sexta-feira, março 09, 2018

Informações utilizadas por defesa de Temer estavam em site do STF. E aí, senhor Barroso, não cabe um pedido de desculpas, hein?

O Globo

Barroso afirmou que presidente teve acesso a informações privilegiadas

Ailton de Freitas / Agência O Globo
O presidente Michel Temer participa de reunião com prefeitos no Palácio do Planalto  

No dia 8 de janeiro deste ano o Diário de Justiça Eletrônico (DJE) do Supremo Tribunal Federal (STF) publicou informações que podem ter ajudado a defesa do presidente a identificar uma investigação que tramitava em sigilo contra ele.

Na terça-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, afirmou que os advogados do presidente tiveram acesso a números de procedimentos sigilosos relacionados ao inquérito que investiga suspostas irregularidades no Decreto do Portos — relatado por ele e que tem Temer entre os investigados. Barroso determinou a investigação do vazamento das informações.

Entretanto, na página 34 do DJE, aparecem duas petições 7436 e 7437 classificadas como sigilosas. Ambas petições foram distribuídas a Barroso. Junto aos documentos está um outro número que seria a pista seguida pelos advogados de Temer: 4621.

Esse é o mesmo número do inquérito em que Temer é investigado. O inquérito não está em sigilo, mas petições estão, e não há referência ao nome do presidente no site do STF nessas petições. Então, a associação do número do inquérito às petições liga um processo ao outro.

A defesa do presidente Michel Temer vai informar nesta quarta-feira ao STF que encontrou o número das duas investigações no DJE.