quinta-feira, outubro 23, 2014

Lula, quem sustenta amante com dinheiro público, não tem moral para condenar ninguém.

Adelson Elias Vasconcellos.

Chega a ser constrangedor o ponto a que é capaz de descer quem já ocupou, por oito anos, a presidência da República, como os ataques bestiais dirigidos por Lula especialmente a Aécio Neves, mas também ao PSDB. Poderia relacionar um número sem fim de motivos para que Lula fosse menos agressivo e mau caráter.Ou até, que refreasse a língua e não mentisse tanto. 

Nesta edição, o leitor tem vários artigos como Os ataques do PT à História, da jornalista  Miriam Leitão, ou o Brasil em 20 anos, do também jornalista Carlos Alberto Sardenberg, ambos publicados para o jornal O Globo, ou ainda, Beto & Paulinho, de J.R.Guzzo, para a Revista VEJA. São textos obrigatórios para quem quer ou recuperar a memória da história recente do país, ou até para conhecê-la sem a manipulação estúpida e grotesca promovida por Lula e Dilma. 

Lula deveria ao menos respeitar não só a história mas, sobretudo, os personagens que ajudaram o país a sair do atoleiro que achava metido no início da década de 90 do século passado. Mas seria esperar até demais para quem construiu sua biografia a partir da difamação sobre terceiros, inclusive sobre companheiros. 

Entendo que podemos destacar, entre tantos, ao menos três momentos  que ilustram bem o baixo nível de moral do ex-presidente. O primeiro foi a acusação que lhe foi feita  por Tuma Junior ao ao apontá-lo delator de companheiros durante a ditadura militar. Seu nome de guerra era Barba. Se a gente fizer uma retrospectiva perceberá que Lula jamais se furtou em fritar companheiros para preservar o próprio pescoço. 

Logo após a edição do livro de seu ex-secretário de justiça. Lula afirmou que o processaria. Passados alguns anos, não sabe de nenhuma iniciativa judicial movida por Lula.  E isto nos leva a crer que as acusações de Tuma Junior eram procedentes. Até porque, dizia ter provas.

Um segundo momento foi o modo traiçoeiro como Lula conseguiu afastar Joaquinzão do comando do sindicato dos metalúrgicos, tomando o seu lugar. Uma série de atos cafajestes, uma coleção infindável de calúnias valeram a Lula o posto tão desejado. Aliás, é o mesmo processo que hoje Lula emprega nas campanhas eleitorais.

Um terceiro, e este mais recente, é o caso da senhora Rosemary Noronha, que foi secretária da Presidência em São Paulo e que viajava ao lado de Lula em voos internacionais gozando de todo os privilégios para alguém bem mais importante do que uma simples secretária, (se que é vocês me entendem...).

Ora, quem traiu os amigos durante a ditadura, traiu amigos para tomar-lhes o lugar no meio sindical, e financia amantes com dinheiro público, tem moral para acusar alguém de alguma coisa? 

Que moral tem Lula para chamar alguém de bêbado, logo ele amigo de bons uísques quando presidente, e que em diferentes ocasiões subiu trôpego de bêbado em palanques eleitorais país afora, mesmo ocupando a presidência do país? 

Que estatura moral tem aquele que comandou a formação de bunkers para a montagem de dossiês falsos contra adversários políticos? Ou, ainda, depois de chamar Sarney de ladrão quanto este foi presidente da república, e ter contribuído diretamente para a deposição de Collor, os teve como aliados da primeira hora? Ou, também, que lixo moral pode ir à Belém do Pará beijar a mão de um Jader Barbalho, notório corrupto que renunciou ao mandato para não ser cassado? Ou, como esquecer  os efusivos abraços e apertos de mão com Paulo Maluff, na residência deste, comemorando a aliança política para eleger Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo?

Quem tem um histórico como este, não tem a menor condição de condenar ou criticar ninguém. 

Portanto, quem mantém amante com dinheiro público na presidência, não tem moral para acusar quem quer que seja de coisa alguma. Quem montou organizações criminosas no seio do poder, desviando e roubando dinheiro público para comprar apoio político, tem que estar preso e calado. Lula é teimosamente  aquilo que sempre foi: mau caráter e lixo moral.  Ao comparar tucanos com nazistas, o ex-presidente deveria estar em frente ao próprio espelho. Lula deveria ser vacinado, com urgência, contra a raiva, antes que acabe mordendo alguém.

Para encerrar: Lula, Aécio Neves não tem culpa de ter tido o pai que você gostaria de ter tido e não teve. Este tipo de ressentimento revela um caráter doentio e preconceituoso.  VÁ SE TRATAR!

TSE proíbe baixarias, mas libera crimes eleitorais 
O Tribunal Superior Eleitoral resolveu tomar um chá de moralidade e determinou o fim da baixaria, muito embora a campanha de Dilma e o ex-presidente Lula continuem liberados para fazerem o que bem entendem, dizerem o que lhes der na telha. Não que se justifiquem, mas baixarias sempre houve e haverá em campanhas políticas. 

Porém, o TSE até agora nada fez e está deixando rolar soltos os diferentes crimes eleitorais cometidos pela campanha de Dilma, com o abuso do poder político mais descarado que já se viu na história do país. E o que tem a dizer o senhor Dias Toffoli a respeito? Até agora, nada. Nem uma palavra, nem uma atitude, nem uma repreensão que fosse para por um freio nos abusos de se infringir uma lei que deveria valer para todos. Porém, ao que parece, para o PT, o senhor Dias Toffoli permite tudo,  até o mais descarado uso de estatais, como Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobrás em favor da candidata governista, além de ministros e toda a estrutura do Estado em favor de um único partido político. 

Para o blog, este estranho comportamento do presidente do TSE não causa nenhuma surpresa. Já havíamos previsto que isto aconteceria. Afinal, e de alguma forma, Dias Toffoli precisa retribuir o presente que lhe foi dado com sua nomeação para o STF. Deixando a campanha de Dilma agir num vale-tudo escandaloso, o favor está sendo pago com juros.

Estelionato eleitoral e pleno desemprego?
Na Folha online desta  quinta feira, ficamos sabendo que o   Governo segura dados que podem afetar a campanha de Dilma, tais como estatísticas sobre educação, desmatamento,  tributos, aumento da desigualdade e até a arrecadação federal. Aí, vem alguém justificar a cretinice dizendo que as decisões de não informar  têm caráter legal. Mas,  por outro lado, o mesmo governo que sonega dados tão importantes, não vê problema legal algum em divulgar pesquisa do IBGE que mostra menor desemprego desde 2002. E, até agora, ninguém conseguiu encontrar na Lei Eleitoral nenhum artigo, inciso ou parágrafo que vede estatísticas sobre o país.

Engraçado: pela mesma pesquisa do IBGE, ficamos sabendo, também, que o  número de pessoas ocupadas, contudo, ficou praticamente estável em 23 milhões. Ora, como a força de trabalho em idade ativa está na casa de 100 milhões de brasileiros, ou mais, é de se perguntar do que vive os outros 67 milhões de desocupados?  Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira, o número de inativos subiu 3,7% em relação a setembro de 2013. Cerca de 690 mil pessoas entraram na inatividade neste período. Nem os analistas dão fé à pesquisa do IBGE.

Pelo sim, pelo não, isto nunca foi “pleno emprego”, e sim,  pleno desemprego.