terça-feira, outubro 29, 2013

Menos de 10% dos médicos inscritos passaram na 1ª etapa do Revalida

André De Souza
O Globo

Os 155 aprovados farão a segunda fase em 30 de novembro e 1º de dezembro

BRASÍLIA - Dos 1.595 médicos formados no exterior que participaram da primeira fase do exame de revalidação do diploma, o Revalida, 155 foram aprovados. Isso representa 9,72% do total. Eles já podem verificar o resultado da prova na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na internet.

A primeira fase, realizada em agosto, teve provas objetiva e discursiva. A segunda fase medirá habilidades clínicas e será realizada em 30 de novembro e 1º de dezembro em Brasília. Os profissionais passarão por simulações de atendimento médico. Para participar da próxima etapa, os aprovados deverão pagar a taxa de inscrição de R$ 300 até a próxima segunda-feira.

O exame é aplicado desde 2011 e sempre teve baixos índices de aprovação. Ao todo, segundo o Inep, 884 médicos formados no exterior passaram pelo Revalida em 2012, dos quais 77, ou 8,7%, foram aprovados. Em 2011, dos 677 inscritos, 65, ou 9,6%, conseguiram revalidar o diploma.

O exame tem a participação de 37 instituições de educação superior públicas. Segundo o Inep, "a avaliação foi criada como uma estratégia de unificação nacional do processo e é referência de utilização de parâmetros igualitários da formação médica no país, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Medicina".

Quem tem o diploma revalidado pode trabalhar em todo o território nacional e não enfrenta as limitações impostas aos profissionais participantes do programa Mais Médicos. Pelo programa, o médico não precisa revalidar o diploma, mas é obrigado a trabalhar no local indicado pelo Ministério da Saúde.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Para o senhor Alexandre Padilha, mais preocupado em marcar território com vistas às eleições de 2014, a saúde da população é o que menos importa. Podemos ficar certos que, de alguma forma vigarista, os reprovados no Revalida, mas que queiram participar do Programa Mais Médicos, terão seus registros chancelados pelo governo federal, mesmo que não estejam aptos ao exercício pleno da medicina. Azar dos pacientes.