sábado, agosto 02, 2014

Lei cria regras para convênios com ONGS, que deveriam ser proibidas de usar recursos públicos

Tribuna da Internet
Yara Aquino e Pedro Peduzzi,  Agência Brasil 


O projeto de lei que cria um novo marco regulatório para as organizações não governamentais (ONGs) foi sancionado hoje (31) pela presidenta Dilma Rousseff. A lei estabelece normas para as parcerias voluntárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios com as organizações e estabelece regras para evitar o favorecimento de grupos específicos e a escolha de entidades sem preparo técnico ou estrutura para o cumprimento dos projetos.

Pela proposta, as ONGs terão que participar de processo seletivo (chamada pública) inscrevendo seus projetos para serem selecionados, pondo fim a uma das principais polêmicas referentes às parcerias, a forma de seleção. Terão ainda que cumprir uma série de requisitos para fazer parcerias com os governos. Entre as exigências para firmar os contratos estão: existir há, no mínimo, três anos; ter experiência prévia na realização do objeto do convênio; e ter capacidade técnica e operacional para desenvolver as atividades propostas.

A presidenta Dilma Rousseff disse que a democracia se fortalece quando se abre para a participação social e destacou que a criação de regras claras vai permitir o reconhecimento por parte do Estado da relevância e importância dessas instituições. “A legislação cria um ambiente muito mais adequado para a atuação das organizações da sociedade civil e reconhece nelas parceiras fundamentais do Estado na implementação de políticas em favor dos nossos cidadãos”.

FICHA LIMPA
O novo texto traz também a exigência da ficha limpa tanto para as organizações quanto para os seus dirigentes. Passa a ser lei nacional a determinação de que as organizações e os dirigentes que tenham praticados crimes e outros atos de violação aos princípios e diretrizes ficam impedidos de celebrar novas parcerias. A medida vinha sendo aplicada nas parcerias firmadas pelo Poder Executivo Federal desde 2011.
Além disso, a norma prevê regras mais rígidas no planejamento prévio dos órgãos públicos, no monitoramento e na avaliação, e um sistema de prestação de contas diferenciado por volume de recursos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Tudo isso é muito bonito e comovente, até parece que vai funcionar… A realidade, porém é bem outra, como ficou demonstrado no caso do deputado Rodrigo Bethlem e a ONG espírita (deve ser espírito de porco). E como ficou demonstrado também no caso das ONGs do Ministério do Esporte, num verdadeiro festival do PCdoB. Nada disso interessa. As ONGs deveriam ser proibidas de receber recursos públicos, apenas isso. Seu nome já diz que são não-governamentais. Mas só vivem penduradas nas tetas da viúva. (C.N.)