Revista Veja
Reportagem de VEJA São Paulo mostra como atuam as gangues que desviam malas e cargas no maior terminal aéreo do país
(Mario Rodrigues)
O delegado Domingues:
seis meses de investigações na Operação Oitavo Mandamento
Na última segunda-feira – mesmo dia do leilão de sua privatização – o Aeroporto Internacional de Guarulhos/Cumbica foi palco de uma ação da polícia, a Operação Oitavo Mandamento, que levou à prisão de cinco pessoas, sob a acusação de desviar malas das esteiras do desembarque internacional. Como mostra VEJA São Paulo desta semana, contudo, essa é apenas uma das gangues que agem nos terminais do maior aeroporto brasileiro.
Não bastassem seus problemas crônicos, como atrasos, superlotação e filas intermináveis, Cumbica também vem se tornando mais inseguro, aponta a reportagem. Enquanto o número de passageiros aumentou 11% no ano passado em relação a 2010, a quantidade de furtos cresceu 76% no mesmo período, atingindo o total de 1 389 ocorrências. A situação preocupa ainda mais quando se verifica que poucas queixas são registradas em boletins de ocorrência. “Em 90% dos casos, a vítima não procura a polícia”, afirma um investigador.
Segundo especialistas em segurança, Cumbica virou campo fértil para a ação dos gatunos por causa de uma série de falhas. A principal delas é o inexpressivo efetivo policial do local. São apenas oito PMs divididos entre a sala de operações, as viaturas que fazem rondas na área externa e os salões de embarque e desembarque. A vigilância é complementada por um sistema de 600 câmeras de monitoramento, um número também insuficiente diante do movimento.
A reportagem completa, com os bastidores da Operação Oitavo Mandamento e o diagnóstico dos problemas de segurança de Cumbica, pode ser lida no site de VEJA São Paulo.
Roubalheira de toda espécie
Os bandos especializados que andam perturbando a paz dos passageiros
Grandes extravios
(Hélvio Romero/AE)
A falta de vigilância no terminal de cargas propicia furtos ousados, como o de remessas de celulares e de equipamentos. Em uma das ocasiões, os bandidos chegaram a desviar um contêiner cheio de aparelhos eletrônicos.
Bandidos internacionais
(Jb Neto/AE)
Grupos de estrangeiros da América do Sul se misturam aos passageiros e praticam furtos de bagagens de mão. Os ladrões são provenientes de países andinos como o Peru.
Gangue do estepe
(Foto reprodução)
Aproveitando a vigilância precária do estacionamento, os gatunos abrem o porta-malas dos carros com chave de fenda para levar o pneu reserva. Em novembro passado, dois homens foram presos em flagrante pela polícia. Na época aconteciam vinte furtos do tipo por mês
Funcionários larápios
(Foto reprodução)
Além de ter prendido a quadrilha na última segunda (6), a polícia está atrás de outros grupos que agem em áreas restritas a funcionários, abrindo malas e furtando objetos de valor como computadores, câmeras fotográficas, relógios, joias e perfumes.
Sumiço de notebooks
(Fotos reprodução)
Algumas quadrilhas atuam em Cumbica roubando apenas esse tipo de aparelho. Andando geralmente em duplas, elas circulam pelas áreas de check-in, saguões e convivência, esperando um descuido dos passageiros para surrupiar a bagagem.





