terça-feira, julho 03, 2012

Após Chávez, Cristina quer mais sócios no Mercosul


247  

Pelo twitter e pelo youtube, a presidente argentina explica, neste domingo, as decisões tomadas em relação ao Paraguai e à Venezuela na última cúpula do Mercosul, em Mendoza; em vídeo, ela homenageou Lula e defendeu uma integração maior política e econômica na América do Sul

Foto: Edição/247 

A presidente argentina Cristina Kirchner, que foi a anfitriã da recente cúpula do Mercosul realizada em Mendoza, que puniu o Paraguai e abriu as portas para a Venezuela, passou o domingo trabalhando na comunicação direta com a população argentina. Cristina, que comprou uma briga com os principais meios de comunicação do país, usa e abusa das redes sociais.

No Twitter, onde já tem mais de 1 milhão de seguidores com o perfl @CFKArgentina, ela defendeu uma ampliação do Mercosul, além da Venezuela. “Estamos convocando a toda região para que caminhe em direção a uma integração maior, política e econômica”, disse ela. “Foi isso o que nos permitiu crescer nos últimos anos”. Ela também enviou um recado ao presidente paraguaio Federico Franco, dizendo que tanto o Mercosul quanto a Unasul respeitarão a soberania do povo paraguaio, que definirá seu destino em eleições livres – só depois delas, o Paraguai voltará a recuperar seus direitos no bloco econômico.

Além do Twitter, Cristina Kirchner também postou um vídeo no YouTube explicando o que ocorreu na reunião de Mendoza. Disse que o encontro esteve muito mais focado na ampliação do Mercosul, do que na punição do Paraguai. E fez ainda uma homenagem ao ex-presidente Lula, que foi reconhecido como “cidadão do Mercosul”. 

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Há dois organismos criados para fomentar a união política da América do Sul. Primeiro, a OEA que congregaria os países das três Américas. Com tem sido vencedora a idiotia do preconceito anti-americano, burro, retrógrado, imbecil, a turma resolveu criar a tal UNASUL, com o propósito específico de alijar os Estados Unidos. Porém, tanto um quanto outro, já embutem em suas finalidades a questão política.

Ao contrário, o Mercosul foi criado especificamente como bloco econômico. Incluir nesta missão propósitos políticos, além de ferir o espírito que guiou os presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, serve também com arma letal para a existência do próprio Mercosul. 

Que a presidente da Argentina queira transformar o organismo numa palhaçada, até se entende, afinal faz bem o perfil de Cristina Kirchner esta zorra. Contudo, e inadmissível, é o Brasil entrar neste baile e se deixar levar. Questiono de novo se a política externa de Dilma Rousseff tem por principal missão atender e defender os interesses brasileiros, ou andar a reboque deste clube de caudilhos cucurachas? Pelo menos até aqui, o Brasil tem ficado em segundo plano.