quadrado. Enquanto isto, teremos aproximadamente 500,0 mil pessoas para ocuparem 22.411,82 km², ou seja, uma densidade superior a 22,3 habitante/km². Assim, pergunto: onde está a injustiça para com os índios, já que lhe está reservada a melhor e maior parte do território?
Vamos olhar sob o prisma da etnia. Segundo censo de 2000, do IBGE, com dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração, a etnia do estado de Roraima está assim distribuída:
Cor/Raça Porcentagem
* Brancos - 24,8%
* Negros - 4,2%
* Pardos - 61,5%
* Indígenas - 8,7%
Ou seja, para menos de dez por cento da população se quer destinar 46% da área total do Estado, enquanto os demais 91,3% ficarão confinados em menos de 10% do território. Quem está sendo injustiçado neste caso, os índios ou os não índios?
Outro argumento equivocado da senhora Ana Valéria é de dizer que o estado vive maciçamente de recursos federais. Tudo bem, e aí, a única atividade econômica legítima da região, se quer acabar a foice e a martelo?
Diga-se que a região sempre foi uma terra de ninguém. A verdadeira ocupação começou no final do século XIX e se intensificou na década de 70, com incentivo do governo militar no programa de “integrar para não entregar”. Além da grande produção de arroz, sabem em que o estado é rico? Em madeira, ouro, diamantes, cassiterita. A cassiterita é a principal fonte para a obtenção de estanho, que É usado para produzir diversas ligas metálicas utilizados para recobrir outros metais para protegê-los da corrosão. Quando encontrados em concentrações de veios quartzíticos de alta temperatura, estes veios geralmente contêm turmalina, topázio, volframite, molibdenite e arsenopirita. Fica fácil perceber o que se esconde por detrás deste interesse em “garantir os direitos dos povos indígenas”. Frase bonita para representar a má intenção que acoberta.
Mais estranho que as argumentações fajutas da senhora Ana Valéria é sua afirmação de descaso quanto a presença das ONGs estrangeiras. Santos Deus, inúmeros jornalistas em visita recente à região, constataram isto de forma visível. Assim, o testemunho da advogada é no mínimo de interesse suspeito. Negar a presença das ONGs e do interesse e cobiça de estrangeiros, isto sim é crime.
Desafio a senhora Ana Valéria a me dizer qual a atividade econômica de sustentação dos índios naquela região? Contrabando de quê?
Portanto, é leviana e cretina a afirmação de que os arrozeiros são apenas meia dúzia e de que eles são invasores. Trata-se de centenas de famílias que moram e formam cidades no interior da reserva há décadas. Na verdade invasores são os índios que, por conta de um governo que não a tem a menor idéia do que significou de prejuízo o ato de homologação daquela reserva e nos termos em que foi feito, lhes deu salvo conduto para tomarem aquilo que nunca cuidaram e da qual jamais tiraram seu sustento, porque contrabando de madeira, metais preciosos e arrendamento para garimpo ilegal, são formas mais lucrativas de ganharem dinheiro.
Fica claro que a advogada Ana Valéria Araújo é mais uma ongueira tentando vender com saudável um peixe podre. Fez bem o STF não apenas em suspender a retirada de não índios, mas também de chamar para si a tarefa de determinar quanto de área de fato deva ficar em poder dos indígenas. Como vimos acima, é um absurdo a cessão de tanto para tão poucos. O governo Lula na oposição sempre combateu duramente os latifundiários, fossem produtivos ou não. Agora, no poder, criou a classe de latifundiários mais poderosa do mundo: os índios, que apenas aguardam o Senado homologar o Tratado assinado por Lula para se apartarem do Brasil.
Fica mais do que comprovado, que a verdade que cantam em verso e prosa os especialistas em “povos indígenas” se esquecem que eles vivem sob solo brasileiro e, por ser assim, se sujeitam sim as mesmas leis. Ninguém lhes quer mudar a cultura e os costumes, mas se está fazendo uma festa enorme para pessoas que escolheram viver na selvageria, apesar de não abrirem mão de serem sustentados pelo Estado. Os povos indígenas não compõem nenhuma falange angelical, tampouco são tão “inocentes” quanto aparentam ou querer nos fazer crer. Todos este “amor” que ongueiros que se sustentam de verbas do Estado nada tem de romântico. Tem é outro tipo de interesse , e tal interesse nunca foi o interesse público.
A entrevista da advogada Ana Valéria Araújo pode ser assistida clicando-se aqui.