terça-feira, janeiro 11, 2022

Ministro Rogério Marinho está esperando passar as chuvas para voltar das férias?

 COMENTANDO A NOTÍCIA

 

No dia 06/01, o blog informou que o senhor Rogério Marinho, responsável (?) pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, principal órgão federal para atender os estados da Bahia e Minas Gerais pelas tragédias provocadas pelas intensas chuvas neste início de verão, achou que estava tudo bem e decidiu tirar quase um mês de férias.

Passadas duas semanas do início do ócio ministerial, o país assiste a tragédia se expandir para os estados de Goiás, Tocantins e parte do Rio de Janeiro e se intensificar ainda mais na Bahia e Minas. 

 Não se vê por parte do Planalto nenhuma movimentação ou mesmo alguma ação solidária do governo federal para minimizar os sofrimentos e padecimentos de milhares de brasileiros atingidos pelas cheias.

   

 Parece que, a exemplo do senhor Marinho, o Planalto espera passar a temporada de chuvas para cuidar de outros afazeres que, no caso de Bolsonaro, é um só: intensificar sua campanha pró-reeleição. 

 Trata-se de um completo descaso para com a população destes estados. É como se eles tivessem sido varridos do mapa, todos sendo tratados com desprezo e abandono. As imagens exibidas pelos telejornais são dolorosas. Algumas vão reproduzidas aqui. 

 Famílias inteiras estão perdendo tudo o que conseguiram adquirir ao longo de uma vida inteira em questão de horas ou minutos. Empresas estão vendo seus produtos esfacelarem-se sem poder de reação. Se na pandemia os pequenos negócios já sofreram o pão que o diabo amassou, com as enchentes nem o pão amassado está sobrando.

 

 

 Diante da campanha criminosa de Bolsonaro contra a vacinação da população, não importa se de adultos ou mesmo infantil, agora associada à sua completa omissão, a sensação que se tem é de um país largado à própria sorte. O conjunto de fatores negativos que já era enorme, agora com as tragédias que as chuvas estão causando, vai se tornar ainda maior. É desesperador.

 

 

 Menos mal que em outubro deste ano, os brasileiros poderão dar um chute no traseiro de Bolsonaro e sua gangue e varrê-los prá fora da vida pública. São exterminadores compulsivos: tudo que eles tocam se destrói, sejam instituições, saúde, economia, costumes, segurança pública, meio ambiente. Com as quebras agrícolas que teremos seja pela seca nos estados do sul, seja pelo excesso de chuvas no sudeste, a única atividade que nos sustentava, o agronegócio, sofrerá um enorme baque. E com a consequência de manter os produtos primários elevados. 

 A gente pensava antes de Bolsonaro tornar-se presidente, que ninguém conseguiria superar a mediocridade do período Dilma Rousseff. Estávamos todos enganados. O atual presidente está disparado na liderança do concurso de pior presidente da república. E a tal ponto que está conseguindo ressuscitar a esquerda brasileira que parecia morta e sepultada antes dele.

   

 Tivesse Bolsonaro um pingo de “pátria amada” em seu coração, determinava a imediata volta de Rogério Marinho de suas estúpidas ferias, para cuidar dos danos que as chuvas tem causado no centro-sul do país. Ou mesmo, se o tal ministro tivesse um pingo de responsabilidade, e se preocupasse menos com sua campanha eleitoral e em gastar parte dos recursos do tal orçamento secreto, ele mesmo tomava a iniciativa do retorno. Seria um sinal de respeito para com a população. E isto, como se vê, dele não se pode contar. 

 Mas esperar desta gente atos de responsabilidade, de vergonha na cara, de comprometimento com o país já seria pedir demais. Até porque falta pouco para eles acabarem com a única tábua de salvação que nos resta: a esperança. E que tal fazer uma visita de cortesia aos estados atingidos pelas cheias? Se bancar as viagens com cartão corporativo, garantimos que o TCU não irá reclamar.

 A resposta da ANVISA e a reação leviana do presidente

 Bolsonaro foi questionado, em entrevista nesta segunda feira, sobre a carta do presidente da ANVISA, Dr. Barra Torres, em resposta as suas declarações da semana passada. Iniciou se dizendo surpreso com o tom agressivo. Ora, mesmo debaixo de sua baixa formação intelectual, Bolsonao deve ter apreendido a famosa lei da física de que toda a ação provoca uma reação igual em sentido oposto.

Ele acha o quê, ao insinuar interesses escusos da ANVISA na aprovação da vacina infantil, que se tratava de algum carinho? Ao chamar os técnicos da ANVISA de “tarados” ele os estava elogiando? Agressivo, senhor Presidente, e mais do que isso, leviano também, foi sua manifestação irresponsável a técnicos qualificados que nada mais fazem do que cumprirem fielmente seu dever profissional em favor da saúde dos brasileiros. Eis aí, prezado senhor, a missão principal, o foco laboral daqueles homens e mulheres. 

 E, não satisfeito com sua reação despropositada e indelicada, grosseira até, terminou por afirmar que, com certeza, há alguma de muito errado na agência. Não seja irresponsável, delinquente, moleque: se sabe de alguma “coisa de muito errada” tenha a dignidade e hombridade de apontar qual. Do contrário, FIQUE QUIETO. 

 A verdade é que Bolsonro não está acostumado a ser peitado. Acha que por ser presidente o cargo lhe dá direito de agredir, atacar, ofender, acusar, caluniar, mentir, e todo mundo tem que ajoelhar no milho e não reagir. Porém, a reação do presidente da ANVISA mostrou a Bolsonaro que tem quem sabe defender sua honra e pode reagir com a mesma agressividade que ele está acostumado a tratar quem o contraria. A diferença entre um e outro é que Barra Torres não agrediu, não ofendeu, não caluniou. Foi cortês em sua reação lançando um desafio ao presidente que acabou fugindo da raia. 

 Bolsonaro versus Mirian Leitão: 

O presidente resolveu rebater comentário feito pela jornalista Mirian Leitão, do jornal O Globo, acerca de redes sociais. Bolsonaro “recomendou” que Mirian “trabalhasse melhor”. Bem, ela pelo menos TRABALHA, e o mesmo não se pode dizer do presidente.E seu salário não sai dos cofres públicos...