Adelson Elias Vasconcellos
Mais uma perseguição policial, e mais uma vítima fatal inocente resultante da perseguição. Convenhamos, e fazendo coro ao que se diz lá fora sobre os policiais brasileiros, eles matam demais. E, o que é pior, matam inocentes demais. A vida, para essa gente, se tornou coisa de menor importância, coisa fútil, desprezível.
Quando se sabe que o problema de segurança no Brasil é assunto grave e delicado, quando se vê o governo federal num espaço risível de apenas 5 anos apresentar quatro “espetaculares” planos de segurança, com a promessa de investir bilhões de reais para equacionar o dilema, ver a intensificação de mortes inocentes, vítimas da ação policial demonstra o quanto os programas lançados deixaram de cumprir a missão para a qual foram criados, muito embora, as verbas tenham sido gastas. Em quê?. Eis a questão...
Até algum tempo atrás, o governo federal justificava (ou tentava) o aumento da criminalidade por conta da pobreza,das disparidades sociais, etc. E foi um tal de disparar pacotes de “apoio social” que não acabavam mais. Já há algum tempo o discurso mudou. E mudou porque ficou claro para a sociedade que pobreza e miséria não rima com criminalidade, até porque se praticam crimes hediondos nas mais altas esferas. Claro que sendo a população pobre muito mais numerosa do que a rica, haverá muito mais pobres criminosos do que criminosos ricos. Mas isto não justifica que se afirme que a pobreza conduz ao crime. É um acinte e uma aberração.
Como também não se pode dizer que todo pobre é criminoso, ou que todo o rico se tornou rico por ação criminosa. Isto seria eliminar o valor do trabalho e esforço individual de muitas gerações. Quando o governo atual tenta impor este pensamento delinqüente à sociedade presta um desserviço, e acaba difundindo uma divisão de classes perigosa, porque insufla o preconceito.
Quanto ao administrador assassinado pelos policiais, e a expressão é esta mesma – assassinado, há coisas inadmissíveis. Primeiro, logicamente, foi a própria ação policial: a perseguição se deu a partir de uma suspeita, e mesmo assim, os policiais dispararam oito tiros contra o carro do administrador. Não seria o caso de atirarem nos pneus para que o veículo pudesse ser melhor interceptado? Mas o horror vai ainda mais longe: o secretário de segurança do Rio, acabou justificando a abordagem feita. Ou seja, desde que se acerte no bandido, para o Beltrame não vem ao caso quantas vítimas inocentes possam ser atingidas. Com um secretário de segurança assim, o melhor é a população mudar-se de estado, de país, porque sua vida é merda para as “autoridades”. Acredito até que, tivesse o governador Sérgio Cabral um pingo de respeito pela população carioca, demitiria imediatamente seu secretário de segurança. Beltrame não reúne a menor competência e preparo para o cargo que ocupa.
No link abaixo, vejam a reportagem do Jornal Nacional. Reparem o estado em que ficou o veículo e o modo “gentil” com que os policiais retiraram o administrador do carro. Selvageria é pouco para qualificar a brutalidade e a barbárie. Depois, abaixo ainda, reportagem sobre a declaração estúpida do secretário de segurança tentando justificar o injustificável. É bom notar: o administrador era vítima de um seqüestro, e disto sequer o senhor Beltrame tratou em sua grotesca fala.
Clique aqui para assistir a reportagem do Jornal Nacional
Beltrame diz que PMs envolvidos em morte agiram corretamente
Folha Online
O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame disse nesta terça-feira que os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte do administrador Luiz Carlos da Costa, 36, agiram "corretamente". Beltrame afirmou ainda que, ao revidar tiros do suposto assaltante de Costa, os policiais atiraram contra os pneus do carro do administrador.
Mais uma perseguição policial, e mais uma vítima fatal inocente resultante da perseguição. Convenhamos, e fazendo coro ao que se diz lá fora sobre os policiais brasileiros, eles matam demais. E, o que é pior, matam inocentes demais. A vida, para essa gente, se tornou coisa de menor importância, coisa fútil, desprezível.Quando se sabe que o problema de segurança no Brasil é assunto grave e delicado, quando se vê o governo federal num espaço risível de apenas 5 anos apresentar quatro “espetaculares” planos de segurança, com a promessa de investir bilhões de reais para equacionar o dilema, ver a intensificação de mortes inocentes, vítimas da ação policial demonstra o quanto os programas lançados deixaram de cumprir a missão para a qual foram criados, muito embora, as verbas tenham sido gastas. Em quê?. Eis a questão...
