Felipe Moura Brasil 02/06/2016 às 21:23
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É o show dos mimadinhos na comissão do impeachment
Mostrei no post anterior que o advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, e a Bancada da Chupeta bateram seus próprios recordes de esperneio na sessão da comissão do impeachment nesta quinta-feira (2), na qual foi negada a inclusão da delação e das gravações do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, no processo, bem como a proposta de acareação entre Cardozo e a coautora do pedido de impeachment, Janaína Paschoal.
Logo depois que postei, no entanto, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) foram além: retiraram-se revoltadinhos da sessão simplesmente porque a maioria dos senadores do colegiado aprovou um requerimento apresentado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) para que a maior parte dos 86 requerimentos de produção de provas e de escolha de testemunhas apresentados fossem votados em bloco, e não um por um, o que estenderia a sessão noite adentro.
Interessada em procrastiná-la ao máximo, Vanessa protestou aos gritos, deu socos na bancada, levantou-se junto com Lindbergh e Gleisi, e chegou a cutucar o presidente Raimundo Lira (PMDB-PB), que se manteve impassível lendo a decisão.
Cardozo, que acusa o Congresso inteiro de golpe, primeiro se fez cinicamente de ofendido por falarem em “chicanas” da defesa de Dilma para atrasar o processo; e, embora tenha hesitado a se retirar junto com a Bancada da Chupeta, acabou indo atrás dos mimadinhos também, entre ameaças de apelar ao papai Supremo.
Tchau, queridos!*
Após o tumulto, os senadores aprovaram requerimentos exatamente como havia defendido o relator Antonio Anastasia, que propôs inclusive a intimação de Dilma para interrogatório.
Eu já separei a pipoca.
* Atualização: segue o vídeo da reportagem da TV Senado que mostra parcialmente a confusão:

