domingo, março 01, 2009

As mil faces dos demônios da esquerda...

Adelson Elias Vasconcellos

Já bem antes do golpe militar de 1964, que culminou com a instalação de uma ditadura por longos 21 anos em terras tupiniquins, já havia uma corrente interessada em instalar outra ditadura, porém de esquerda, clonada ao estilo soviético, comunista portanto, em nosso país.

O golpe militar se antecipou ao movimento esquerdista e, para evitar que ele obtivesse êxito, resolveu agir.

A resistência que seguiu tinha, portanto, duas caras, ou dois lados se preferirem: um, aqueles que continuavam a ser democratas e que desejavam que o regime de liberdades retornasse à vida diária dos brasileiros. Outro, eram dos esquerdistas que resistiam ao regime, porém, com o claro propósito de verem instalado no Brasil a sua opção comunista, ou seja, pretendiam substituir uma ditadura por outra.

No processo de distensão política que assistimos nos finais da década de 70, havia um apelo que se espalhava pelo país, de norte a sul, cuja frase de efeito é “ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA”. Os arquivos dos jornais da época reúnem precioso acervo fotográfico para comprovar este fato.

Este apelo, de anistia ampla, geral e irrestrita quem o criou não foram os democratas que resistiram o quanto puderam à ditadura militar. Era uma iniciativa dos esquerdistas, temerosos que, ao cabo do regime repressivo, eles acabassem sendo julgados por seus crimes, uma vez que não se tratavam de democratas resistentes, e sim, de terroristas desejosos de trocarem apenas a cor da bandeira ditatorial, uma ditadura por outra. Foi neste sentido que agiram pessoas como Franklin Martins, Dilma Roussef, José Genuíno, Tarso Genro, José Dirceu, Paulo Vanucchi, dentre tantos outros.

A lei de anistia acabou sendo aprovada em 1979 e, a partir dela, centenas de exilados políticos puderam voltar ao país sem o temor da perseguição ou prisão. O mérito foi alcançado, já que o país rapidamente se refez num entendimento nacional bastante amplo, culminando com a redemocratização a partir de 1985.

Com a ascensão de Lula ao poder, todos os esquerdistas foram se agasalhando em postos e cargos de relativa importância. Alguns, como Vanucchi e Genro, contudo, não se deram por satisfeitos. Querem por que querem rever a Lei de Anistia, considerando, apenas, um dos lados. A tentativa, já se vê, é a de considerar bandidos apenas os militares. Temem serem julgados pela História para, deste modo, cair a máscara cínica com que se mostram à opinião pública do país. Querem contar sua versão dos fatos, porém, desrespeitando e ignorando a verdade.

Os dois mais destacados “justiceiros” em relação a revisão que pretendem impor à lei de anistia, são Genro e Vanucchi. De Genro, acho que já falei bastante. Comprovei que lhe falta estofo moral para,primeiro, ocupar o cargo que ocupa e, segundo, para pretender ver consagrado o seu intento de revisão. Quanto a Vanucchi, bem se trata de um cidadão que, no tempo da ditadura, escreveu um longo livro sobre práticas de terrorismo. Sua escola, e por assim dizer, sua formação, contempla o comunismo no seu mais elevado grau. Á frente da secretaria que se pretende ser de direitos humanos, outra coisa não tem patrocinado senão arrancar da sociedade o sustento não apenas dos familiares ligados aos 424 mortos pelo regime militar. Criou, com a cumplicidade “generosa” de Genro, uma profissão, um meio de vida com milionárias indenizações, inclusive para os estúpidos de esquerda que desejaram, outrora, apenas trocar o lado da ditadura. Posa hoje como um “resistente”, mas, longe, como sabemos, muito longe de dizer que jamais foi democrata. Aliás, jamais se verá um miserável teórico do socialismo defendendo a democracia. Se os métodos da luta armada para a realização da “grande revolução” já não encontram eco nos dias atuais, o que se pretende é lutar contra democracia por dentro dela, solapando direitos e conquistas, e fragilizando as instituições.

