Adelson Elias Vasconcellos
Marina Silva escreveu um artigo publicado pelo jornal o Estado de São Paulo em que insiste em bancar a terrorista.
Por exemplo, vê anistia onde ela não existe, porque quem desmatou ou recupera a área desmatada ou paga a multa e, ainda assim, fica obrigado a recuperar do mesmo jeito. Vê brecha para desmatamento onde ele não sequer faz sombra. E descobre uma unanimidade onde ela sequer é percebida, já que a maioria que aprovou o texto representa diferentes partidos e correntes ideológicas e, em última análise, goste-se ou não, representa a vontade da maioria do povo brasileiro..
Assim, dona Marina Silva, não se sabe a serviço de quem, certamente não são os interesses de um Brasil melhor, mais desenvolvido, continua praticando um discurso misto de mistificação, desinformação e de má fé, porque somente ela vê os chifres na cabeça do cavalo.
Marina Silva deveria, ao menos, respeitar a vontade democrática que acabou por se impor na votação do projeto do novo código florestal. Ao invés disso, continua insistindo na sua cantilena que, rigorosamente, não encontra respaldo no texto final aprovado pelo Congresso e com folgada maioria.
Além disto, Marina esquece que o texto proposto pelo deputado Aldo Rebello foi fruto não da imposição desta ou daquela corrente, e sim nasceu como consenso de longos debates com todas as entidades interessadas no território nacional.
O fato de não ter conseguido impor seu ideário, que, em última análise seria a destruição pura e simples daquilo de que melhor o Brasil conseguiu fazer nos últimos anos, desbancando países tradicionais como Estados Unidos, França, Argentina, em inúmeras culturas, deveria ao menos servir para que ex-senadora tivesse um pingo de decência e se dedicasse em ler com profundidade o texto que tanto critica e ataca.
Agora, impulsiva e intransigente, mas ainda desinformada e má orientada, quer iniciar um movimento de “VETA, DILMA” contra o texto que, repito, nasceu e foi aprovado da maneira mais democrática que se possa imaginar. E, novamente, levada por absoluta má fé, vai insistir em repetir as mesmas mentiras, as mesmas desqualificações inconsequentes, a mesma vigarice intelectual.
Infelizmente, Marina Silva demonstra, com sua atitude, seu ranço autoritário, que não se qualificou suficientemente com os novos tempos. Tempos em que a informação está ao alcance de todos, e que não depende mais de interpretações esquizofrênicas de qualquer pseudo autoridade ou especialista.
Vou repetir um mantra que venho adotando há algum tempo: se Marina Silva e seus miquinhos amestrados se deliciam apenas com capim vagabundo, isto é lá problema dela e deles. Mas não queiram impor sua “ideologia” xenofóbica ao restante do país, que adora comer arroz, feijão, milho, pão, um churrasquinho no final de semana, batata, legumes, frutas e verduras em geral. E isto, dona Marina, não se colhe em gôndolas de supermercados. É preciso muito suor e sacrifício para que cheguem com fartura e qualidade na mesa das pessoas, e a preços razoáveis. Alguma vez dona Marina se preocupou ao menos em visitar estes agropecuaristas que tanto abomina? Se deu ao trabalho de cumprir a mesma jornada de trabalho, de sol a sol, faça chuva ou não? Nem precisa responder, pelo discurso compulsivo a gente já sabe a resposta.
Retrocesso, como tenta qualificar Marina o texto aprovado do Código Florestal, seria o país dar um pontapé na base de sua economia, retrocesso e ranço intransigente é o país – e boa parte da imprensa – dar ouvidos a quem não tem sequer uma ideia alternativa à atividade agropecuária, para alimentar com sobras um país com cerca de 200 milhões de habitantes, e ainda garantir a estabilidade econômica e melhor qualidade de vida .
Um pouco mais de honestidade e espírito democrático não fariam mal algum à ex-senadora. Talvez aprendesse muito mais se a cada vez que entrar em um mercado, pudesse imaginar quantos milhões de pessoas trabalharam arduamente para ela pudesse ter disponível aquele alimento. Passa da hora de Marina Silva ter um pouco mais de respeito com a agropecuária brasileira que, aliás, não lhe deve nada. Até pelo contrário...