Até algum tempo atrás, o governo federal justificava (ou tentava) o aumento da criminalidade por conta da pobreza,das disparidades sociais, etc. E foi um tal de disparar pacotes de “apoio social” que não acabavam mais. Já há algum tempo o discurso mudou. E mudou porque ficou claro para a sociedade que pobreza e miséria não rima com criminalidade, até porque se praticam crimes hediondos nas mais altas esferas. Claro que sendo a população pobre muito mais numerosa do que a rica, haverá muito mais pobres criminosos do que criminosos ricos. Mas isto não justifica que se afirme que a pobreza conduz ao crime. É um acinte e uma aberração.
Como também não se pode dizer que todo pobre é criminoso, ou que todo o rico se tornou rico por ação criminosa. Isto seria eliminar o valor do trabalho e esforço individual de muitas gerações. Quando o governo atual tenta impor este pensamento delinqüente à sociedade presta um desserviço, e acaba difundindo uma divisão de classes perigosa, porque insufla o preconceito.
Quanto ao administrador assassinado pelos policiais, e a expressão é esta mesma – assassinado, há coisas inadmissíveis. Primeiro, logicamente, foi a própria ação policial: a perseguição se deu a partir de uma suspeita, e mesmo assim, os policiais dispararam oito tiros contra o carro do administrador. Não seria o caso de atirarem nos pneus para que o veículo pudesse ser melhor interceptado? Mas o horror vai ainda mais longe: o secretário de segurança do Rio, acabou justificando a abordagem feita. Ou seja, desde que se acerte no bandido, para o Beltrame não vem ao caso quantas vítimas inocentes possam ser atingidas. Com um secretário de segurança assim, o melhor é a população mudar-se de estado, de país, porque sua vida é merda para as “autoridades”. Acredito até que, tivesse o governador Sérgio Cabral um pingo de respeito pela população carioca, demitiria imediatamente seu secretário de segurança. Beltrame não reúne a menor competência e preparo para o cargo que ocupa.
No link abaixo, vejam a reportagem do Jornal Nacional. Reparem o estado em que ficou o veículo e o modo “gentil” com que os policiais retiraram o administrador do carro. Selvageria é pouco para qualificar a brutalidade e a barbárie. Depois, abaixo ainda, reportagem sobre a declaração estúpida do secretário de segurança tentando justificar o injustificável. É bom notar: o administrador era vítima de um seqüestro, e disto sequer o senhor Beltrame tratou em sua grotesca fala.
Clique aqui para assistir a reportagem do Jornal Nacional
Beltrame diz que PMs envolvidos em morte agiram corretamente
Folha Online
O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame disse nesta terça-feira que os policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte do administrador Luiz Carlos da Costa, 36, agiram "corretamente". Beltrame afirmou ainda que, ao revidar tiros do suposto assaltante de Costa, os policiais atiraram contra os pneus do carro do administrador. ""A polícia agiu corretamente. Ela reagiu aos tiros que foram dados, fez a perseguição, chamou reforço, acendeu todos os alarmes na tentativa de parar o carro. A polícia ainda foi agredida e reagiu com um tiro no pneu deste carro'', afirmou.
Beltrame disse ainda que a sociedade "não quer que a polícia leve tiro" e, por isso, "não peça para a polícia não reagir".
"A polícia agiu como ela deve agir em uma perseguição. Quando os carros emparelharam, a polícia foi agredida. Agora, a polícia, em lugar nenhum do mundo, vai receber tiros".
Para o secretário, o erro dos policiais foi retirar os dois baleados --o administrador e o suposto assaltante-- de dentro do carro. Imagens do SBT registraram o caso e mostram os policiais arrastando os dois --ainda vivos-- pelo chão.
A secretaria de Segurança do Rio vai analisar as imagens e decidir se os policiais serão punidos, de acordo com Beltrame.
O secretário apoiou também a retirada do carro do administrador da avenida Brasil antes da chegada da perícia, o que desfigurou a cena do crime. ""Não se pode parar uma via expressa para fazer perícia'', afirmou o secretário.
Crime
O administrador Luiz Carlos Soares da Costa, 36, foi abordado por Jeferson dos Santos abordou por volta das 21h de segunda-feira (14) na avenida Leopoldo Bulhões (zona norte), segundo a 17ª DP (São Cristóvão), que registrou o caso. Santos entrou no carro de Costa e, na altura da saída da Linha Amarela da via, começou a ser perseguido por um veículo da PM (Polícia Militar) e atirou contra os policiais, na versão da corporação.
No fim da perseguição, na avenida Brasil (zona norte), o suspeito e o administrador foram baleados e levados para o hospital de Bonsucesso (zona norte). Santos foi atingido no abdômen, operado e, segundo o hospital, permanece em estado grave. Costa foi baleado no tórax e braço direito e já chegou morto à unidade de saúde.