Por Reinaldo Azevedo
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Lula gosta de ser inaugural. Tem especial paixão por colecionar ineditismos. A partir de agora, já pode dizer: nunca antes “Estepaiz” exportou tanto capital — vale dizer: nunca antes as empresas “destepaiz” investiram US$ 22,8 bilhões no exterior (marca atingida entre janeiro e outubro). Glórias da globalização, poderíamos comemorar. Olha o Brasil fazendo bonito lá fora! É verdade. Tudo iria bem se a pista que corre na outra mão estivesse demonstrando igual vigor. Mas não. No mesmo período, o país recebeu apenas US$ 13,6 bilhões de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Ainda que o IED chegue aos estimados US$ 18 bilhões, que é a expectativa oficial, o saldo será negativo. Pela primeira vez na história.
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Um país emergente que investe no exterior mais do que recebe investimentos está fadado ao fracasso. Ainda que se possa exaltar a competência de alguns setores de ponta da economia brasileira, é óbvio que o real valorizado desestimula a entrada de investimentos produtivos e leva as empresas brasileiras a procurar mercados mais atraentes. Reitero: não há nada de errado em buscar oportunidades de negócios mundo afora. O problema não está nos dólares que saem, mas naqueles que não entram; não está no quanto as empresas brasileiras investem no mundo, mas no quanto o mundo deixa de investir no Brasil.
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Lula vive se orgulhando de nossas reservas. Muito bem. Ele sabe que parte disso se deve ao superávit da balança, e outra, à política de juros, que atrai o capital não produtivo. No caso da balança, continuamos a nos beneficiar da fantástica expansão da China, grande compradora de commodities no Brasil. Mas também nesse caso já começamos a perceber os efeitos do sacrossanto modelo brasileiro, “imexível”, como diria Rogério Magri. A China continua a comprar a nossa soja, mas está nos vendendo manufaturados, concorrendo com a indústria brasileira, que ou quebra ou desemprega. O Brasil já está gerando empregos para... chineses. E nem pode recorrer a mecanismos multilaterais para acusar dumping. Afinal, reconhecemos aquele país como "economia de mercado".
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O Apedeuta está sucateando o Brasil. Lenta e paulatinamente. Se olhamos para o Oeste, topamos com a América Latina populista (exceção feita ao Chile). Se olhamos para Leste, damos de cara com a África. Nunca antes "nestepaiz"...
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Lula gosta de ser inaugural. Tem especial paixão por colecionar ineditismos. A partir de agora, já pode dizer: nunca antes “Estepaiz” exportou tanto capital — vale dizer: nunca antes as empresas “destepaiz” investiram US$ 22,8 bilhões no exterior (marca atingida entre janeiro e outubro). Glórias da globalização, poderíamos comemorar. Olha o Brasil fazendo bonito lá fora! É verdade. Tudo iria bem se a pista que corre na outra mão estivesse demonstrando igual vigor. Mas não. No mesmo período, o país recebeu apenas US$ 13,6 bilhões de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Ainda que o IED chegue aos estimados US$ 18 bilhões, que é a expectativa oficial, o saldo será negativo. Pela primeira vez na história.
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Um país emergente que investe no exterior mais do que recebe investimentos está fadado ao fracasso. Ainda que se possa exaltar a competência de alguns setores de ponta da economia brasileira, é óbvio que o real valorizado desestimula a entrada de investimentos produtivos e leva as empresas brasileiras a procurar mercados mais atraentes. Reitero: não há nada de errado em buscar oportunidades de negócios mundo afora. O problema não está nos dólares que saem, mas naqueles que não entram; não está no quanto as empresas brasileiras investem no mundo, mas no quanto o mundo deixa de investir no Brasil.
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Lula vive se orgulhando de nossas reservas. Muito bem. Ele sabe que parte disso se deve ao superávit da balança, e outra, à política de juros, que atrai o capital não produtivo. No caso da balança, continuamos a nos beneficiar da fantástica expansão da China, grande compradora de commodities no Brasil. Mas também nesse caso já começamos a perceber os efeitos do sacrossanto modelo brasileiro, “imexível”, como diria Rogério Magri. A China continua a comprar a nossa soja, mas está nos vendendo manufaturados, concorrendo com a indústria brasileira, que ou quebra ou desemprega. O Brasil já está gerando empregos para... chineses. E nem pode recorrer a mecanismos multilaterais para acusar dumping. Afinal, reconhecemos aquele país como "economia de mercado".
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O Apedeuta está sucateando o Brasil. Lenta e paulatinamente. Se olhamos para o Oeste, topamos com a América Latina populista (exceção feita ao Chile). Se olhamos para Leste, damos de cara com a África. Nunca antes "nestepaiz"...