Adelson Elias Vasconcellos
No post em que destaquei que a tão “festejada“ mudança nos ventos da política externa brasileira no governo Dilma, que não passa de uma fantasia, de um embuste, deixei de destacar a Bolívia, governada por um aprendiz do chavismo, Evo Morales. É claro que a figurinha se juntou a todas outras ridículas, mas não idiotas, para tirar uma casquinha do Brasil e até cheguei a comentar a questão do gás boliviano.
Mas deixei de lado, porque só tomei conhecimento da notícia depois da postagem sobre a tal “mudança” da política externa, a última grande esperteza do boliviano. Antes, porém, um parênteses.
Em dez reportagens diárias e sucessivas, o Jornal Nacional esfregou aos olhos do país – e do governo – a realidade vergonhosa das fronteiras brasileiras com os países latinos. É um descaso total e repulsivo. Voltarei a elas em um artigo específico. Espremido entre a realidade do abandono e a necessidade de dar uma resposta ao menos razoável, a proeminente figura do senhor José Eduardo Cardoso, ministro da Justiça, petista de carterinha e ligado à turma do Tarso Genro, aquele mesmo, vocês sabem, resolveu apresentar um plano para proteger o país da imensa leva de contrabandos de armas, piratarias e drogas que entram livremente no país.
É claro que o plano em si não passa de pura fantasia, uma quimera. Lula, por exemplo, nos dois mandatos somados, apresentou ao país cinco planos de segurança. A cada rolo que pipocava nos grandes centros como Rio e São Paulo, com violências nas ruas e mortes que consternavam o país, o ex se apressava em nos brindar com um novo programa de segurança na base do agora vai. Foi? Não, a exceção de São Paulo e um bocadinho do Rio de Janeiro, mas esse ainda apresentando alto índice de criminalidade, no restante do país, todos os indicadores comprovam uma verdadeira explosão da violência. O nordeste nunca foi tão violento e inseguro como agora, o que faz ruir a tese de que a violência é filha dileta da pobreza. Uma ova. A violência é fruto do descaso e este atinge todos os níveis e camadas da sociedade. Lembrem-se que o Nordeste abriga o maior contingente de beneficiários dos programas sociais desta republiqueta.
Voltemos agora ao foco. Uma das práticas prediletas do crime no Brasil é o roubo de automóveis. Como nunca se fabricou e se vendeu tantos carros no país, o roubo de veículos se tornou matéria prima para os traficantes de drogas e armas. É sua moeda de troca. O principal mercado para a “recolocação” destes veículos tem sido o Paraguai e, principalmente, a Bolívia. Como o Brasil do PT, docilmente se ajoelha diante dos latinos e estes se aproveitam para praticar as lições da cartilha em que os tiranos se babam para aprender como esfolar o Brasil, sempre com muito amor e amizade, claro, Morales viu aí um nicho de mercado lucrativo. Em vez de condenar a prática dos furtos e coibir em seu país a presença destas “mercadorias”, imaginou lá com seus botões um jeitinho de faturar com a nossa incompetência: os veículos vão para a Bolívia levados por traficantes que os trocam por drogas, cocaína preferencialmente. Deste modo, o produto de exportação dos bolivianos - a coca - ganhou um mercado cativo, o brasileiro. Ora, o que fazer com os carros roubados trocados por cocaína? Simples, criou um imposto que, se pago pelos cartéis de drogas, “legaliza” os tais carros roubados no Brasil. Além de criar uma receita especial, não precisa se preocupar em gastar dinheiro com policiamento para repatriar os carros saídos daqui pelas mãos do crime e com destino preferencial, em terras bolivianas, e não por mero acaso, às cidades de Yungas e Chapare, onde se localizam grandes produções de coca.
Fosse este país amante fiel de sua soberania, que valeu até um discurso inflamado do ministro Luiz Fux na sessão do STF que deu liberdade à Cezare Battisti, o terrorista e assassino italiano, e denunciaria a Bolívia na OEA e na ONU. Evo, tentando justificar seu ato asqueroso e obsceno concedeu à medida um alcance “social”. A esquerda sempre justifica seus crimes com “alcances sociais”, o cretino rótulo que imaginam capaz de “purificar” seus delitos. Assim, Evo vai legalizar os carros roubados no Brasil e trocados por drogas em seu país para permitir que os pobres de lá tenham acesso ao automóvel. Beleza, não? A cretinice, segundo calculam as autoridades bolivianas, vai render aos cofres daquele país algo em torno de US $ 200 milhões. Nada mal, não é mesmo? E alguém aí acredita ou leva fé no tal plano de fronteira anunciado com a devida pompa pelo ministro Cardozo, o da Justiça?
O governo petista sempre justificou o crime dos mais pobres e não verá mal algum que se roube propriedade dos brasileiros, ricos e pobres, para “assistir” aos do lado de lá da fronteira e ainda reforçando as receitas do pobre irmão latino. É uma indecência!!!
A Bolívia com Evo Morales já nos tomou na mão grande uma refinaria da Petrobrás, rasgou o contrato firmado pela construção do gasoduto inteiramente bancado com dinheiro nosso, obrigou uma usina termelétrica movida a gás a ficar parada já há mais de quatro anos por falta da matéria prima que deveria vir da Bolívia, inviabilizando um empreendimento que beneficiava os brasileiros, e em troca desta “solene” amizade, o Brasil ainda concedeu financiamento via BNDES para a construção de uma estrada de primeiro mundo que se presta unicamente para o transporte de coca. E agora Morales nos aplica este garrote sem que o governo brasileiro emita um sinal, mesmo que tímido, de protesto.
Portanto, apesar do plano de proteção e vigilância de nossas fronteiras terrestres com os países latinos, elas permanecerão imensas e largas avenidas franqueadas ao tráfico de armas, drogas e pirataria porque, afinal de contas, o Brasil precisa estender a mão aos irmãos do continente e, neste sentido, prefere fazê-lo mesmo que tais gestos sejam às custas dos brasileiros que não tem estradas, sofrem com o aumento indiscriminado do roubo de seus carros comprados com muito sacrifício e ainda enfrentam o flagelo das drogas no seio de suas famílias.
Talvez um dia, quem sabe, o país venha ter um governo de brasileiros governando e defendendo o interesse maior dos brasileiros. Até lá, será preciso engolir em seco esta estupidez que eles chamam de “nova soberania” verde-amarela, onde a importação de bandidos e gente ligada à escória mundial terá aqui território livre para não responderem por seus crimes. Tornamo-nos não a Casa da mãe Joana, mas o cafofo da bandidagem, sob os aplausos e benções do governo petista, devidamente reconhecido pelos ministros Fux, Lewandovski, Joaquim Barbosa, Carmem Lucia e Ayres Brito que chutaram nossas leis e mandaram às favas tratados internacionais, para dar guarida ao que não presta. Pobre Brasil! Que Deus tenha piedade de nós!!!