Jorge Luiz Rodrigues
O Globo
Filho do vice-presidente da entidade, Humberto Mario Grondona, havia admitido ter vendido a um amigo dois dos ingressos que comprou para a Copa do Mundo
David Leah / MexSport (04/11/2013)
Humberto Grondona admitiu ter repassado ingressos a um amigo:
'Ele os deu a outro amigo. O que fizeram com as entradas, não sei'
RIO - A Fifa descartou punir ou investigar Humberto Mario Grondona, filho do vice-presidente da entidade, Julio Grondona, que havia admitido, em entrevista ao canal por assinatura TyC Sports, ter vendido a um amigo dois dos ingressos que comprou para a Copa do Mundo.
Segundo o diretor de marketing da Fifa, Thierry Weil, Humberto Grondona disse à entidade ter dado as entradas a um membro da família, em vez de tê-las vendido.
O dirigente negou que alguém da Fifa tenha sido interpelado pela polícia ou tenha o nome entre os 141 ingressos apreendidos e apresentados à Fifa pela polícia civil do Rio. O francês também questionou que o argentino Humberto Grondona esteja sendo investigado pela polícia brasileira.
- Se há uma investigação paralela, que me digam para eu abordar o senhor Grondona e seu filho. Todos podem comprar ingressos, ele comprou dez em nome dele, e deu a um membro da família. Se alguém disse que ele vendeu, isso é a mídia que está colocando. Nós já conversamos com ele e há duas versões na imprensa: uma de que vendeu (numa entrevista ao canal argentino TyC) e outra de que ele deu a um membro da família, que foi a que ele nos contou. Eles têm direito a comprar entradas. Se pegam dez, todas sairão no nome dele e naturalmente irão ele e mais nove pessoas. Se ele deu para um amigo e o amigo vendeu para outra pessoa, qualquer um de nós está sujeito a isso - afirmou Weil.
Em entrevista ao canal TyC Sports, Humberto Grondona havia admitido ter vendido as entradas.
— Sou instrutor da Fifa e tenho quatro ingressos para o primeiro jogo, quatro para o segundo, quatro para o terceiro, quatro para as oitavas, quatro para as quartas, dois para a semifinais e dois para a final e comprei todos por mais de US$ 9 mil. Tenha um amigo que é muito conhecido na Argentina e que queria vir (ao Brasil), e vendi a ele alguns ingressos. Ele, por sua vez, deu ingressos a outro amigo. Agora, o que fizeram com as entradas, eu não sei - disse na entrevista ao TyC.
