O Estado de S.Paulo
A ausência de um debate econômico sério continuará no enfrentamento dos dois candidatos ao segundo turno. Não porque desconheçam o assunto, mas pelo receio de apresentar ideias que tirem votos.
E o segundo turno deverá ter uma consequência muito nefasta para a economia: o adiamento da solução relativa à excessiva valorização do real em relação ao dólar.
A taxa cambial nos últimos dias caiu bem abaixo de R$ 1,70 por dólar, aumentando os efeitos negativos da sua supervalorização, que favorece um crescimento das importações em detrimento da produção nacional e impede uma expansão significativa das exportações de produtos manufaturados.
Nas últimas semanas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou oportunamente que o governo iria tomar medidas para tentar amenizar o problema cambial, deixando entrever que uma solução seria a elevação do IOF sobre as entradas de capitais estrangeiros, embora em certos meios se considere que essa medida não será suficiente.
O fato é que até agora nenhuma medida foi tomada e a moeda nacional continua excessivamente valorizada.
Parece improvável que uma medida corretiva seja tomada antes do dia 31 de outubro, levando em conta os efeitos de uma desvalorização. O primeiro seria uma elevação de preços, pois até agora o governo se vem aproveitando das importações de bens (que ajudam a segurar a inflação) e da captação de recursos externos, que reembolsa com moeda valorizada.
Assim, adia o mais possível o momento em que as medidas a serem tomadas terão efeito inflacionário e poderão obrigar a um aumento da emissão de títulos públicos para pagar juros mais altos.
Existe um outro problema que reforça a posição dos que consideram que a mera elevação do IOF seria insuficiente para desvalorizar o real. De fato, o grande atrativo para o capital estrangeiro é a diferença entre a remuneração das aplicações no seu país de origem e a que se obtém no Brasil, o que permite as operações de arbitragem. Para sanear esse inconveniente seria necessário revisar toda a política monetária baseada numa taxa Selic alta demais.
Essa tarefa será deixada para o próximo governo, em vista de todas as incertezas acarretadas por uma mudança profunda da política monetária, embora tivesse um efeito compensador importante com a forte redução das taxas de juros, bem como com a eliminação dos subsídios embutidos nos empréstimos do BNDES.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Podemos afirmar, tranquilamente, que o Brasil está à deriva. O Senhor Presidente da República, ao se tornar cabo eleitoral de seu poste, esqueceu de sua principal função é governar o Brasil até 31 de dezembro. Que o país espere, que a sociedade se dane, que as empresas entrem na fila de espera. Enquanto o senhor Lula disputar a eleição no lugar de Dilma, o país que fique à deriva porque o interesse partidário está sobreposto, para o senhor Lula, ao próprio interesse do país. Convenhamos, não é esta a continuidade que se quer. Não mesmo!!!
Podemos afirmar, tranquilamente, que o Brasil está à deriva. O Senhor Presidente da República, ao se tornar cabo eleitoral de seu poste, esqueceu de sua principal função é governar o Brasil até 31 de dezembro. Que o país espere, que a sociedade se dane, que as empresas entrem na fila de espera. Enquanto o senhor Lula disputar a eleição no lugar de Dilma, o país que fique à deriva porque o interesse partidário está sobreposto, para o senhor Lula, ao próprio interesse do país. Convenhamos, não é esta a continuidade que se quer. Não mesmo!!!