quinta-feira, junho 05, 2014

Protestos contra Copa são o preço da democracia, diz Dilma. ERRADO: é o preço da INCOMPETÊNCIA.

Exame.com
Eduardo Davis, Agência EFE

A presidente afirmou que os protestos contra a Copa do Mundo são o preço da democracia e uma consequência da existência de movimentos sociais ativos

José Cruz/ABr 
Cafu, Dilma Rousseff, Joseph Blatter e Aldo Rebelo: 
"maioria do país não quer violência", disse Dilma

 Brasília - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que os protestos contra a Copa do Mundo são "o preço da democracia" e uma consequência da existência de movimentos sociais "ativos" que se manifestam livremente.

Durante um jantar oferecido no Palácio da Alvorada para um grupo de correspondentes da imprensa estrangeira, entre eles a Agência Efe, a chefe de Estado comentou suas expectativas em relação ao Mundial que começará no próximo dia 12 e reforçou sua convicção de que a grande maioria dos brasileiros "sairá às ruas para festejar", e não para protestar.

"A grande maioria do país não quer violência", garantiu Dilma, que também considerou que algumas das críticas ao evento da Fifa "estão politizadas" e contaminadas pelo clima eleitoral do pleito de outubro, quando concorrerá à reeleição.

No entanto, assegurou que existe no Brasil "uma autonomia do futebol em relação ao processo político" e duvidou que o resultado da Copa possa afetar os ânimos dos eleitores.

Como exemplo, Dilma lembrou que durante o tricampeonato na Copa de 1970, no México, estava presa pela ditadura militar e que, mesmo assim, não deixou de torcer pelo país.

A presidente admitiu que não é possível perceber o mesmo clima festivo de outras Copas nas ruas do país, mas reiterou que acredita que a situação vai mudar assim que a bola rolar nos gramados.

Dilma baseou sua percepção em alguns dados, entre os quais o crescimento de 49% nas vendas de aparelhos de televisão no país durante as últimas semanas.

"A grande maioria dos brasileiros verá o Mundial pela TV, fazendo churrasco e tomando uma cervejinha", afirmou.

Mesmo assim, reiterou que seu governo vai oferecer todas as garantias aos protestos, sempre e quando forem pacíficos e não interromperem o trânsito nas ruas pelas quais os torcedores vão se deslocar até os estádios, pois o Estado deve proteger os direitos de "todos".