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Carla Kreefft
Do Estado de Minas
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Intensificar a campanha junto aos prefeitos mineiros é a forma que a campanha do candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, escolheu para combater a atuação dos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. O coordenador da campanha tucana no estado, o ex-ministro da Casa Civil Henrique Hargreaves, garante que tem recebido reclamações de prefeitos, que se dizem constrangidos, com a abordagem dos representantes do governo federal.
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“Ao que parece quem está nas campanha não são as pessoas dos ministros, mas o governo federal. Eu não vi, mas os prefeitos me dizem que são abordados de forma agressiva. Além do constrangimento, eles (os ministros) usam o nome de Aécio Neves, afirmando que o melhor para o governador é Lula”, declarou Hargreaves, que fez questão de lembrar que os ministros não foram exonerados para fazer campanha.
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O coordenador da campanha de Alckmin também levantou dúvidas sobre a realização de campanha fora do horário de trabalho. “Ministro é cargo de confiança, dedicação por tempo integral. Ai eu pergunto, qual é o horário de expediente de ministro e quando ele pode fazer campanha?”, indagou o ex-ministro do governo Itamar Franco.
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Na avaliação de Hargreaves, Minas Gerais tem papel decisivo na eleição e por isso o PT está investindo muito no estado. Ele assegurou, entretanto, que a presença dos ministros não vai provocar mudança de estratégia da campanha mineira: “Vamos continuar fazendo , o que já estávamos. Estamos visitando as cidades, realizando reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças e mostrando o programa de Geraldo, que tem atenção e uma preocupação grande com os municípios. Sem pressões e com muito respeito”.
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Na segunda-feira, a coordenações regional e nacional devem definir a agenda de campanha. Hargreaves disse que Alckmin já informou que visitará Minas quantas vezes for necessário, de acordo com a avaliação da coordenação. A intenção é que pelo menos mais três ou quatro visitas ao estado sejam realizadas pelo candidato tucano. Em todas elas, o governador Aécio Neves e o ex-presidente Itamar Franco vão estar presentes. “Agora é só uma questão de compatibilizar agendas”, frisou o ex- ministro.
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O presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de Mariana, Celso Cota (PMDB), explicou ontem que está trabalhando para a campanha de Alckmin com cerca de 400 dos 853 prefeitos mineiros. Segundo ele, somente os prefeitos petistas e os que já declararam publicamente o apoio a Lula não estão sendo procurados. Ele acredita que 65% dos 400 prefeitos já estejam engajados na candidatura tucana, inclusive peemedebistas.
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“Não estamos encontrando dificuldades. Os prefeitos estão atendendo ao pedido do governador. Eles sabem que a eleição de Geraldo Alckmin representa o fortalecimento de Aécio Neves. Temos como ponto favorável a grande preocupação do nosso candidato com as questões municipalistas, como o aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, frisou. Para Celso Cota, os prefeitos do PMDB estão respondendo bem ao chamamento do governador. Ele lembrou dos 142 prefeitos do partido, 137 apoiaram Aécio Neves em detrimento da candidatura do petista Nilmário Miranda. “Grande parte desse total agora é Alckmin”, afirmou Cota.
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Está parado
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Por Lauro Jardim, no Radar
Publicado na Revista Veja
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Está parado
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Por Lauro Jardim, no Radar
Publicado na Revista Veja
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De um assessor do presidente Lula, na quarta-feira passada: "Está tudo parado, ninguém trabalha, nada acontece neste Palácio. Só se pensa em eleição".
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COMENTANDO A NOTICIA: Em 2002, nem no primeiro muito menos no segundo turno, não se viu um só ministro de FHC em palanque. Inclusive o candidato tucano à época, o hoje eleito governador de São Paulo José Serra, várias vezes, mesmo que veladamente, criticou FHC por falta de apoio à sua candidatura.
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COMENTANDO A NOTICIA: Em 2002, nem no primeiro muito menos no segundo turno, não se viu um só ministro de FHC em palanque. Inclusive o candidato tucano à época, o hoje eleito governador de São Paulo José Serra, várias vezes, mesmo que veladamente, criticou FHC por falta de apoio à sua candidatura.
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Nesta eleição, não apenas vemos ministros, aliás, todos os ministros em campanha e em palanques. A promiscuidade do governo Lula para sua reeleição bateu todo e qualquer recorde de imoralidade e indecência, e tudo sob o beneplácito do TSE. Não bastasse a máquina pública despudoradamente envolvida em campanha, os pacotes de bondades praticadas com dinheiro público, não têm limites.
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Por tal razão, além de outros crimes eleitorais praticados por Lula, e neste caso basta citarmos o dossiê fajuto e a origem até aqui nebulosa do dinheiro empregado, além das famosas cartilhas, fazem de Lula um presidente que, se reeleito, não terá legitimidade nenhuma. Voto comprado com desonra e ilegalidade, não legitima seu mandato. Até pelo contrário. Lula, ao descer o nível de corrupção ao patamar mais baixo da história política brasileira, mostra que realmente ao PT o interesse do país está em segundo plano. Sempre o poder, ou melhor, a manutenção do poder em suas mãos, será a prioridade máxima desta quadrilha de salafrários que se adonou do Estado e que não mede esforços para, a qualquer preço, colocar-se acima da lei.
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Se o TSE decidir-se por cumprir a legislação em vigor, e resolver não diplomar Lula como presidente eleito, nada há que se dizer ou afirmar como ‘ação golpista”. Apenas para lembrar: Lula e o PT não sossegaram enquanto não tiraram Collor do poder. Collor houvera sido eleito com absolutamente legitimidade pelo voto do povo brasileiro. Do mesmo modo, o PT no mandato de FHC passou o tempo todo cantando a pedra do “Fora FHC”. Por justiça se diga que o primeiro a manifestar-se neste sentido foi Tarso Genro e não Lula. Portanto, se a justiça, através do TSE, entender que Lula transgrediu a lei deve julgá-lo e condená-lo. A regra que vale para um vale para todos. A lei em vigor é para proteger a sociedade, e não usá-la é acobertar o crime e instalar o caos.