domingo, junho 30, 2013

Dilma Rousseff decide que não verá final no Maracanã no domingo

Tânia Monteiro 
Agência Estado

Presidente muda de ideia e não estará presente na partida entre Brasil e Espanha

BRASÍLIA - Depois das manifestações que tomaram as ruas nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, apesar de ter recebido uma sonora vaia, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha).

Dida Sampaio/Estadão
Dilma fez cara feia ao ouvir as vaias na abertura do torneio

Mas, preocupada com o acirramento dos ânimos e aconselhada por auxiliares diretos, a presidente entendeu que seria uma exposição desnecessária ir ao Maracanã onde certamente o público dominante seria hostil à sua presença, repetindo as vaias da abertura da Copa das Confederações, ainda mais no Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes. Em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

Não havia uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente, apesar de ela estar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não se submeter a uma nova vaia.

Depois de ficar atônita com as crescentes manifestações, tentando entender o que estava acontecendo, a presidente Dilma passou as duas últimas semanas se reunindo com interlocutores de vários segmentos para preparar uma reação do governo.

A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações. O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro.

Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: "Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã". 

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Eis aí uma atitude que não combina com quem se quer estadista. Até nesta covardia e descortesia Dilma parece querer o ex-presidente Lula. Tanto um quanto outro são arrogantes para se aterem a posições de humildade, de respeito à opinião adversa.  Ambos, tem-se como enorme condutores das massas as quais imaginam controlar e comandar. 

É bom que o povo brasileiro vá guardando no freezer momentos como esse. Lembro de um, em especial, em relação a Lula, da qual jamais esquecerei. Lembram da tragédia ocorrida com um avião da TAM, em São Paulo,  quando morreram cerca de 200 brasileiros? Vivíamos os tempos do tenebroso apagão aéreo, que já havia vitimado, alguns meses antes, mais de 150 pessoas num acidente com aeronave da Gol.

Pois  bem, Lula nunca pôs seus pés em São Paulo para solidarizar-se com os parentes das vítimas. Tinha medo de ser vaiado. País do mundo nenhum merece governantes com tamanha falta de sensibilidade e profundo desprezo com seu povo.

Apesar da distância que nos separa das eleições de 2014, que a atitude covarde de dona Dilma Rousseff fique registrada na retina de todos os eleitores. Independente da candidata ser Dilma (por enquanto) ou Lula (pronto para entrar em capo em qualquer emergência), as atitudes de ambos não recomendam que, um ou outro,  sejam reconduzidos à presidência. Merecemos coisa melhor.