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Com Agência EFE
Policiais de fronteira morreram em um conflito na fronteira com o Paquistão
(Fabrice Coffrini/AFP)
Manifestantes exibem bandeira do Irã
As autoridades do Irã enforcaram dezesseis rebeldes neste sábado em represália à morte, na noite desta sexta-feira, de dezessete policiais de fronteira em um conflito armado na cidade de Saravan, no sudeste do país, perto da fronteira com o Paquistão.
"Nesta manhã enforcamos dezesseis rebeldes em resposta ao ato terrorista que realizaram ontem à noite em Saravan", afirmou Mohamad Marzie, procurador-geral da cidade de Sahedan, capital da província do Sistão-Baluchistão, em declarações divulgadas pela agência de notícias Isna.
"Já tínhamos advertido aos rebeldes e aos grupos inimigos do regime que se fizessem qualquer coisa que prejudicasse o povo inocente, os agentes de segurança ou a polícia atuariam da mesma maneira", completou o procurador, segundo a agência iraniana Fars.
Nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque. O grupo armado rebelde sunita Yundula (Exército de Deus), considerado por Teerã uma organização terrorista e que as autoridades iranianas dizem ter desmantelado, atua no Sistão-Baluchistão. Em junho de 2010, as autoridades iranianas prenderam o líder do Yundula, Abdul Malik Rigi, que posteriormente foi julgado e executado.
Além dos rebeldes sunitas, nesta região atuam grupos que se dedicam ao tráfico de armas e drogas procedentes do Afeganistão.
