Adelson Elias Vasconcellos
Dinte do crescimento de Kassab, com as pesquisas apontando o democrata à frente de Marta num provável segundo turno, a petista não teve dúvidas: lançou mão do método cretino de acusar seu adversário daquilo que os petistas mesmo são. É o velho discurso de pobres contra ricos. Sei não, mas acho que, especificamente em relação à Marta, o discurso não vai colar.
Certa de que estará no segundo turno, a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, adotou a linguagem do futebol, como gosta de fazer o presidente Lula, para dizer que a próxima etapa das eleições será entre dois times muito diferentes. Segundo ela, o seu time defende as "pessoas mais carentes", enquanto o outro time, DEM/PSDB, "põe o superávit da prefeitura no mercado financeiro, sem aplicar em serviços públicos".
— O mais importante é que vai ficar muito claro que os times têm propostas diferentes. Nós somos um time que trabalha com as pessoas que têm menos, investe nas pessoas mais carentes e faz melhorar a qualidade de vida das pessoas mais pobres. E o outro time tem o dinheiro no banco e usa o dinheiro no mercado financeiro. As pessoas vão ter mais clareza disso no segundo turno — disse a petista, após uma caminhada ontem à tarde em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo”.
Bem, os paulistanos sabem bem quem é esta senhora, e não é a toa que ela carrega o maior índice de rejeição dentre todos os candidatos. Sua administração foi um desastre, e a tal ponto, que sequer conseguiu reeleger-se deixando-se um colossal rombo nos cofres da capital paulista.
Agora, aproveitando-se da “ação estratégica” de Geraldo Alckmin, que num rasgo supremo de inteligência conseguiu dividir um mesmo eleitorado, tucanos e democratas, muito embora a parceria que ambos mantém à frente da prefeitura seja aprovada pela grande maioria dos paulistanos, Marta achou que poderia ganhar a eleição. Até pode ser que leve, mas duvido. Sentindo a pressão contrária, pelo crescimento de Gilberto Kassab, resolveu a distinta senhora apelar para o discurso cretino que os petistas sempre usaram, na base do pobre contra o rico.
Apenas um detalhe ela ignorou: foi justamente sob o governo petista de Lula que o sistema financeiro nacional mais ganhou dinheiro. “Nuncadantez” banqueiros viveram tão felizes. Ou seja, se alguém está do lado e abraçado aos banqueiros, não é tucano nem democrata, é petista. É tática canalha de imputar uma acusação ao adversário taxando-os por aquilo que na verdade eles mesmos são.
Dinte do crescimento de Kassab, com as pesquisas apontando o democrata à frente de Marta num provável segundo turno, a petista não teve dúvidas: lançou mão do método cretino de acusar seu adversário daquilo que os petistas mesmo são. É o velho discurso de pobres contra ricos. Sei não, mas acho que, especificamente em relação à Marta, o discurso não vai colar.
Certa de que estará no segundo turno, a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, adotou a linguagem do futebol, como gosta de fazer o presidente Lula, para dizer que a próxima etapa das eleições será entre dois times muito diferentes. Segundo ela, o seu time defende as "pessoas mais carentes", enquanto o outro time, DEM/PSDB, "põe o superávit da prefeitura no mercado financeiro, sem aplicar em serviços públicos".
— O mais importante é que vai ficar muito claro que os times têm propostas diferentes. Nós somos um time que trabalha com as pessoas que têm menos, investe nas pessoas mais carentes e faz melhorar a qualidade de vida das pessoas mais pobres. E o outro time tem o dinheiro no banco e usa o dinheiro no mercado financeiro. As pessoas vão ter mais clareza disso no segundo turno — disse a petista, após uma caminhada ontem à tarde em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo”.
Bem, os paulistanos sabem bem quem é esta senhora, e não é a toa que ela carrega o maior índice de rejeição dentre todos os candidatos. Sua administração foi um desastre, e a tal ponto, que sequer conseguiu reeleger-se deixando-se um colossal rombo nos cofres da capital paulista.
Agora, aproveitando-se da “ação estratégica” de Geraldo Alckmin, que num rasgo supremo de inteligência conseguiu dividir um mesmo eleitorado, tucanos e democratas, muito embora a parceria que ambos mantém à frente da prefeitura seja aprovada pela grande maioria dos paulistanos, Marta achou que poderia ganhar a eleição. Até pode ser que leve, mas duvido. Sentindo a pressão contrária, pelo crescimento de Gilberto Kassab, resolveu a distinta senhora apelar para o discurso cretino que os petistas sempre usaram, na base do pobre contra o rico.
Apenas um detalhe ela ignorou: foi justamente sob o governo petista de Lula que o sistema financeiro nacional mais ganhou dinheiro. “Nuncadantez” banqueiros viveram tão felizes. Ou seja, se alguém está do lado e abraçado aos banqueiros, não é tucano nem democrata, é petista. É tática canalha de imputar uma acusação ao adversário taxando-os por aquilo que na verdade eles mesmos são.