Wanderley Nogueira, Portal Terra
Crédito: AP
Valcke aguarda por obras no Brasil,
que demoram a sair do lugar para a Copa de 2014.
Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, não poupou o Brasil.
Disse, na Inglaterra, que não consegue compreender porque as coisas não andam. Lembrou que estádios estão fora do cronograma e muitas outras coisas estão atrasadas.
Lamentou que até agora a Fifa não recebeu documentos importantes. Disse que “os documentos assinados deveriam estar conosco até 2007, e estamos em 2012″.
Para os simples mortais, importante mesmo é o mundo real.
Discursos, críticas, promessas e obras anunciadas são confirmadas ou não pelos olhos da população.
Não é preciso ser um suprassumo em economia, engenharia, planejamento ou administração para ter certeza que a montagem para o Mundial 2014 não caminha bem.
Basta passar pelas ruas de todas as cidades envolvidas de uma maneira ou outra com a competição para perceber que o tal “legado” está em absoluta marcha lenta.
Os ufanistas de plantão vão, novamente, atacar a Fifa dizendo que ela é prepotente, arrogante e se acha acima do bem e do mal. Talvez a entidade seja mesmo tudo isso.
Mas, um fato é inegável: o Brasil aceitou as regras do jogo.
Concordou com tudo para ser sede da Copa, e com o passar do tempo, tem tentado mudar o acordo.
Além disso, tentou encontrar alguém que diga: “estou vendo que as obras exigidas ou recomendadas pelo Caderno de Encargos da Fifa estão sendo feitas”.
Entrevistas e promessas não convencem mais ninguém.
O “estilo” São Tomé é único que tem grande poder de convencimento. É o “ver para crer”.
O santo que ninguém sabe ao certo onde nasceu, morreu na Índia. Quando falaram sobre a ressurreição de Jesus, Tomé não acreditou: preciso ver para crer. Foi chamado de Tomé, o Incrédulo.
Após ver Jesus vivo, Tomé professa sua fé em Jesus, e a partir de então é considerado Tomé, o Crente.
É mais ou menos a situação de Valcke, o Incrédulo. Ele quer ver para crer…
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A FIFA está tendo muita paciência com o Brasil.
Se eu fosse o Jerome Valcke já teria tirado a Copa do Brasil há muito tempo.
Na hora de fechar o acordo para sediar o Copa, o Brasil promete mundos e fundos. Agora não quer cumprir com aquilo que prometeu?
