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Medida engorda pacote de restrições imposto pelo governo de Cristina Kirchner. Agências se preparam para informar até mesmo o hotel reservado
(Leo La Valle/EFE)
Argentina, de Cristina Kirchner,
deve sofrer súbita desaceleração, diz BM
Depois de colocar cães farejadores nos aeroportos para evitar a fuga de dólares, o governo de Cristina Kirchner oficializou mais uma medida para controlar os gastos dos argentinos no exterior. As agências de turismo serão obrigadas, a partir de próximo dia 5, a apresentar declarações mais rigorosas sobre os pacotes de viagens para fora do país, informou a Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), órgão equivalente à Receita Federal brasileira.
As informações que serão exigidas das agências ainda não foram detalhadas mas o setor já se prepara para apontar detalhes de cada cliente sobre os gastos previstos e o país de destino. E os empresários acreditam que as exigências cheguem mais longe, incluindo informações sobre o hotel reservado, os serviços contratados e a duração da viagem.
Para as empresas de viagem, a medida será mais um empecilho ao negócio, uma vez que as companhias já têm acesso limitado à moeda americana e precisam avisar o Banco Central sobre seus gastos no exterior.
A vida dos argentinos que decidem viajar para outro país não anda mesmo muito fácil. A Afip determina quem pode comprar dólares e quanto pode comprar. Só é permitido comprar dólares para viagens internacionais apresentando a passagem aérea, dois dias antes da viagem. E até o uso do cartão de crédito, que seria uma forma de pagar as compras no exterior com o câmbio oficial, sofre uma taxação de 15%.
Os argentinos costumavam se refugiar na moeda americana para realizar certas transações financeiras como a compra de imóveis, por exemplo. Essas negociações, no entanto, foram afetadas pelas medidas restritivas, que também são aplicadas às importações, dificultando a compra de produtos como livros, remédios e eletrodomésticos produzidos fora da Argentina.