O método, ao menos na América do Sul, vem dando ótimos resultados e ótimos ganhos também. Para estes cretinos, os militares foram algozes sanguinários, foram torturadores assassinos, mas não se vê um destes detratores condenar o regime não menos sanguinário, cruel, assassino torturador dos irmãos Castro, em Cuba. Até pelo contrário: adoram-no como se adora a um santo. São obcecadas tietes do tirano. Beijam-lhe os pés e as mãos, e lhe prestam reverência extremada, esquecendo que, na conta do ditador, se contam mais de 100 mil cubanos mortos, a maioria assassinada, executada sem processo, sem tribunal, sem julgamento. E isto, por si só, mostra bem a verdadeira face desta gente. Para eles, a morte do inimigo se conta à necessidade “humana” de impor sua ideologia estúpida e demoníaca, de consagrar a revolução, mesmo que às custas de vidas inocentes..

No Brasil, na conta das esquerdas, as estatísticas demonstram que foram cerca de 200 pessoas vítimas de seus atos. Se comparado com os “militares assassinos” que vitimaram 424, por aí podemos notar a grandeza do senso humanista desta gente.

Trazendo para os nossos dias, vemos que o MST e congêneres, pouco a pouco, vão substituindo, renovando e consagrando as práticas do passado das esquerdas. O recente assassinato de quatro seguranças no Pernambuco nem foi o primeiro e, a se notar pela reação cretina da “autoridades”, não serão os últimos vitimados destes demônios. As mortes provocados por militantes dos sem-terra se contam às centenas, considerando-se um período de apenas 6 anos. E, mesmo assim, Vanucchi não se altera em sua visão caolha. Entende que, com esta gente, é preciso manter o diálogo. Insiste em lhes atribuir o rótulo de “movimento social”. Disse antes, e repito agora: com bandido não há diálogo. Bandido bom é bandido preso, longe da sociedade que ele não respeita, que ele agride, mata, rouba, estupra, depreda. Da forma como tal movimento se comporta, ele se enquadra à categoria de formação de quadrilha e, o que é pior, sustentada pelo Poder Público. Vanucchi chega ao cúmulo de condenar as críticas feitas pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que, sem meias palavras, declarou que comete ilicitude quem libera recurso público para quem comete ilicitudes. Ou seja, o ministro expressou apenas aquilo que está lei.

Ninguém aqui está condenado movimentos que se comportam como sociais. Pelo contrário. Contudo, para os que se alimentam de verba pública e, ao invés de aplicá-la em benefício de seus seguidores, as emprega no cometimento de invasões, na transgressão às leis, na ação violenta contra o Estado e a sociedade que os sustenta, a qualificação deixa de ser social e assume o caráter de movimento criminoso. Vanucchi chega ao absurdo de ver, nas críticas do ministro do STF, uma espécie de perseguição aos movimentos sociais à moda dos praticados pelos nazistas em relação aos judeus. Acho que Vanucchi anda bebendo demais ! Se alguém aqui está sendo perseguido, este alguém é a própria sociedade, que está sendo agredida por um bando de arruaceiros e marginais que tentam se colocar acima das leis.

No dia em que os Vanucchis, Genros, Dilmas, Lulas & Cia., e toda uma intelectualidade imbecil que posa de democrata, mas faz reverências à estupidez do socialismo arcaico e assassino, vier a público condenar a matança praticada pelo ditador Fidel Castro, em Cuba, durante o meio século que estáno poder, aí tais figuras se revestirão de moral suficiente para ideologizar à vontade. Até lá, e para não caírem no ridículo, melhor que fiquem quietos. Já existem insensatez, insanidade e estupidez demasiada no mundo atual, para ainda termos que suportar gente tacanha que tenta vender suas idéias estapafúrdias e, a qualquer custo, tenta mascarar sua verdadeira face. Jamais esqueçamos: o diabo veste mil faces, até de anjo guardião tenta bancar pose...