terça-feira, janeiro 24, 2012

A desfaçatez de Tarso Genro não tem limites.

Comentando a Notícia.

Quando esteve no governo, costumava chamar o senhor Tarso Genro de o "Rolando Lero" do Planalto. De fato, sempre que este cidadão resolveu dar alguma declaração, a verdade e a democracia eram golpeadas de forma torpe e cínica. 

Para não fugir ao estilo, enquanto o estado para o qual foi eleito governador sofria barbaramente uma estiagem que provocou  prejuízos superiores a R$ 2,0 bilhões à sua economia, o cínico se esbaldava em turismo familiar, bancado pelos cofres públicos, na paradisíaca Cuba... 

Presentemente, ao custo de R$ 3,0 bilhões para os cofres públicos, o Rolando Lero do Planalto, agora nos Pampas, o Rio Grande do Sul está sediando um novo encontro de piterodáctilos do pensamento mundial, o tal Forum Social Temático em que tribos mamadoras de dinheiro do contribuinte, resolvem atacar de todas as formas o baú onde se esbaldam sem muito esforço. Basta ter um discurso à esquerda, atacar o capitalismo de onde eles não saem para viver nas maravilhas do socialismo existente em Cuba, China, Coréia Norte, dentre outros. Maior contrassenso, é lógico, não pode haver. Mas eles não estão preocupados em serem coerentes, desde que as torneiras do dinheiro público continuem a lamber-lhes as patas e focinheiras.

Pois bem, dentre tanta coisa útil a que poderia referir-se, o senhor Tarso Genro resolveu atacar a Itália, (mais uma vez),  e a todos os críticos sobre o refúgio que concedeu a um assassino. Posou de vítima uma vez mais, quando vítimas foram aqueles que Battisti matou em seu país. 

Genro nunca teve escrúpulo algum, não seria agora que aprenderia a tê-lo. Aproveitou-se para atacar um governante italiano, depositando nele a responsabilidade sobre as críticas que recebeu ao abrigar Battisti. Nada mais esdrúxulo, muito característico da figura pública representada por Tarso Genro. 

Três foram as correntes na Itália que pediam ao Brasil o cumprimento de um tratado internacional de extradição, firmado entre os dois países, tratado este aprovado pelas Câmaras Legislativas, portanto, com força de lei. Tratado que o senhor Genro resolveu ignorar por inteiro. A começar que nele está previsto que no refúgio político não se enquadram assassinos, ou seja, os que cometessem crimes comuns. 

De um lado, o próprio Poder Judiciário italiano, que concedeu a Cesare Battisti plena defesa e da qual Battisti simplesmente fugiu. Depois, o Parlamento Italiano, em razão da existência justamente do tratado firmado com o Brasil ainda na década de 90. E, três, os familiares das vítimas, mortas pelas mãos de Battisti. Em nenhum momento, se viu ou se ouviu alguma iniciativa de parte do governo Berlusconi. Pelo contrário. O ex-primeiro Ministro simplesmente se omitiu em fazer pressão junto ao governo brasileiro.

A surra midiática que Tarso Genro alega ter sofrido aconteceu aqui mesmo no Brasil, por parte da própria imprensa nacional, que desmascarou a farsa montada pelo então Ministro da Justiça para dar abrigo a um assassino, com alegações estapafúrdias e sem nenhum vínculo com a verdade, os fatos e as leis vigentes. Battisti ficou não porque fosse algum perseguido político, mas por se declarar de esquerda. Fosse assim, não haveria razão para devolver à Cuba os pugilistas que buscaram proteção política no Brasil ao tempo dos Jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro. Fosse assim, há muito tempo o governo petista teria intervido junto ao governo cubano sobre a situação dos seus presos políticos e a situação da blogueira Yoani Sánchez. Battisti ficou por ser afilhado da ideologia responsável pelo assassinato de milhões no mundo todo a que Genro se mantém irredutivelmente abraçado..  

E agora o senhor Genro vem posar de vítima, e mais uma vez, atropelando os fatos e a verdade, atacar uma nação soberana e democrática? Tudo bem que o senhor Sylvio Berlusconi não fosse flor que se cheirasse, nem antes tampouco depois quando esteve no poder. Acaso os políticos brasileiros seriam menos corruptos que ele? Pode o Brasil acenar com a bandeira da ética em suas esferas de poder, para atacar de maneira irresponsável uma nação como a Itália?

