quinta-feira, setembro 06, 2012

Por que esses são os cinco países mais competitivos do mundo?


Beatriz Olivon
Exame.com  

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta Brasil no 48º lugar em ranking dominado por Suíça e Cingapura

Competitividade

Davos - Suíça

São Paulo – Há quatro anos a Suíça é apontada como o país com as melhores condições de competitividade do mundo pelo Relatório de Competitividade Global 2012-2013, do Fórum Econômico Mundial. Cingapura também manteve a segunda posição. Mas o que faz esses países serem líderes em competitividade e oBrasil amargar o 48º lugar?

O ranking do relatório é baseado no Índice de Competitividade Global. São abordados 12 pontos: instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária (no mesmo tópico), educação superior e capacitação (no mesmo tópico), eficiência no mercado de bens, eficiência no mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, prontidão tecnológica, tamanho de mercado, sofisticação de negócios e inovação.

Nessa edição do relatório, o Brasil subiu cinco posições no ranking, passando de 53º para 48º, ainda distante dos líderes. 

Clique nas fotos ao lado e veja porque Suíça, Cingapura e outros foram considerados os países mais competitivos do mundo.

1. Suíça

Zurich

A Suíça manteve a primeira posição no ranking. A inovação e a eficiência do mercado de trabalho são as forças mais notáveis do país, segundo o estudo, assim como a sofisticação do seu setor de negócios. 
O relatório também destaca as instituições de pesquisa científica do país e a forte colaboração entre os segmentos acadêmico e de negócios. “Muito das pesquisas é traduzido em produtos e os processos são reforçados por forte proteção à propriedade intelectual”, afirma o estudo. O nível de patentes per capita da Suíça é o segundo do mundo. 

As empresas públicas e privadas são adaptadas às novas tecnologias e o mercado de trabalho equilibra direitos aos trabalhadores com os interesses dos empregadores, segundo o relatório.  A infraestrutura do país é a 5ª melhor do mundo. A eficácia e transparência das instituições públicas também ocupa o 5º lugar. O ambiente macroeconômico é o 8º mais estável no mundo. 

O relatório afirma que, para o país manter sua capacidade de inovação será necessário impulsionar a inscrição nas universidades, que está atrás da de muitos países com alta inovação. 

2. Cingapura

Cingapura

O país ficou entre os três primeiros em sete das 12 categorias, mantendo-se no segundo lugar geral. Suas instituições públicas e privadas apareceram como as melhores do mundo pelo quinto ano seguido. O país também aparece em primeiro lugar quando o assunto é eficiência nos mercados de bens e de trabalho – e ocupa o segundo lugar em termos de desenvolvimento do mercado financeiro. 

A infraestrutura é a segunda melhor do mundo, com destaque para “excelentes” estradas, portos e facilidades no transporte aéreo, segundo o relatório. A competitividade é reforçada pelo forte foco na educação. 

3. Finlândia

Turku

A Finlândia subiu da 4ª para a 3ª posição graças a pequenas melhorias em várias áreas, segundo o estudo. Assim como outros da região, o país registra instituições que funcionam bem e são transparentes (2ª colocada na categoria). As instituições privadas (3ª) estão entre as mais éticas 

O país ocupa a posição mais alta quanto a saúde e educação. O foco na educação nas últimas décadas formou mão de obra com capacidade para se adaptar rapidamente a um ambiente em constante mudança, além de elevar o nível de tecnologia e inovação, segundo o relatório. 

O país é o segundo mais inovador da Europa, atrás apenas da Suíça. Um dos pontos sensíveis é a capacidade do país de adotar as últimas tecnologias, segmento no qual o país é o 25º do mundo. O ambiente macroeconômico não é dos melhores, mas até está bem se comparado a outras economias da União Europeia. 

4. Suécia

Estocolmo

A Suécia, por sua vez, caiu da terceira para a 4ª posição. Assim como a Suíça, o país dá ênfase à inovação. A qualidade das instituições públicas é muito elevada, com altíssimo nível de eficiência, confiança e transparência. As instituições privadas também foram muito bem avaliadas, com empresas que demonstram elevado  “comportamento ético”, segundo o relatório. 

A força adicional inclui bens e mercado financeiro, que são muito eficientes. O relatório afirma que o mercado de trabalho poderia ser mais flexível – nessa categoria ele ocupa o 92º lugar.

O país desenvolveu uma cultura de negócios sofisticada, segundo o relatório, a 5º mais competitiva do mundo, como resultado do forte foco em educação e alto nível de prontidão tecnológica. Em inovação, o país é o quarto do mundo. O ambiente macroeconômico é estável.

Apesar dos resultados positivos, o relatório observou uma deterioração na estrutura institucional nos últimos três anos. 

5. Holanda

Porto de Roterdam

A Holanda passou do 7º para o 5º lugar, reflexo do contínuo fortalecimento de sua capacidade inovadora e da alta eficiência e estabilidade de seu mercado financeiro, segundo o relatório. Os negócios são considerados sofisticados (4º no mundo), inovadores (9º) e o país aproveita novas tecnologias para aumentar sua produtividade. 

O “excelente” sistema educacional, segundo o relatório, e a eficiência dos mercados são o suporte dos negócios. A qualidade de sua infraestrutura está entre as melhores do mundo.Apesar de o país ter registrado déficit fiscal nos últimos anos, seu ambiente macroeconômico é mais estável que o de outras avançadas economias, segundo o relatório. 

48. Brasil

São Paulo

O Brasil subiu cinco posições e chegou ao 48º lugar, impulsionado pelas melhorias em sua condição macroeconômica, apesar da alta inflação, segundo o relatório.

A sofisticada comunidade de negócios brasileira aproveita os benefícios de um dos maiores mercados internos do mundo. Mas, apesar das facilidades, há desafios, segundo o relatório,  como a confiança nos políticos, que continua baixa (a 121º do mundo), a eficiência do governo (a 111ª) a excessiva regulamentação do governo (144º) e o desperdício de recursos (135º). 

A infraestrutura de transportes e a qualidade da educação também podem melhorar, segundo o material. O procedimento e o tempo para iniciar um negócio também são dos mais elevados, segundo o relatório, e os impostos são vistos como muito elevados e com efeitos distorcidos.