quinta-feira, junho 05, 2014

Afinal o PT governa prá quem, prô Brasil é que não é!!!!

Adelson Elias Vasconcellos

Quando se critica a política externa desenvolvida pelos governos petistas, é preciso entender que o partido resolveu inculcar no Estado brasileiro, e não apenas na política externa, sua ideologia de atraso. 

A ignorância não é apenas intelectual, mas principalmente moral.  A começar pelo fato de que Dilma não foi eleita pela “maioria” dos brasileiros, como se costuma dizer. Se teve 53 milhões a favor, houve uma leva de 82 milhões que não votaram na petista. Segundo,  esta investida de ideologias de esquerda no Estado, que sempre  fizeram parte do ideário político do PT, jamais foram expostas pela então candidata em 2010. Portanto, não pediram permissão ao  povo para aparelharem o Estado, tampouco para desqualificarem as instituições democráticas.  

Havia na campanha uma proposta de governo que foi a escolhida. Mas dela, muito pouco se realizou. O que estava oculto à opinião pública, pouco a pouco foi dando as caras, com a desfaçatez de sempre.  (E Gilberto Carvalho, com toda a desfaçatez chama aos outros de “hipócritas”. Deveria olhar no próprio espelho).

Quem viaja o Brasil de norte a sul e acompanha noticiários diariamente, já percebeu a zorra em que se transformou este outrora país do futuro.  A lei e a ordem, por exemplo, foram chutadas para o espaço há muito tempo. Falta ao governo a autoridade necessária para captar a confiança da população que, cansada de promessas vazias e propaganda asquerosamente mentirosa, tem feito da bagunça o seu lazer diário.

Ora, se a zorra total que vivemos já não fosse pouco, se a balbúrdia da economia  do improviso e do mandracarismo não bastassem, aos poucos fomos percebendo que os governos petistas dão muito mais importância em agradar seus parceiros no exterior, do que em investir no bem estar do povo que deveriam cuidar. 

Começou com Lula a patifaria. Quem não se lembra das alianças vergonhosas com o finado Hugo Chavez que, de tão bom, nem prá múmia prestou, culminando na sociedade com a estatal do petróleo venezuelana com a Petrobrás,  para a construção da Refinaria Abreu de Lima, no Pernambuco, quando o finado companheiro enrolou e jamais colocou um tostão na empreitada? Ou,  ainda, com a trapalhada idiota com Manuel Zelaya, que tentou dar um golpe bolivariano em Honduras, foi deposto na forma da lei, e o governo brasileiro se insurgiu contra as leis constitucionais daquele país dando abrigo e logística para um novo e mal sucedido golpe? Ou, também, pela invasão com tropas do exército, promovida por Evo Morales, na Bolívia, em refinarias de propriedade da Petrobrás, além de rasgar contratos firmados entre os dois países para fornecimento do gás boliviano? E, de lambuja, ainda abriu os cofres do BNDES para financiar uma rodovia de primeiro mundo que cruzaria pela região de maior plantação e  produção de coca?  

Também vale registrar a chantagem do presidente paraguaio para a revisão do contrato com a Itaipu. Ou ainda, os sucessivos perdões dados às dívidas de inúmeras nações africanas, não por coincidência todas dominadas por ditaduras sanguinárias. A lista é imensa.

Lula e Dilma resolveram exportar o IPEA para a Venezuela e a EMBRAPA para África, como se o país estivesse nadando em dinheiro. Já a EMBRAPA, por aqui, foi sendo sucateada e aparelhada por companheiros desqualificados e vagabundos. A última tentativa, neste campo, foi a intromissão do governo Dilma, através da estafeta senadora Gleisi Hoffmann, no IBGE. Menos mal que, por ora, a reação vigorosa dos técnicos do IBGE demoveu o governo de interferir no trabalho reconhecidamente isento da instituição, que se manteve independente até durante a ditadura militar.

Mas, claro, petista que se preze, sempre lançará olhares cândidos para a ditadura cubana. E lá se foi o BNDES, de novo, a abrir as arcas para financiar um terminal portuário de primeiro mundo naquela ilha-presídio. Enquanto isso, nossos portos...

