Maria Luíza Filgueiras e Thiago Bronzatto
Revista EXAME
Em 12 de junho, a Arena Corinthians vai receber 68 000 pessoas para a abertura da Copa do Mundo, uma festa para a torcida e também para o Corinthians
Friedemann Vogel/Getty Images
Arena Corinthians, o Itaquerão:
até agora, o estádio foi um grande negócio para o clube
São Paulo - No dia 12 de junho, a Arena Corinthians, conhecida como Itaquerão, vai receber 68 000 pessoas para a abertura da Copa do Mundo.
Vai ser uma festa para a torcida e também para o Corinthians.
Até agora, o estádio, que custou 1,2 bilhão de reais, foi um grande negócio para o clube - que não investiu um só centavo na sua construção.
Mas a edição desta quinzena de EXAME mostra um futuro financeiro complicado para o clube.
Do custo total, 420 milhões de reais são incentivos fiscais da prefeitura de São Paulo. O resto é dívida com o banco estatal Caixa Econômica Federal. A conta vai começar a chegar em 2015 - e será salgada.
O Corinthians terá 14 anos para pagar 1,4 bilhão de reais, entre parcelas e juros.
Para viabilizar o estádio, o clube montou um plano de negócios que parte de premissas distantes da realidade brasileira. Prevê, por exemplo, 120 milhões de reais com bilheteria - quando a receita anual do clube com ingressos nunca passou de 35 milhões de reais.
O Milan, um dos dez clubes mais ricos do mundo, ganha 79 milhões de reais ao ano com seus jogos.
Abaixo, o tamanho do problema corintiano.

