quinta-feira, novembro 05, 2009

Fechando o Brasil para balanço

Adelson Elias Vasconcellos

Talvez esteja certo o ministro Marco Mello, do STF: é preciso fechar o Brasil para balanço.

Faz já algum que estamos advertindo para os graves entraves que estão minando um futuro promissor para o Brasil. No entanto, parecemos pregar no deserto. Poucos ouvem ou lêem e compartilham da mesma apreensão. Contudo, enquanto estes entraves existirem, continuaremos advertindo que, se algo muito rapidamente não for feito, o Brasil rapidamente deitará por terra a oportunidade mais espetacular que já teve ao longo de sua historia, para desvencilhar-se dos grilhões que o prendem ao rol dos países em desenvolvimento, e ingressar, soberana e definitivamente, no restrito clube dos países mais próperos do planeta.

Passamos todo o primeiro mandato de Lula batendo sempre nas teclas: educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, câmbio, excessiva elevação do gasto público para muito adiante do crescimento do PIB, excessiva carga tributária, desvirtuamento das políticas sociais e a degradação criminosa das instituições do Estado, além do aparelhamento, tão maciço quanto cretino, destinado a ocupar espaços estratégicos, e mais do que isso, corromper qualquer forma de reação, evitar qualquer subversão denuncista sobre o que estão cometendo.   .

Hoje, é possível notar, ainda que em movimentos muito esparsos, um certo desconforto com o quadro geral que se está desenhando, e os sintomas iniciais da grave doença que está tomando conta do país e que, se nada for feito a tempo de se corrigir os rumos, logo começaremos a lamentar, não as políticas implementadas pelo atual governo e, sim, o quanto nos deixamos enganar pelo canto de sereia das esquerdas que, nada mais são, do que um bando de vigaristas organizados para o crime, cujo produto final é o Estado dominado pelo partido único.  Liberdades sufocadas. Estado de direito jogado no lixo. Instituições aniquiladas.

A entrevista de Arminio Fraga para o Valor Econômico, o excelente artigo de Fernando Henrique para o Estadão, apenas para nos atermos aos últimos dias, são verdadeiras relíquias em termos de diagnóstico do câncer instalado no governo e que representa, sim, não um evento casual, inesperado, nada disso. Os vírus ali instalado, como também no tecido social, o foi de forma proposital, deliberada, friamente arquitetada nos porões do governo, e seus efeitos nefastos e  que estão adoecendo a Nação por inteiro, são exatamente aqueles que se pretendia. Dia a dia, a vida brasileira mais e mais se torna medíocre, mais empobrecida, mais sem capacidade de reação. Ações de selvageria e barbárie explícita são contemporizadas sob o manto mistificador de "movimentos sociais".  E as duas instituições que tem por missão constitucional a defesa da lei e da ordem, Forças Armadas e Judiciário, estão sendo corroídas. Nas Forças Armadas,por exemplo,  prepara-se uma reforma que, se levada a efeito, as tornarão irrelevantes para o País. E, no Judiciário,o último guardião de nossa autonomia, está sendo confrontado tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo, e já se nota movimentos de picaretas como o MST a fazer e promover arruaças e protestos contra alguns dos membros que, ao decidirem pela lei, e não pelas autoridades, se tornam persona non grata aos olhos das ratasanas.

Hoje, uma vez mais, outra ilustre mentalidade, Paulo Rabelo de Castro, vem expor as mesmas advertências que aqui temos repetido quase diariamente desde a criação do blog. Seu artigo, visto sob a ótica econômica é um primor. E, se a ele somarmos a análise social e política do ex-presidente Fernando Henrique, nada mais, praticamente, se tem a acrescentar. São dois momentos brilhantes do pensamento nacional e que serviriam, não estivesse a Nação amortecida e incapaz de reagir, para sacudir a poeira do marasmo e letargia. Continuamos gigantes adormecidos no berço da ignorância, do atraso, da sub cultura e sub civilidade. Perdemos nosso próprio eixo e, assustadoramente, perdemos  nosso senso crítico.

Jogados para o futuro, ao invés de exibir as bandeiras triunfalistas com que as esquerdas e Lula nos acenam um futuro cheios de glória, a realidade que se terá, a médio e longo prazo, serão tormentos difíceis de se enfrentar. Este triunfalismo bocó só se justifica como a sedução demoníaca onde o Inferno é um paraíso maravilhoso. Dentro dele, o idiota que se deixou levar acordará tarde da letargia que se submeteu docilmente. Estupidamente.

A estes dois artigos adicionamos, nesta edição, outros aqui já publicados, mas que, reunidos em sequência, formam uma oportunidade ímpar para todos os que, verdadeiramente amam este país, refletirem sobre o destino que lhe está sendo dado, e a bem dizer, a revelia do que a sociedade realmente anseia.

Também destacamos o Editorial do jornal O Globo sobre a questão do ingresso da Venezuela no MERCOSUL. É claro que o conjunto de leituras não encerra o tema, tampouco esgotam todas as ações nefandas praticadas criminosamente pelo governo Lula e seus seguidores principais, o sindicalismo do crime, e o petismo da ideologia totalitária que sempre defenderam e cuja instalação no país, é o seu maior desejo de consumo. .

Entendemos, contudo, que leitura destes artigos diagnosticadores  será o bastante para um ALERTA GERAL. E, assim, porque ainda é possível reagir, que se espera ver crescerem e prosperarem  movimentos em defesa do país e seu povo, que estão sendo enganados e traídos por um bando de salafrários, cuja ambição de poder é de tal forma voraz que, se alcançadas as metas de seu projeto destruidor, reduzirá as fronteiras que separam os latinos em países, para a construção de um continente único, governado sob um único comando: o IMPÉRIO DO TERROR.

E, antes que se considere tal alerta uma fantasia, leiam os artigos desta edição. Há muita comprovação concreta do que se passa entre nós.

Assim, até faz sentido pelo senso de realismo a advertência feita pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, quando perguntado sobre a afronta da mesa diretora do Senado em não acatar uma decisão final do Supremo Tribunal Federal em relação a cassação do mandato de um senador:

O que estarrece é que uma decisão mandamental do Supremo tenha o cumprimento postergado. Talvez a quadra seja sinalizadora de fecharmos o Brasil para balanço”.