quarta-feira, abril 06, 2022

Não é só o veto à lei Paulo Gustavo. Audiovisual sofre até com detalhes

 Josette Goulart 

Veja online

Produtoras reclamam que BRDE, que administra fundo que libera os recursos para o setor, dificulta processos ao não aceitar assinatura digital

 /VEJASP 

Ator Paulo Gustavo morreu em consequência da Covid e

 lei de incentivo à cultura foi batizada com seu nome. /

O presidente Jair Bolsonaro vetou nesta quarta-feira, 06, a lei Paulo Gustavo que destinaria 3,8 bilhões de reais para o setor cultural. Cerca de 2,7 bilhões só para o audiovisual. A dificuldade de financiamento do setor cresceu exponencialmente desde o início deste governo. E mesmo quando conseguem o dinheiro para seus projetos, as produtoras de audiovisual enfrentam um périplo no BRDE para conseguir liberar os recursos do fundo destinado ao setor. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul é quem administra o fundo, ligado à Ancine.

Mauro Garcia, presidente da Brasil Audiovisual Independente, diz que diversos associados há meses reclamam que o BRDE simplesmente não aceita assinatura digital fazendo com que os projetos tenham que percorrer o Brasil pelos Correios para chegar ao banco que atua no sul do país. Muitas vezes o papel precisa parar por vários estados para coletar diferentes assinaturas fazendo o processo demorar mais de mês. O BRDE, que ganha uma taxa de administração polpuda para administrar o fundo, garante que faz tudo digital, mas esta não é a realidade de quem bate na porta do banco e as reclamações se multiplicam. As produtoras, no entanto, preferem não aparecer com medo de sofrerem  algum tipo de boicote.