Mas faltava criar um meio, com caráter mais ou menos legal, para que o governo petista pudessem financiar os ditadores cubanos. Afinal, Chavez morrera e a Venezuela está falida. Alguém precisava assumir a missão de sustentar a ditadura. Juntando o útil ao agradável, o governo Dilma, para alavancar a candidatura de Alexandre Padilha, outro poste de Lula, ao governo de São Paulo, bolou um programa mirabolante. Nasce então, afrontando toda a legislação trabalhista brasileira, o Programa Mais Médicos, mais especificamente, um pretexto para firmar um contrato com uma tal de “Organização Panamericana”, com intuito de importar médicos cubanos. Eles recebem menos de um terço do que os demais integrantes do programa oriundos de outros países, muito embora o dinheiro pago pelo Brasil seja o mesmo.  Quatorze corajosos cubanos já desistiram do programa e o denunciaram. Tentando justificar a desistência, o ministro da Saúde, com a desfaçatez que o caracteriza, afirmou se tratou de um lote mínimo. Claro, dada as condições com que são “recrutados e contratados” pelo governo cubano, a desistência pode repercutir em perseguição às suas famílias, que estão impedidas de virem para o Brasil junto com os profissionais. 

Ainda durante o governo Lula, criou-se, com a generosidade magnânima do profícuo BNDES, um programa chamado de “campeões nacionais”. Foram bilhões de reais concedidos para alguns poucos empresários espertos crescerem e aparecerem. Um deles, Eike Batista, recebeu, por exemplo, 10 bilhões  de reais para sua empresas de vento e gogó. Sabemos no que deu. Outros selecionados enviaram seus bilhões para erguer filiais no exterior. Ou seja, ao invés de se criar uma política que favorecesse a criação de empresas, ou até a ampliação das existentes,  aqui no Brasil, o governo petista privilegiou a geração de emprego e renda ... no exterior. 

E o que dizer dos pontapés no traseiro que vem sendo desferidos pela Argentina, em sua relação comercial com o Brasil, mudando as regras do jogo ao seu bel prazer, sem sequer comunicar previamente o parceiro? Sem falar que sua presidente tem sido uma opositora ferrenha a um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Comunidade Europeia, que desafogaria as exportações para todos?  Mas qual, este governo petista pensa primeiro em beneficiar a Argentina, mesmo que as ações unilaterais do parceiro prejudiquem as nossas exportações. Ou, ainda, enquanto troca produtos brasileiros por chineses, o Brasil faz o contrário: troca produtos alemães por argentinos, no caso da indústria automobilística.  

Enquanto a indústria brasileira está estagnada há pelo menos dois anos, não se ouviu o lançamento de uma política industrial mínima por parte do governo Dilma. A tal desoneração da folha de pagamento, agora transformada de forma permanente, beneficia alguns setores, não a todos.  Nossa infraestrutura logística e de impostos, associada a insegurança jurídica permanente, conjugada, ainda, a um excesso de intervencionismo bestial,  travam o desenvolvimento do país. Mas a presidente, confessa, que desconhece os motivos do mau humor dos empresários e as razões para o crescimento ridículo durante seu governo. 

Agora, estando para encerrar seu mandato medíocre, vem a informação das negociações de se transferir a indústria farmacêutica brasileira para a ilha-presídio de Cuba, fechando empresas, empregos, jogando no lixo bilhões de trabalho, pesquisa e investimentos ao longo de décadas.

É de se  esperar que alguém, com um mínimo de bom senso e amor ao Brasil, alerte a senhora Rousseff para a sua estupidez. Seria um encerramento de mandato constrangedor de um governo comandado por um partido que sempre bateu no peito  o seu falso nacionalismo.

Assim, se impõe a pergunta fatal: afinal, para quem o PT governa? Para o Brasil, como os fatos acima não desmentem, é que não é.     E olha que não chegamos a falar do tal acordo firmado por Lula, em 2005, na ONU,  a tal Declaração das Nações e Povos Indígenas que, se reconhecida pelo Congresso, fragmentará o território nacional em mais de 230 nações indígenas que se declarariam independentes do Brasil, política e administrativamente. 

Para encerrar, convido o leitor a assistir a entrevista concedida pelo Dr. Ives Gandra Martins ao Jô Soares, alertando o povo brasileiro para o que está em gestação pelo governo petista e que representa um verdadeiro golpe à democracia brasileira. E cada um, em outubro, nas urnas, não nas ruas, deposite sua concordância ou discordância sobre a tentativa autoritária do partido poder.  O país não pode retroceder aos fantasmas do passado, de vinte anos de ditadura militar, para ter outra, mesmo que civil.

Plano do PT atenta contra a nossa democracia