Comentando a Noticia
Sinceramente? Enchi o saco desta histeria e destempero de Jair Bolsonaro. Com o Brasil que se tem, o que menos precisamos é de um governante desequilibrado, bradando feito rebelde infantil contra as instituições, e tentando afrontar, no berro e na bravata, o regime legal, tentando ser o reizinho de merda que não se submete à Constituição ou as regras do estado de direito.
Onde está escrito que liberdade de expressão é salvo conduto para difamação, calúnia e notícias falsas via internet com o propósito de subverter a ordem pública?
Não pense este presidente incompetente e irresponsável que sua costura para um golpe de estado será apoiado pelas Forças Armadas. Não é por entupir de militares o seu governo que Exército, Marinha e Aeronáutica lhe darão guarida para atropelar as leis e provocar uma ruptura institucional. Não vai ter vez.
O incrível é que o presidente quer que valha para ele o que ele não admite para os outros. Cobra que se respeite a liberdade de expressão para os seus militantes, mas se coloca contra qualquer crítica que a imprensa lhe faça. Cobra respeito aos poderes e sua independência, mas agride a autoridade do Judiciário ao fazer cumprir as leis e faz beicinho quando o Congresso desaprova algum de seus projetos e medidas.
O que esta rede de terroristas urbanos fazem e fizeram não foi “liberdade de expressão” coisíssima nenhuma. É ilegal, está escrito que atentar contra a democracia, contra o estado de direito, insurgir-se diante de ordem judicial, requerer a volta do AI-5, pedir intervenção militar, exigir o fechamento do Congresso e do STF é crime, e como tal devem ser tratados. Mais: espalhar maciça informações falsas para gerar terrorismo e instabilidade, ou criar falsos perfis de seus adversários políticos ou meros discordantes de opinião, caluniar estes mesmos adversários, tudo isso está previsto no Código Penal e classificados como ação criminosa. E quando tais ações são protagonizadas em grupos, estamos diante sim de uma organização criminosa.
Num dia, este cachorro louco e histérico parabeniza a Polícia Federal pela operação contra o governador Witzel, do Rio de Janeiro. Noutro, quando esta mesma Polícia Federal cumpre operação para desbaratar a quadrilha de terroristas urbanos alimentados pelo discurso de ódio de Bolsonaro, aí ele berra que é “crime”, que agora “basta”, numa marcante contradição a caracterizar os dois pesos e duas medidas com que ele enxerga o comportamento da própria PFF.
Na verdade, esta operação contra as tais “fake news”, preocupa Bolsonaro pelo fato de que ela é capitaneada e comandada pelo chamado “gabinete de ódio” onde atuam ativamente seus dois filhos, Carlos e Eduardo. Quando quis interferir no comando da Polícia Federal e superintendência do Rio, sua preocupação era ocultar os crimes do outro filho, Flávio.
Não pensem que este esperneio todo do presidente é para defender o interesse público. Ali, o que vinga é o interesse familiar, o país que se dane.
Ou não é justamente isto que vemos ao longo desta pandemia que já matou mais de 25 mil brasileiros? Qual foi o dia (ou noite) que este desequilibrado ocupou cadeia de rádio e televisão para levar uma palavra de solidariedade às famílias das vítimas e encorajamento aquelas que tem entes queridos penando em hospitais? Ou qual foi a vez que este estúpido chamou para si o comando no combate à pandemia? Pelo contrário: sabotou o quanto pode as ações restritiva, quis obrigar o Ministério da Saúde a ministrar um medicamento sem eficácia e já abandonado pela Organização Mundial da Saúde. Ou ainda, quando a China rasgava contratos de compras de insumos e equipamentos, deixando de entregar compras acertadas e pagas, quando foi que ele pegou o telefone ou ordenou seu ministro de relações exteriores que mantivesse contato com autoridades chinesas?
Desde o começo, abandonou sua responsabilidade, brigando com prefeitos e governadores por estes se preocuparam em salvar vidas e assistir aos doentes infectados. E quanto ao colapso da saúde pública? Bolsonaro sequer levanta um dedo para abastecer o que não falta em vagas ou equipamentos e insumos para o atendimento. É como se ele vivesse num país sem pandemia. Já convivemos com a pandemia a três longos e penosos meses, e o governo ainda desenha plano de socorro para empresas e pessoas. Os que já lançou, não atendem nem as necessidades tampouco as características dos agentes econômico brasileiros.
