terça-feira, junho 01, 2021

NEM QUARTEL, NEM HOSPÍCIO.

 Comentando a Notícia

O Brasil nem é um quartel muito menos um imenso hospício. Basta de perturbados morais e mentais a desgovernarem o país.

Matéria de capa da Revista ISTOÉ, semana passada, tem o oportuno título de “Gestão insana”, sobre o modo maluco com que Jair Bolsonaro conduz seu governo e tenta, a qualquer custo,, impor políticas públicas destrutivas. 

Se atentarmos o olhar crítico, sem paixões ou ideologias, sobre estes dois anos e meio de mandato presidencial, quase não sobra um único ministério, onde a sanha destrutiva de políticas e valores, permanecem em pé. Analistas, salvam desta selva de malucos, apenas um ministério da incompetência e da insanidade, o do senhor Tarcísio. Nos demais, a boiada vai passando, desmantelando o que sobrara de bom de governos anteriores. 

Educação, saúde, saneamento, segurança e transportes públicos, relações exteriores, meio ambiente, pesquisa e tecnologia, áreas indispensáveis para alavancar o país, estão sendo enterradas por um projeto autoritário que não mede escrúpulos, não respeita a verdade, negaceia a ciência, ameaça adversários, oposicionistas, artistas, imprensa em geral. Basta que uma voz dentre estes todos levante a mínima crítica contra palavras e ações do senhor Bolsonaro & Famiglia, e logo será espezinhado nas redes sociais, quando não caluniado e ofendido. 

O tal gabinete do ódio instalado no Palácio do Planalto lembra vagamente o bunker petista comandado por José Dirceu.  Só que em doses bem mais aterradoras. Qualquer servidor público, ou instância de governo que denunciar ou até mesmo criticar o modo psicótico de comando presidencial, ou aos seus ministros mais chegados ou até, e principalmente, um de seus filhos desmiolados,   e será expulso do paraíso e, se for algum órgão de controle federal, este corre o risco de ser esvaziado quando não extinto.

Não se trata apenas de um governo insano, mas desequilibrado, regido pela ignorância e pela mentira, pela desfaçatez e destempero. Bom senso é algo que ali não existe. Respeito aos contrários, então, é coisa de maricas. 

E a gente pensava que, depois de 13 anos de PT, o Brasil já tinha passado pelo pior dos mundos. Como estávamos enganados! E foi o clima anti-PT que levou este doidivanas ao poder (além da facada do Adélio!). Entre o ruim de antes, ficamos com o pior de depois! 

Para 2022, falava-se muito em polarização entre Lula e Bolsonaro! Que Deus tenha piedade do Brasil. Ninguém merece.

Será não existe mais ninguém, com um mínimo de equilíbrio, bom senso, competência sanidade que tenha lá um projeto virtuoso de país para nos governar afora estas duas coisas? Mais do que nunca precisamos de uma terceira via, decente, honesta, que restitua o Brasil à civilidade!

E, acreditem, se procurarmos bem esta terceira via, e não é Ciro Gomes, ela está mais perto do que se imagina. Quem um dia, meses antes da eleição, imaginava  um Fernando Henrique presidente? E, no entanto, foi sob seu comando, que o Brasil avançou em todas as áreas, modernizou-se, e a tal ponto que Lula se beneficiaria imensamente dos frutos que colheu dos oito anos de FHC. E ali foi quando tivermos o período em que se implantou o último projeto de país. Lula dirigiu outro projeto, de poder, alimentando e instalando o maior esquema de corrupção de nossa história. Dilma não conta. Sua mediocridade produziu a nossa maior recessão. Temer, ao menos trouxe racionalidade às contas públicas, lubrificando o caminho que, se Bolsonaro tivesse seguido, viveríamos tempos melhores.   Muito melhores. 

Bolsonaro governa o Brasil como se fosse um imenso quartel tendo ele como o comandante supremo e imperial. Quer que todos os brasileiros engulam suas ideias aparvalhadas e que ninguém discuta sua autoridade máxima. Quer que todos lhe batam continência de modo servil tanto quanto patético. Esquece a Constituição, esquece o direito sagrado de dissentir, esquece que o poder é distribuído e repartido, esquece que ele não pode tudo, nem mesmo ser único senhor de todas as verdades. Esquece os princípios mais elementares de um  país democrático (que, aliás, ele sonha em extinguir).

Bolsonaro precisa ser contido em 2022. Quando o estúpido chega ao ponto de declarar que nem Deus o tira do poder, a insanidade deste maluco está plenamente comprovada. Bolsonaro foi apenas eleito presidente do Brasil e por um mandato de quatro anos. Ninguém lhe conferiu escritura de posse do país. Sequer cumpriu 10% do que prometeu em campanha. A economia liberal e o combate à corrupção simplesmente ficaram pelo caminho e sabotadas pelo próprio presidente.  

Reparem no seguinte detalhe: uma presidência que tem sob seu comando, mais de 20 ministérios, quantos podemos apontar como de excelência, afora o do ministro Tarcísio? Triste, não é? 

O Brasil nem é um quartel muito menos um imenso hospício. Basta de perturbados morais e mentais a desgovernarem o país.