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Gilmar disse que papel de Bolsonaro foi “vergonhoso e ridículo”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse neste domingo, dia 14, que é crime invadir hospitais, assim como estimular as invasões. A declaração foi feita em uma rede social.
“Invadir hospitais é crime – estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente. É vergonhoso – para não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, escreveu o ministro.
RECADO –
Embora não tenha citado o nome de Jair Bolsonaro, a mensagem foi um recado direto ao presidente. Em uma live na última quinta-feira, 11, Bolsonaro pediu aos apoiadores que entrassem em hospitais públicos e filmassem os espaços destinados ao atendimento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus para mostrar a real dimensão da pandemia no país
“Seria bom você fazer na ponta da linha, se tem um hospital de campanha perto de você, se tem um hospital público arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tem feito isso, mas mais gente tem que fazer pra mostrar se os leitos estão ocupados ou não”, disse o presidente.
Na esteira das declarações de Bolsonaro, seis pessoas invadiram, na sexta-feira, 12, o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência para o tratamento da Covid-19 no Rio de Janeiro. Segundo relatos de profissionais ao jornal O GLOBO, eles exigiam checar se os leitos estavam mesmo ocupados ou não.
BRIGA PELO TWITTER –
A mensagem do magistrado, publicada no Twitter, provocou reação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do do presidente. Na mesma rede social, embora sem citar nominalmente Gilmar, ele se referiu ao ministro como “bandido ou um doente mental”.
“Só um bandido ou um doente mental para minimamente crer que o Presidente incentivou invasão a hospitais ao invés de entender que o citado foi para que cidadãos cumpram seu direito de fiscalizar os gastos públicos!” – postou o vereador carioca Carlos Bolsonaro, que mora em Brasília.
Gilmar Mendes preferiu não responder.
