Da redação
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Estados Unidos e outras potências consideram tomar medidas militares contra o ataque de sábado
(Syrian Civil Defense White Helmets/AP)
Imagem divulgada pelos Capacetes Brancos da Defesa Civil Síria,
mostra uma criança sendo resgatada após um ataque de armas
químicas na cidade de Douma, perto de Damasco, na Síria
A Rússia vetou nesta terça-feira uma proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU para criar um novo inquérito investigando responsabilidades por ataques com armas químicas na Síria.
Doze membros do conselho votaram a favor, enquanto a Bolívia se juntou à Rússia na negativa, e a China se absteve. Para ser aprovada, uma resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto de Rússia, China, França, Reino Unidos ou Estados Unidos.
“Esta resolução é o mínimo que o conselho pode fazer para responder ao ataque”, disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, ao conselho antes da votação, referindo-se aos relatos de um ataque venenoso em Duma, na Síria.
(White Helmets/Reuters)
Criança chora enquanto recebe tratamento
após ataque de armas químicas, em Douma, na Síria
Os Estados Unidos e outras potências ocidentais consideram tomar medidas militares contra o ataque de sábado.
A Rússia propôs hoje outras duas resoluções, a primeira para a criação de um mecanismo de investigação diferente, e a segunda para apoiar que especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) analisem o ocorrido em Duma.
A Opaq aceitou participar da análise e “pediu à República Árabe Síria que faça os ajustes necessários para esse deslocamento”, acrescentando que “a equipe se prepara para se deslocar para a Síria em breve”.
A Syrian-American Medical Society (Sams) e a Defesa Civil da Síria, duas organizações não governamentais apoiadas pelos Estados Unidos, asseguraram que pelo menos 42 pessoas morreram no sábado com sintomas de um ataque com substâncias tóxicas.
Nenhuma outra fonte confirmou se tratar de um bombardeio com armamento químico e tanto o governo sírio como a Rússia, aliada do regime do ditador Bashar Assad, negaram o emprego deste tipo de armas em Duma.
(Com agências EFE e Reuters)