O movimento, frise-se, contrário a permanência de Battisti no Brasil, não teve, em momento algum, a mínima participação do seu primeiro-ministro à época. Até porque é de se questionar o senhor Tarso Genro sobre a oportunidade de se torrar uma pequena fortuna num espetáculo inútil como este tal fórum, num momento de extrema dificuldade por que passa e ainda passará a economia gaúcha. Corrupto por corrupto, senhor Genro, é melhor ficar de bico fechado para não bancar o ridículo. Porque bandidos comuns, delinquentes e  assassinos já os temos em excesso, não precisamos importar de lugar algum. Agora alegar, com fez Tarso Genro, questões humanitárias para dar abrigo a um assassino, fica mais ridículo ainda, porque, por humanitário deveria o governador ter lembrado das vítimas que o banditismo de esquerda vitimou não apenas na Itália, mas ao redor do mundo. 

A notícia a seguir foi postada no blog do jornalista Políbio Braga.

Tarso Genro defende Battisti, que está no RS, e ataca "o governo corrupto da Itália"

   * O Fórum Social Mundial custará R$ 3,6 milhões aos cofres públicos gaúchos. É dinheiro dos contribuintes. Graças a ele, personalidades como Tarso Genro conseguiram tribuna livre para falar.


- O Governador Tarso Genro voltou a defender o asilo concedido ao bandido italiano Cesare Battisti, que está em Porto Alegre para participar com outros membros da escumalha esquerdista global da edição deste ano do Fórum Social Mundial. O Governador do RS partiu para o ataque ao governo anterior da Itália, de Silvio Berlusconi, mas se esquivou de comentar a série de assassinatos cometidos pelo seu protegido, condenado à prisão perpétua na Itália. A nota a seguir é do site Terra desta terça-feira:

DANIEL FAVERO - Direto de Porto Alegre



O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse nesta terça-feira, após o evento que marcou a abertura do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, que o caso Battisti foi um "um massacre midiático deliberado, promovido por um governo corrupto, que felizmente já foi substituído", se referindo ao premiê italiano Silvio Berlusconi. Cesare Battisti está em Porto Alegre para lançar um livro durante o Fórum.

"Isso foi promovido de maneira articulada, na minha opinião, naquela época, com o governo Berlusconi, um governo mafioso, corrupto, desmoralizado, que, felizmente para o povo italiano, está sendo substituído. Naquela oportunidade o governo tentou, não somente humilhar o judiciário brasileiro, como tentou submeter ao presidente Lula a sua visão a respeito do caso Battisti, que era uma visão específica, que era levantada por aquele governo", afirmou.

Segundo ele, o caso adquiriu notoriedade e sofreu um massacre midiático articulado com o governo italiano, "originário de colunistas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que mentiram reiteradamente a respeito do que tinha acontecido, que falsificaram a verdade. Inclusive falsificaram a verdade em respeito à minha atuação no Ministério da Justiça. As dezenas de cubanos que nós acolhemos aqui como refugiados, eles esconderam, para dizer que esse meu despacho era unilateral e que o Battisti era um guerrilheiro de esquerda".

Cesar Battisti é um ex-militante de esquerda acusado de participações em ações que resultaram em mortes na Itália, que recebeu status de refugiado político no Brasil do Ministério da Justiça, comandado na época por Tarso Genro. O italiano participa do Fórum Social Temático onde lança seu livro Aos Pés do Muro, no qual fala sobre a verdade sobre os presos políticos.

"O Battisti é um bom escritor, já li os livros dele, é bom que ele escreva sobre isso", disse Tarso ao responder uma pergunta sobre o lançamento do livro de Battisti. O ex-ativista esteve na sede do governo gaúcho na manhã de hoje, mas foi embora após ter sido cercado pela imprensa.

"A minha relação com o caso Battisti está balizada não por atos relacionados com a militância dele, histórica, que eu não conheço. Está relacionada com a aplicabilidade ou não dos princípios humanitários dos direitos humanos internacional, com os direitos constitucionais que o Brasil tem preservado na questão dos refugiados", afirmou o governador.

Segundo Tarso, após o esgotamento da polêmica que o caso gerou, o próprio judiciário italiano reconheceu que o governo de seu país não soube conduzir o problema dialogando com o Brasil. O governador gaúcho disse ainda que não existe nenhuma agenda de encontro com Battisti, mas afirmou que, se encontrá-lo durante o Fórum, vai cumprimenta-lo.