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Com Estadão Conteúdo e Reuters
Plano terá a participação do BNDES e tem como objetivo estimular pesquisa e desenvolvimento no setor
(Paulo Whitaker/Reuters)
Trabalhadores reparam turbina dentro
da usina hidrelétrica de Furnas, Minas Gerais
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) firmaram nesta segunda-feira acordo de cooperação técnica para a criação do Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor Elétrico (Inova Energia), que terá participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto receberá investimentos de 600 milhões de reais da Aneel, 1,2 bilhão de reais da Finep e mais 1,2 bilhão de reais do banco de fomento. "A atuação conjunta dos três órgãos propiciará maior coordenação das ações de governo no fomento à inovação e uma melhor integração de instrumentos de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação disponíveis para o setor de energia, uma das áreas fundamentais para o crescimento do país", esclarece o BNDES em nota.
O plano busca fomentar e selecionar planos de negócios que contemplem atividades de pesquisa, desenvolvimento, engenharia e absorção tecnológica; produção e comercialização de produtos; e processos e serviços inovadores.
De acordo com o BNDES, as empresas selecionadas poderão acessar o crédito com subvenção econômica e financiamento não-reembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), dentre vários outros instrumentos.
O BNDES esclareceu ainda que será estimulada a formação de parcerias entre empresas e ICTs. Essas parcerias deverão contar com uma empresa-líder, que necessariamente deverá ser independente ou pertencer a grupo econômico que possua receita operacional bruta igual ou superior a 16 milhões de reais ou patrimônio líquido de no mínimo 4 milhões de reais no último exercício.
Exclusivamente para a linha de "Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids)", poderão apresentar planos de negócios empresas que possuam receita operacional bruta no último exercício entre 5 milhões e 16 milhões de reais, desde que apresentem também carta indicativa de interesse emitida por empresa concessionária do setor de energia elétrica.Ainda de acordo com a instituição, as empresas selecionadas terão oportunidade de acessar crédito em condições diferenciadas, com subvenção econômica e financiamento não reembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), entre vários outros instrumentos.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Faz tempo que o governo lança estes mirabolantes projetos, que prometem maravilhas com bilhões de investimentos. Passado certo tempo, o que se vê é um deserto muito árido no campo das realizações efetivas.
São tamanhas as dificuldades que os “interessados” precisam enfrentar e uma burocracia tão caótica, que eles acabam desistindo de participarem destes mirabolantes projetos.
O setor privado não precisa só de recursos “subsidiados. Precisa é que o governo pare de sugar seus recursos e os deixem trabalhar com a liberdade que se exige para que a inovação tenha curso livre e cresça saudável. Em outras palavras: precisamos é de menos intervencionismo cretino do Estado a nos ditar que caminhos devemos seguir e a querer ensinar padre a rezar missa.
