sexta-feira, maio 01, 2020

Saúde pública: o caos começou ontem e sem pandemia!

Comentando a Notícia

Em dezembro de 2013, este blog publicou um texto, da jornalista Ruth de Aquino  cujo título já dava o tom do que se tratava: “O CORREDOR DA MORTE DOS HOSPITAIS”. Fui lembrado deste texto perdido no tempo, por uma leitora do blog com o seguinte e oportuno comentário: “Não é de hoje e nem culpa do corona virus q cidadãos morrem nos corredores dos hospitais, porque não tem leitos para todos”

Naquele tempo, comentamos que “... Faz cerca de seis anos que reproduzimos aqui um artigo de um médico que denunciava o descaso que o então  governo  do senhor Lula tratava a saúde pública do país. De lá para cá, é doloroso constatar que a situação degradou ainda mais.

Em outros textos, publicamos levantamentos que estimavam em cerca de 40 mil leitos que o país havia perdido. E notem: não havia nem epidemias tampouco pandemias, ou crises na saúde da população. Porém, os hospitais, principalmente o sistema do Rio de Janeiro, já mostravam o caos que o Brasil enfrentava. .

Ainda acrescentamos o seguinte: “Também na semana passada, o tal programa federal Mais Médicos, lançado como panaceia para a cura dos males da incompetência do governo em relação à saúde pública, teve um caso insólito. A senhora Rousseff vetou artigo que criava a carreira federal para os médicos brasileiros, numa prova inconteste de que ao governo da Senhora Rousseff não há interesse em resolver o problema da falta de profissionais de saúde na rede pública. “ 

Em 2013 já tínhamos o horror em muitos hospitais da rede pública: pacientes morriam sem atendimento, doentes eram amontoados nos corredores.

Em seu primoroso texto, a jornalista já destacava: “Faltam roupas, remédios, leitos, faltam médicos, anestesistas, enfermeiros. FALTA VERGONHA”. E acrescenta: “No Rio, há 12.500 pacientes à espera de cirurgia em hospitais federais. Alguns esperam há sete anos. Os dados são da semana passada, levantados pela Defensoria Pública da União.”

Sugerimos que os leitores façam uma retrospectiva com a leitura deste texto. Íntegra aqui.

 Hoje, o Brasil paga um alto preço pela desestruturação da saúde pública praticada nos últimos anos. E atenção: que as oposições de hoje, que foram governo neta triste época, não tem o direito de virem à público criticar o governo atual. Foram os governos petistas, de Lula e Dilma que levaram o caos à rede pública. 

As dificuldades que o país vem enfrentando não podem ser justificados apenas pela pandemia. O vírus apenas externa e prova que a desgraça tem sua origem em priscas eras. 

Alguém pode tentar justificar este caos e desestruturação com a velha desculpa da “falta de verbas”. Isto seria o máximo da cretinice. Vejam: o ex-presidente Lula, em seu primeiro mandato, teve à sua disposição cerca de R$ 150 bilhões oriundos da cobrança da CPMF após sua extinção. E, conforme o TCU comprovou, muito pouco destes recursos foram de fato aplicados na saúde. 

Portanto, com um sistema neste estado caótico, seria um verdadeiro milagre se, com a pandemia, o Brasil não viesse sofrer as consequências danosas fruto do desmonte praticado pelo PT na saúde pública. 

Como desgraça pouca é bobagem, quando o país ganhava um verdadeiro e competente ministro da Saúde, que soube com serenidade e eficiência conduzir as medidas e providências iniciais de combate à pandemia, eis que aparece um irresponsável feito Jair Bolsonaro e o demite. O resultado é o que estamos assistindo nas últimos. Aumento vertiginoso do contágio e das mortes e o colapso do sistema de saúde.  

Senhores, sempre é bom lembrar o que nossos governantes fizeram e deixaram de fazer em passado recente. Só que Bolsonaro não precisa piorar o que já está ruim, criando e gerando crises políticas inúteis ao invés de se preocupar em combater o inimigo comum chamado de covid-19.

Conclusão: o desastre instalou-se de vez, e ele começou ontem. A pandemia só acentuou o caos..

Dinheiro para Estados e Municípios – 

Ainda se discute um pacote de socorro aos Estados e Municípios. Trata-se de uma forma de compensação pelas perdas de arrecadação causados pela paralisia da economia provocada pela pandemia. Até aí nada a contestar. De fato, cabe ao governo federal, dado o centralismo excessivo que a União concentra, acudir os entes federados, muitos dos quais já sofriam crises fiscais bem antes da chegada da pandemia ao país; 

A preocupação surge em duas vertentes: de um lado, qual será a contrapartida que governadores e prefeitos irão oferecer para compensar o socorro. A outra ponta, é quem vai fiscalizar a aplicação do dinheiro. Não seria surpresa que parte do dinheiro fosse desviado ou pela corrupção dos maus políticos e gestores, ou pela aplicação em áreas não essenciais e que não guardam relação alguma com o combate à doença e socorro aos infectados, como melhoria na capacitação da rede hospitalar com aumento de ofertas de leitos de enfermaria e leitos de UTI. Fornecimento de EPI para os profissionais de saúde, aquisição de equipamentos e insumo, além de distribuição de máscaras e álcool em gel para toda a população. .