Adelson Elias Vasconcellos
Faz tempo que colocamos este espaço à disposição dos aposentados, suas associações e representantes, ou de qualquer cidadão que deseje livremente se manifestar em prol de uma causa prá lá de justa.
Já desmontamos aqui todas as mentiras oficiais e oficiosas que se tenta vender para a sociedade brasileira para justificar a não aprovação do projeto de lei do senador petista, Paulo Paim, que repõe parte dos valores surrupiados ao longo dos anos de uma categoria de trabalhadores que soma, presentemente, mais de 20 milhões de brasileiros. Não é pouco, como também não é pouca a injustiça deprimente que contra eles se vem cometendo.
Além disto, expusemos várias vezes as incoerências que o governo Lula tem cometido para se negar ao atendimento daquilo que se reivindica.
Diariamente, temos recebidos e-mails em defesa dos aposentados. Esta é uma causa que atinge a todos nós diretamente. Porque, mesmo aqueles que não se aposentaram ainda, um dia o farão e, se nada for mudado até lá, sofrerão as mesmas agruras e injustiças de agora. Claro que falo dos aposentados e futuros aposentados da iniciativa privada. Os servidores públicos tem lá seus privilégios próprios, muito embora sejam trabalhadores tanto quanto os outros e apesar de tanto seus salários quanto os benefícios dos seus inativos serem bancados, integralmente, pela sociedade. E se algum governista empedernido ainda quer justificar e sustentar que o governo está certo, é bom lembrar que, na oposição, Lula e petistas tinham discurso totalmente oposto ao que ora defendem no governo.
Até porque, convenhamos, para quem se jacta de “reformista social”, esta prática deslavada de injustiça social e concentração de renda em favor de uns poucos privilegiados, arranca de vez a máscara da hipocrisia.
Hoje, uma vez mais publicamos (ver abaixo) um comunicado da Assessoria de Comunicação Social, da Federação dos Aposentados e Pensionistas de São Paulo – FAPESP, que nos foi enviado por Luiz Storino. Na verdade, trata-se de um release juntando diversas notícias sobre o movimento em favor da causa dos aposentados e pensionistas.
Recebemos e publicamos, também, do jornal TEMAS EM DEBATE, assinado Carlos Priess, um artigo entitulado APOSENTADOS EM SUA ÚLTIMA JORNADA!
E, por último, o artigo assinado pelo deputado federal, Antonio Carlos Pannunzio, publicado no blog do Noblat.
Portanto, tres artigos encerando uma mesma mensagem: a de protesto contra a injustiça a milhões de brasileiros honestos.
Como sempre afirmei, esta é uma causa justa e que interessa a todos. Não podemos condescender com a continuada prática de se cobrar dos que já trabalharam e contribuiram por mais de trinta anos, os desmandos e o desgoverno. Se, como vimos na semana passada, há dinheiro suficiente para conceder reajustes de 33% para servidores públicos do Congresso, ativos e INATIVOS, portanto, muito acima da inflação, por certo é porque tais recursos estão sobrando e, sendo assim, podem também ser carreados para recuperar um pouco da dignidade humana que, ano após anós, tem sido roubada de mais de 20 milhões de brasileiros que, tanto quanto os outros, ou até mais, tem direito a cidadania, a uma velhice tranquila e segura. Chega de injustiça e desumanidade. Já nos basta suportar tanta impunidade diante de tanta corrupção. Cobre-se a conta de quem rouba, desvia, prevarica, e não de quem já trabalhou, com honestidade e sacrifício, para garantir uma velhice melhor amparada e que pagou para merecê-la.
Este espaço não apenas permanecerá aberto para posicionar o pensamento de repúdio e protesto contra a intolerável e indefensável posição do governo e de parte do Congresso genuflexo ao Planalto, mas para refletir também outras vozes que queiram se unir ao grito de basta de injustiças contra os aposentados. Chega de serem tratados como trabalhadores de quinta categoria. O Estado cobrou e recebeu, além do trabalho honesto, as contribuições pecuniárias que as leis exigiram dos trabalhadores e que incidiram, por mais de trinta anos, sobre seus ganhos, e como exige ainda hoje. Portanto, que o Estado agora cumpra com a obrigação de remunerar na medida justa e legal. Reafirmo que não se trata nem de favor algum nem tampouco de qualquer esmola, CONTINUA SENDO OBRIGAÇÃO.