Da redação
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Até junho deste ano, mais duas versões devem ser apresentadas antes da votação no Conselho Nacional de Educação (CNE)
(Ivan Pacheco/VEJA.com)
A Base Nacional Comum Curricular (BNC) deverá determinar o que deve
ser ensinado em escolas de ensino fundamental e médio de todo o país
O Ministério da Educação (MEC) apresentou nesta terça-feira a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Segundo o governo, as principais falhas da primeira proposta foram preenchidas: a área de português não trazia gramática, e a de história ignorava pontos importantes de conhecimento geral para se concentrar na questão indígena e africana. O documento tem o objetivo de definir o que será ensinado nas escolas brasileiras.
As críticas à primeira proposta foram feitas por professores durante a fase de consulta pública, entre setembro de 2015 e março deste ano. No período, foram enviadas 12,2 milhões de sugestões para as áreas de linguagens, ciências humanas, matemática e ciências da natureza, além de 27.000 pedidos de inclusão de novos objetivos para a educação. Após a segunda versão, serão realizados seminários para que as secretarias estaduais e municipais deem as últimas contribuições. Até junho, a proposta deverá ter mais duas versões antes de seguir para votação no Conselho Nacional de Educação (CNE).
"Jogamos o nível lá embaixo" –
A especialista em política educacional, Paula Louzano, criticou a maneira como está sendo desenvolvida pelo governo a base única de educação básica. Segundo ela, não foram apresentados objetivos claros para o aprendizado e os alunos brasileiros serão menos preparados que os de outros países
Articulação –
A reforma curricular, com disciplinas comuns para toda a educação básica, é uma exigência do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014. A ideia do BNC é que 60% do currículo seja unificado pelo MEC, enquanto o restante seja definido pelos Estados conforme critérios regionais.
