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Com Estadão Conteúdo
Anúncio do Ministério da Saúde acontece no momento em que o governo é criticado por seu plano de importar médicos formados no exterior
(Thinkstock)
A partir da próxima segunda-feira, os 23.134 médicos residentes
do país deverão passar a receber 2.976,26 reais por mês
A bolsa de residência médica será reajustada em 24,8% a partir da próxima segunda-feira. A medida beneficiará 23.134 residentes, que passarão a receber 2.976,26 reais por mês, segundo o Ministério da Saúde. A bolsa é paga aos profissionais que estão cursando residência médica e de outras áreas da saúde. "Este é o maior reajuste já feito no valor da bolsa", afirma a nota divulgada pelo Ministério.
O reajuste foi anunciado, justamente, no momento em que o governo sofre críticas de diversas entidades médicas por causa da determinação em permitir a entrada de médicos estrangeiros no país. Nesta sexta-feira, inclusive, médicos-residentes fizeram um protesto em Brasília, se dirigindo à Esplanada dos Ministérios em meio a gritos de "Ei, Dilma, vai tratar do SUS". O ato terminou em frente ao Palácio do Planalto.
Bolsa -
A nota divulgada pelo Ministério da Saúde informa que o aumento da bolsa de residência está previsto em uma Portaria Interministerial das pastas da Saúde e da Educação e começará a ser repassado a partir de segunda-feira. "Esse é o maior reajuste já dado aos residentes do país e vai impactar em 133,05 milhões de reais no Orçamento do Governo Federal", diz o texto.
O governo argumenta que a ação faz parte de uma série de medidas que estão sendo adotadas para estimular a formação de especialistas e aumentar o número de médicos no país. Segundo o documento, serão criadas 12.000 novas vagas de residência até 2017, das quais 4.000 já nos próximos dois anos. Além disso, está previsto um incentivo de 100 milhões de reais aos hospitais para expansão da oferta de cursos de residência. "Estamos atendendo a reivindicação dos residentes e criando alternativas para aumentar a qualificação dos profissionais de saúde no país. A nossa meta é ofertar uma vaga de residência para cada médico formado", afirma o ministro Alexandre Padilha, na nota.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
É só repararem nos editais de concursos públicos: qualquer escriturário de meia pataca entra no serviço público ganhando o dobro ou até mais do que o governo está concedendo aos médicos residentes. Não é a toa que tamanha insensibilidade e incompetência tenham arrastado a saúde pública para o abismo em que se encontra.
É impressionante os "critérios" ou a falta deles que o governo petista tem adotado, quando o assunto é serviço público. Primeiro, que os salários dos médicos residentes ainda é insuficiente e destoam completamente das demais carreiras do Estado cuja qualificação e formação sequer chega a um terço do se exige de qualquer profissional de saúde. Segundo, esta "esmola" não é nenhum favor que o governo "bondoso" da senhora Dilma está fazendo; está ainda muito aquém de quem trata da saúde e da vida das pessoas.
Da mesma forma, investimento em saúde pública, que fique claro, não é bondade de governantes, é OBRIGAÇÃO. Que mande embora este monte de comissionados inúteis, que estão pendurados no governo - são mais de 22 mil sem concurso - que há de sobrar recursos suficientes para remunerar com dignidade quem realmente merece pelo serviço que presta ao país.
