O Globo
Recursos federais serão usados em apenas três projetos nas áreas de saúde, educação e mobilidade urbana
RIO — O governo federal poderá ter um gasto adicional de R$ 115 bilhões até 2020 caso atenda às principais demandas de melhorias dos serviços públicos reivindicadas por manifestantes que pararam o país a série de protestos dos últimos dias. Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”, a conta — em valores de 2013 e sem incluir aumento de despesas de municípios e estados —, servirá para bancar pelo menos três projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado nas áreas de transporte urbano, saúde e educação.
Um deles, conforme revela o “Valor Econômico”, é o Plano Nacional de Educação, que amplia o investimento público em educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018 e para 10% do PIB até o fim desta década. Só para atender esse programa, diz o jornal, a União terá de gastar R$ 71 bilhões a mais com educação até 2020.
Na saúde, o custo com as ações teria um aumento em R$ 40 bilhões com dois projetos que têm praticamente o mesmo conteúdo. Ambos preveem que o governo federal aplicará anualmente o montante equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas.
Outro projeto, já aprovado pela Câmara, cria incentivos para o transporte urbano de passageiros. Reduz a zero o PIS/Cofins na aquisição de insumos de transporte e propõe desconto de 75% sobre as tarifas de energia para metrô, trem e trólebus. Esse projeto, afirma o “Valor Econômico”, exigirá renúncia de receita de R$ 3,9 bilhões da União.