Ralph J. Hofmann , site Diego Casagrande
Finalmente temos a confirmação. O Ministro da Justiça Tarso Genro não reúne condições mínimas para ocupar o cargo.
Quais seriam as condições. Teria de possuir conhecimentos das leis? Tarso as conhece, é advogado com larga experiência, ao contrário de muitos bacharéis que apenas portam o diploma mas não exercem a profissão, particularmente entre a classe política. Este não é o problema.
Mas há algo básico. O respeito aos direitos humanos. Um direito que foi levado em conta esta semana pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos com relação aos presos de Guantánamo. O Supremo americano sufocou qualquer casuísmo patriótico para fazer cumprir sua constituição e suprimir os desmandos contra indivíduos eventualmente inocentes, ou mesmo para dar a estes indivíduos um horizonte da sua vida futura.
Já Tarso Genro provou, no caso dos boxeadores cubanos, que pouco se importa com o direito de ir e vir dos indivíduos. Apenas se importa com suas opiniões, suas conveniências, suas alianças. Direitos humanos? Os trouxas que se preocupem com eles! Não se pode fazer um omelete sem quebrar ovos.
Tarso e seus mandaletes, assim como Celso Amorim, e Marco Aurélio Garcia informaram ao povo brasileiro que os boxeadores cubanos desejavam voltar a Cuba. O processo de extradição ou seja lá o que for foi realizado sem que agências de direito humanos tivessem a oportunidade de ouvi-los, na calada da noite. Hugo Chávez, outro grande defensor dos direitos humanos deslocou um avião rapidamente para o Brasil para que rapidamente essa conspiração se tornasse fato consumado.
Os empresários de lutas alemães, que podem até não ser partes desinteressadas, exerciam um direito de oferecer a dois indivíduos maiores de idade uma chance de aproveitarem seus dotes físicos para fazer fortuna enquanto a idade não lhes solapasse a força e o talento. Devemos lembrar que um boxeador tem uma pequena janela de tempo para estar entre os melhores.
Tarso e outros também não ignoravam o que esperava os boxeadores na volta a Cuba. Seu destino era tornar-se não-pessoas na sua sociedade. Para qualquer um era óbvio que o desejo que expressavam de voltar para casa era por acreditarem que naquele momento a polícia brasileira era uma mera extensão da polícia política cubana. Eram dois pequenos indivíduos cercados por um aparato policial imenso, que se havia dedicado com rara eficácia, que quiseramos fosse aplicada à apreensão de bandidos locais, a encontrá-los e colocá-los à disposição das autoridades cubanas.
Se o indivíduo tem o direito a ir e vir conforme a Declaração dos Direitos Humanos, qual o delito de querer abandonar a terra natal ? Nenhum. O Brasil até poderia recusar-lhes direito de permanência. Mas se outra nação, no caso a Alemanha quisesse recebê-los não teria o direito de recambiá-los para Cuba.Esta semana o traseiro de Tarso Genro está exposto às intempéries.
Erislandy Lara enfrentou os mares encapelados numa pequena lancha e chegou ao México. Já está na Alemanha. Já recebeu anteontem um passaporte alemão provisório.
E agora Tarso? E agora Lula, Celso e Marco Aurélio. Como é que vocês ficam. Erislandy ao fugir de novo confirma a canalhice que sofreu por parte do Brasil. E o mundo todo confirma isto.
O Brasil realmente não precisava passar por esta.