Fernando Rodrigues
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um roubo de R$ 100 mil em espécie que estavam na mala de um secretário parlamentar do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O crime ocorreu no último dia 13, por volta das 13h30, e foi revelado pelo jornal Correio Braziliense nesta 5ª feira (4.jul.2013). Wellington Ferreira da Costa, 53 anos, funcionário do gabinete de Alves, trafegava pela avenida L4 Norte, próximo ao Minas Tênis Clube, em Brasília, quando assaltantes fecharam seu veículo, se identificaram como policiais civis, revistaram seu carro e levaram a mala com os R$ 100 mil.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão a Furtos do DF. O diretor da Polícia Civil, Jorge Xavier, afirmou ao jornal que a quantidade de dinheiro envolvido chamou a atenção dos investigadores. Costa não quis comentar o caso nem a origem do dinheiro.
É o segundo caso envolvendo Alves nesta semana. Reportagem de Leandro Colon na Folha desta 4ª feira (3.jul.2013) revelou que Alves usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no último domingo (30.jun.2013). Para isso, ele usou um jato C-99 da FAB.
Na tarde de 4ª feira, Alves devolveu R$ 9.700 aos cofres da União, equivalente ao preço das passagens em avião de carreira para seus familiares. No entanto, levantamento da Folha aponta que o custo estimado do voo oficial é de R$ 158 mil.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Assessor de deputado, trafegando em Brasília, com mala contendo R$ 100 mil, cuja origem precisa ser apurada direitinho, pode até parecer coisa normal para os tempos em que vivemos. Até porque, convenhamos, histórias iguais a essa se repete com uma frequência assustadora. Claro que a polícia deve ir atrás dos ladrões (ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, tem alguma a ver?), mas que o assessor deve explicação sobre a origem e a quem destinava o dinheiro, ah, isto deve! Só não venha com conversa mole do tipo era “herança”, ou “vendi uma fazenda” ou, ainda, “era para comprar boi”. Quem sabe estes mensageiros da boa fortuna resolvam ser mais criativos desta vez, não é mesmo?