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Com agência Reuters
Mês tradicionalmente é de inflação mais baixa. No ano, IPCA acumula alta de 3,18%, de acordo com IBGE
(Luciano Amarante)
Em junho, os preços haviam subido 0,26% e, em julho de 2012, 0,46%
Entre os alimentos, o ex-vilão inflacionário, o tomate, teve a maior queda de preços, de 27,25% em julho, seguido pela cebola (10,90%) e cenoura (-5,04%)
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou 0,03% e ficou praticamente estável em julho, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira.
Em junho, os preços haviam subido 0,26% e, em julho de 2012, 0,46%. Julho é um mês tradicionalmente de baixa inflação: em 2009, 2010 e 2011 o IPCA ficou praticamente estável.
Com o resultado, a inflação acumulado do ano ficou em 3,18% e, em 12 meses, 6,27%, pouco abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%. Em junho, a inflação acumulada no ano foi menor, de 3,15%, mas a de 12 meses estava maior, em 6,70%, estourando a meta.
Analistas esperavam variação negativa de 0,02% no mês passado e alta de 6,23% em 12 meses, segundo a mediana de 18 projeções.
A desaceleração já era esperada. O IPCA-15, considerado prévia da inflação, caiu para 0,07% em julho ante 0,38% no mês anterior. Em julho de 2012, a inflação estava em 0,33%. Com o resultado, o IPCA-15 de 12 meses ficou em 6,40%.
Destaques -
Entre os grupos medidos pelo IBGE, Alimentação e Bebidas continuou desacelerando e, após a taxa de 0,04% de junho, caiu 0,33% em julho, com impacto de – 0,08 ponto percentual no índice cheio. A deflação nos alimentos não ocorria desde julho de 2011. Entre os alimentos, o ex-vilão inflacionário, o tomate, teve a maior queda de preços, de 27,25% em julho, seguido pela cebola (10,90%) e cenoura (-5,04%).
O grupo Transportes, porém, teve a maior deflação de julho (- 0,66%), tendo um impacto de - 0,13 ponto percentual no índice do mês. Esta foi a queda mais intensa no grupo desde junho de 2012 (- 1,18%).
Alimentação, com peso de 24,65%, e Transportes, com peso de 19,15%, responderam, juntos, por 43,80% do indicador deste mês e o maior impacto também no orçamento das famílias.
