sábado, maio 09, 2015

Procurador-Geral Janot troca farpas com o advogado de Cunha

Adriano Magalhães
Tribuna da Internet 

Advogado diz que Janot poupa Delcídio e ataca Cunha

Saiu na coluna Radar, editada pelo jornalista Lauro Jardim na revista Veja, uma nota muito especial sobre o embate que travam o atual procurador-geral da República Rodrigo Janot e  o advogado Antonio Fernando de Souza, que ocupou o mesmo cargo no governo de Lula. Vejam que situação interessante e reveladora:

O embate de Rodrigo Janot e Antonio Fernando de Souza
Rodrigo Janot e Antonio Fernando de Souza, o atual e o ex-procurador-geral da República, travaram uma pequena batalhar particular, por meio de ofícios, em torno da Lava-Jato.

O imbróglio começou pelas mãos de Antônio Fernando, que agora advoga para o notório Eduardo Cunha. No recurso em que pediu a Teori Zavascki o arquivamento do inquérito contra Cunha, Antonio Fernando criticou Janot por não ter pedido a abertura de investigação contra Delcídio Amaral.

O ex-PGR o criticou também por achar que o atual PGR não teve com Delcídio “a mesma diligência” que teve com Cunha: listar as doações eleitorais por ele recebidas. Citado por Paulo Roberto Costa como beneficiário de propina, o petista recebeu doações do próprio delator Júlio Camargo e de empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

A resposta de Janot ao seu ex-colega veio esta semana. Ao se dirigir a Teori Zavascki, foi curto e grosso:

– Não cabe à defesa dizer o que deve e o que não deve ser apurado.

COMENTÁRIO
Pois então, Sr. Janot, não cabe à Procuradoria-Geral da República dizer o que a defesa pode e deve falar. Também não cabe à PGR tratar seletivamente fatos permeados por indícios e informações semelhantes. Que todos, inclusive Dilma e Lula sejam investigados, pois foram da mesma forma, citados nominalmente nos depoimentos da Operação Lava Jato!