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Com Agências EFE e France Presse
Separatistas fugiram para cidades vizinhas, como Donetsk e Kramatorsk
(Maxim Zmeyev/Reuters)
Soldados ucranianos inspecionam um tanque destruído
usado por rebeldes pro-Rússia, em Slaviansk na Ucrânia
Sob cerco das forças ucranianas, rebeldes pró-Rússia deixaram na madrugada deste sábado a cidade símbolo do levante, Slaviansk. A debandada foi confirmada pelo ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov. "O serviço de inteligência nos avisou que Guirkin (como é conhecido Igor Strelkov, chefe das milícias da cidade) e a maior parte de seus guerrilheiros fugiram de Slaviansk, deixando em pânico os poucos que ficaram", escreveu Avakov em seu perfil do Facebook. Como prova de que a cidade foi retomada pelas tropas de Kiev, os soldados hastearam a bandeira da Ucrânia – e continuam em busca dos rebeldes.
Segundo o chefe do Estado-Maior ucraniano, Viktor Muzhenko, os guerrilheiros tentaram romper o cerco durante a madrugada, mas foram surpreendidos por disparos dos militares ucranianos. Segundo fontes ouvidas pela imprensa local, os insurgentes que conseguiram escapar rumaram para cidades vizinhas, em particular Kramatorsk e Donetsk.
O prefeito de Slaviansk, Vladimir Pavlenko, indicado pelos rebeldes, confirmou neste sábado à agência France-Presse que os insurgentes saíram da cidade, mas afirmou que as forças ucranianas ainda não chegaram. "Os combatentes (separatistas pró-russos) se foram, e o exército ucraniano ainda não está em Slaviansk. Não há autoridades na cidade", declarou, por telefone. Os combates pelo controle de Slaviansk duraram quase dois meses. Na sexta-feira, as tropas ucranianas tomaram dos separatistas a cidade de Nikolayevka, estratégica para o abastecimento dos milicianos entrincheirados em Slaviansk.
Cessar-fogo –
Neste sábado, uma reunião do chamado grupo de contato, formado por representantes da Ucrânia, Rússia, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e os separatistas, pode decretar novo cessar-fogo no leste da Ucrânia. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, se dispôs a negociar com os rebeldes e a declarar o fim das hostilidades, sob duas condições: a libertação de todos os presos e a tomada do controle da fronteira russo-ucraniana, com a cooperação da Rússia e sob a supervisão da OSCE.