Nas últimas semanas Bolsonaro vem insistindo na reabertura da economia, muito embora este blog já mostrou que são muitos os setores desta economia que não pararam. Contudo, cadê um plano de ação para que esta abertura se faça com critérios técnicos com o objetivo de evitar uma segunda onda? Simplesmente, o presidente quer uma abertura radical, a moda diabo, sem observância até do que países que flexibilizam, na Europa, as regras de isolamento, estão adotando. E mesmo assim, conforme também já noticiamos, muitos destes países tiveram de retornar ao isolamento pelo retorno da infestação.
O fato de Bolsonaro contar com que aquela meia dúzia de gatos pingados que se concentram no chiqueirinho montado na saída do Palácio Alvorada, não significa droga nenhuma. Eles até são povo, mas não representam o povo brasileiro, que sofre nas portas dos hospitais em busca de vaga para atendimento, ou aqueles que sequer podem se despedir humanamente de seus entes queridos falecidos ou, também por aqueles milhares de brasileiros que sofrem em intermináveis para receberem na Caixa a esmola do tal auxílio emergencial que, são 10 milhões ainda não há luz no final do túnel. Qual atitude de Bolsonaro, ou mesmo sentimento de indignação contra os mais de 160 mil vigaristas de fraudaram o sistema e, sem se enquadrarem nas regras, pegaram um dinheiro que não tinham direito.
Ah, mas o reizinho de merda acha que por ser presidente, ele pode mandar em tudo, sem limites, sem se submeter às leis e à Constituição que, ao assumir ele jurou cumprir.
E por falar em cumprir, custo a crer que Bolsonaro tenha algum dia sido militar. Ao afirmar que ordens absurdas não devem ser cumpridas esqueceu-se do que reza o manual do bom soldado. Na vida militar, não interessa se você concorda ou não com a ordem de um superior. Cumpra e não discuta.. Aliás, parece que Bolsonaro foi mandado embora justamente por não querer se submeter. Agora, repete o mesmo papel patético de anos atrás.
As palavras odiosas e as atitudes destrambelhadas do presidente parece indicar que ele vive num outro país que não o Brasil, num país sem pandemias, sem desigualdades, sem carências de serviços.
O certo, é que todo este berreiro histérico, desequilibrado, destemperado, que não cabe numa figura pública quanto mais quando esta figura é o Presidente da República, não passa de bravata de um tresloucado. Não há espaço, não instituição no país que permite que se pense ou se cogite em algum tipo de golpe institucional, do tipo proclamado por um imbecil tipo Eduardo Bolsonaro. Tem quando seu vigarista político. A não ser o rebanho ou manada de ignorantes e analfabetos de prostituto políticos que cercam você e sua família, não se espere um levante popular para derrubar nossa democracia, que vocês tanto desprezam e desrespeitam. Não pode falar em patriotismo grupelhos que promovem manifestações nas ruas exibindo bandeiras de Israel e dos Estados Unidos. Eis aí mais um quadro da ignorância destes famintos de ditadura.
Democracia exige limites, seja para qualquer cidadão, inclua-se o Presidente da República, que deve atuar pelo exemplo, coisa que ele trata com total descaso.. .
Você quer ditadura, Bolsonaro? Você quer totalitarismo, Bolsonaro? Você quer subverter a ordem pública, rasgar a Constituição, romper a institucionalidade? Desculpe, não vai dar, não vai passar, não vai vingar. Mais fácil é o Brasil mandar você prá casa, se livrar da tua estupidez, do teu descontrole,, do teu comportamento distante do decoro que lustram e ilustram a instituição da presidência. Você, Bolsonaro, não passa de um cachorro louco, latindo desesperado por um pedaço de osso. Você, Jair Messias Bolsonaro, ainda é presidente, sim, mas não tem todo o poder que imagina ter, muito o apoio popular que você ambiciona ter. Quer entrar para história? Pare de latir.
Eles também apoiaram a ditadura –
No Painel da Folha, vem a informação de que a maioria dos empresários apoiam Bolsonaro. Isto não surpreende. Também na ditadura, os generais presidentes foram amplamente apoiados pela classe empresarial.
É a sociedade quem dá seu grito de “Basta” –
É ótimo saber que movimentos da sociedade, em vários estados, começam a se opor as manifestações, discursos e ameaças de ruptura institucional. Significa dizer que o “povo” que apoia Bolsonaro não passa de algumas poucas dezenas de imbecis, fascistas por excelência a exemplo do “mito”, que sequer viveram a ditadura militar Quando nasceram, o Brasil já tinha se tornado democrático. Ficou difícil a tentativa de golpe. É bom esta gente aprender uma coisa: em ditadura militar, eles não teriam a liberdade de ir às ruas pedir o fechamento do Congresso, do STF, bater na imprensa. Eles simplesmente não teriam a liberdade de se manifestar. Chega a ser triste a ignorância desta turma.
